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27.7.06

Filmes: Tromeo and Juliet

O ódio entre as famílias Que e Capulet já subsiste há incontáveis gerações. Tromeo Que é um pobre punk, cheio de tatuagens e piercings. Juliet Capulet é uma menina rica vegetariana que é forçada pelo seu pai a casar com um talhante, ao mesmo tempo em que desenvolve uma relação lésbica com a cozinheira da família. Quando os Capulet organizam um baile de máscaras, Tromeo consegue infiltrar-se na casa da família rival mascarado de vaca, e conhece Juliet. O amor nasce no meio do ódio. Shakespeare deve estar a dar voltas no seu túmulo. Eis Tromeo and Juliet.




A adaptação do clássico inglês, pelo presidente da Troma, Lloyd Kaufman, é um atentado ao bom gosto e à intocabilidade do dramaturgo William Shakespeare. Um filme de baixíssimo orçamento, Tromeo and Juliet é grosseiro e violento, mas também é provavelmente um dos melhores filmes de série-B de sempre. Temos aqui exploitation, humor, escatologia, soft-core, gore e, supreendemente, uma belíssima história de amor. Destaque também para a realização de nível superior (para filme da Troma) e para a utilização do texto de Shakespeare quando os actores principais contracenam (nota-se perfeitamente que estão a ler o teleponto, mas isso é um pormenor irrelevante).




Não sendo uma adaptação fiel ao original, Lloyd Kaufman consegue conferir ao seu filme todo o espírito e energia de Romeo e Julieta. Isto é, se ignorar-mos as cenas onde se vêm mamilos a serem furados, ou pénis gigantes, ou mulheres a dar à luz pipocas, ou decapitações e desmembramentos, ou roedores enforcados, ou o facto do pai da Juliet ser um pedófilo incestuoso que gosta de trancar a filha numa jaula... Tirando isso, quem gostar de violência e sexo e não se enojar com cenas de bestialidade e projecção de vómito, tem aqui um agradável filme para a família! Procurai-o pois, petizada!




Uma curiosidade, a narração está a cargo de Lemmy, vocalista da banda Motörhead.

Trailer:

23.6.06

Filmes: A Maldição de Komodo

A Maldição de Komodo é um Jurassic Park podre, onde dragões de Komodo geneticamente alterados tornam-se bestas gigantes com um apetite especial por seres humanos.



Um filme de 2004 que poderia muito bem ser de 1944, A Maldição de Komodo é uma película de terror má em tudo. Maus actores, maus efeitos especiais, mau enredo. Temos um grupo de cientistas numa ilha preocupados com a fome no mundo. A solução para estas mentes iluminadas passa por criar dragões de Komodo gigantescos capazes de saciar as barrigas da Somália inteira. O problema é que o dragão de Komodo é um dos principais predadores do mundo, e o seu tamanho leva-os a incluir humanos na sua dieta. Os cientistas tentam a todo o custo parar os monstros, mas eis que chega à ilha um gang de assaltantes de casinos (!) vindos não se sabe muito bem de onde. O grupo tem então de escapar da ilha sem ser comido nem infectado pela baba radioactiva dos dragões de Komodo. Pelo meio há também uma manobra militar qualquer relacionada com os monstros, mas essa parte não entendi bem.



O filme é extremamente mal-realizado. A vedação eléctrica que mantém os humanos em segurança no início da trama não passa de um conjunto de paus com uma lâmpada, e a filha-que-entretanto-já-não-é-filha-mas-sim-sobrinha (grandes argumentistas, sim senhor) do cientista principal existe somente para gritar o tempo todo e para mostrar os seios de uma forma tão gratuita que até envergonha. Os homens da ciência defendem-se através de armas de fogo com munição ilimitada perante um monstro que fica imóvel a receber os tiros até se decidir qual dos humanos quer mastigar. E a baba dos dragões de Komodo transforma os afectados em zombies. Este filme tem tudo para fazer feliz qualquer apreciador de série B!



A minha pergunta é a seguinte: Se queriam experimentar em animais para curar a fome mundial, porque não um animal vegetariano, como a vaca ou a ovelha? Mas assim não tínhamos filme, pois não? A Maldição de Komodo é tão mau, mas tão mau, que se torna hilariante! Vejam-no, acompanhados de preferência, e não se esqueçam da pipoca! Disponível na secção de terror da maior parte dos videoclubes.

Trailer:

20.5.06

Filmes: E Tudo o Fumo Levou

E Tudo o Fumo Levou (Up In Smoke no original) é o primeiro, o original, o melhor, o stoner movie por excelência.

Este clássico da dupla humorística Cheech & Chong pode ser considerado o primeiro filme a atingir sucesso com a glorificação de estupefacientes. Cheech Marin e Tommy Chong iniciaram-se na comédia nos inícios dos anos 70, lançando albuns e posteriormente filmes sempre relacionados com o consumo de drogas leves. Cheech interpretava um Mexicano com ambições musicais, enquanto que Chong era sempre sem excepção o típico Hippie permanentemente mocado. O sucesso da dupla elevou-os ao estatuto de ícones da contracultura bem depois de se terem separado, a meio dos anos 80. Desde a sua separação, Cheech participou em vários filmes de sucesso, como O Rei Leão e Aberto Até de Madrugada. Chong saiu recentemente da prisão por posse e distribuição de estupefacientes.



Up In Smoke, o primeiro de uma longa série de stoner movies protagonizado pela dupla, foi lançado nos idos de 1978 e é ainda um grande filme underground com imensa procura, quer por drogaditos leves quer por amantes do kitsch e do piroso. O enredo gira em torno de dois Hippies ganzados que são presos e eventualmente deportados para o México. Para conseguirem regressar aos Estados Unidos, a dupla recebe inadvertidamente uma carrinha inteiramente construída de marijuana. Depois disso, passam a viagem toda de regresso à procura de ganza sem saberem que o seu próprio veículo de transporte lhes poderia garantir doses vitalícias da sua droga de eleição. Basicamente, este é o enredo do filme. Mas há mais.

Há um Tommy Chong a meter uma quantidade industrial de ácidos para não ser apanhado pela polícia, vomitando-os seguidamente aos pés do agente da autoridade, há um juiz do supremo tribunal que bebe vodka em vez de água, há agentes do FBI continuamente ganzados por perseguirem uma carrinha emitindo fumos de cannabis sativa ao invés de gasóleo, há um festival de bandas realmente doloroso de assistir.

E Tudo o Fumo Levou pode ser encarado como um filme de época, datado e inocente, mas não deixa de ser uma belíssima comédia. Encontra-se na internet ou em sessões de cinema Underground (sim, existem sessões de cinema clandestinas que passam este filme em Portugal). Nunca foi lançado no nosso país, portanto se o desejam adquirir em DVD, visitem a Amazon.



Excerto:

27.4.06

Filmes: O Último Filme de Terror

Há pouco aconteceu-me uma coisa estranhíssima. Estava eu a ver um filme-pipoca de terror para adolescentes chamado O Último Filme de Terror, quando de repente a imagem ficou desfocada e o filme terminou abruptamente. Subitamente apareceu-me no ecrã da minha televisão um tipo inglês chamado Max Parry, que resolveu gravar um documentário sobre a sua vida por cima da porcaria de filme que eu estava a ver.



Fiquei a saber que o Max é um tipo porreiro e inteligente, que filma casamentos mais como hobby do que como fonte de subsistência. Tive a oportunidade de o ver em almoços e jantares com a família e a socializar com os amigos. Também aprendi a matar, enforcar, mutilar e incendiar seres humanos em grande estilo eliminando qualquer hipótese de ser apanhado, porque este documentário poderia muito bem intitular-se "Como Assassinar Pessoas Aleatoriamente e Continuar a Viver uma Vida Normal".

Max é um Serial Killer frio e metódico. Juntamente com o seu assistente, este senhor rapta pessoas para brincar aos médicos-legistas, rebenta-lhes com os miolos à martelada no meio da rua e chega mesmo a arrombar casas para esfaquear quem quer que esteja lá dentro. Mas nunca deixa de ser uma pessoa encantadora. Como a certa altura do filme comunica, "Alugaste um filme de terror porque querias ver sangue e morte, e eu dou-te sangue e morte". No fundo, quem gosta de filmes de terror é um voyeur que se delicia com a desgraça alheia, e nesse sentido, Max Parry entretém-nos plenamente com a sua crueldade.



O Último Filme de Terror revelou-se uma proposta completamente original e inesperada, filme fortíssimo pleno de humor negro e crueldade, que nos faz rir e meditar sobre a fragilidade da vida humana. Um relato verdadeiramente fascinante sobre a mente de um assassino em série, que nos agarra desde o primeiro ao último segundo. Procurem-no nas lojas do Público, incluído na Série Fantas.



Trailer:

22.3.06

Filmes: Trainspotting



Trainspotting: Hobby comum em países Aglo-Saxónicos, que se baseia na observação e anotação detalhada de todos os comboios, os seus números de série e anos de serviço, informação essa a ser partilhada entre outros Trainspotters.

Trainspotting: O título do primeiro romance de Irvine Welsh, editado em 1993. Uma colecção de histórias curtas interligadas pelo fio condutor da dependência pela heroína, numa Escócia cinzenta e depressiva. Vencedor do Booker Prize de 1993.

Trainspotting: Um filme de 1996, baseado no livro de Welsh. Realizado por Danny Boyle e interpretado por Ewan McGregor, Robert Carlyle, Jonny Lee Miller e muitos outros. As aventuras de um grupo de amigos envolvidos em drogas duras. Os seus assaltos, as suas tentativas de recuperação, as suas sobredoses, as suas mortes, as suas tragicomédias, observadas pacientemente pelo fantasma do vírus da SIDA.

Trainspotting: Um marco numa geração. A melhor campanha anti-droga alguma vez feita. Desperta um misto de curiosidade e desconforto, mas faz-nos desejar nunca termos de lidar com os mesmos problemas que as personagens do filme.

Trainspotting: Um bebé morto que caminha no tecto. Uma sanita com a profundeza de um oceano. Uma realidade a acontecer na vossa cidade, no vosso bairro, na vossa rua.

Trainspotting: Um filme independente escuro e doentio, que ainda assim conquistou audiências pelo mundo fora, nomeado na categoria de Melhor Argumento Adaptado nos Óscares de 1999.

Trainspotting: Um filme que completou 10 anos de idade no mês passado, mas que continua tão actual como sempre.

Trainspotting: Uma obra a rever regularmente. Dos melhores filmes dos anos 90. Disponível em tudo o que é sítio.



Trailer:

5.3.06

Filmes: Especial Fantasporto

De volta depois de um grande fim-de-semana na Invicta, com a barriguinha bem cheia de filmaços e francesinhas... O meu primeiro Fantas foi curto, mas extremamente intenso! Não consegui ver tudo o que queria (obviamente), por alteração ao programa inicial ou por não me ter sido possível adquirir bilhetes. Ainda assim, em 2 dias papei 6 sessões, e para o próximo ano conto papar muitas mais! Como não quero ser chato e sendo este um post extra-estrutura habitual deste blog, aqui ficam uma críticas curtinhas sobre a minha experiência no 26º Fantasporto...

1ª Sessão: Curtas Portuguesas, Sessão #2:

Sete curtas, três delas relativamente boas, duas verdadeiramente más e outras duas mesmo excelentes.

A pior:

A Serpente



15 minutos de planos de manequins de montra, em silêncio quase absoluto. Um filme que poderia ter sido feito com máquina fotográfica. Intragável. O Fantas fica-me a dever um quarto de hora da minha vida.

Vale a pena voltar a ver? NÃO!

A melhor:

Um Homem



Excelente fotografia, pouca acção, grande argumento! Uma ode aos filmes de blacksploitation dos anos 70, filmado em betacam. A relação entre uma senhora desiludida com o amor e um lavador de pratos fascinado pelas suas pernas. Participação especial de Zé Cabra!

Vale a pena voltar a ver? Sim, sim, mas para isso convém andar atento à programação do segundo canal.

2ª Sessão: The Hamster Cage



O Sars Wars havia sido cancelado, e The Hamster Cage substituiu-o. Uma agradável surpresa. A história de uma família completamente amoral. Inclui incesto, pedofilia, gerentofilia e outras perversões sexuais avulsas. Diálogos brilhantes!

Vale a pena voltar a ver? Um grande e sonoro SIM!

3ª Sessão: Hostel



Inicialmente apenas um típico filme Americano de adolescentes, Hostel torna-se numa experiência arrepiante e ultra-violenta! O Tarantino anda lá metido, mas o filme sobreviveria bem sem o seu "patrocínio"... As gargalhadas e aplausos espontâneos do público do Rivoli em certos momentos de Hostel foram impagáveis, sendo esta a minha melhor memória do festival! Provavelmente, o filme mais assustador dos últimos tempos!

Vale a pena voltar a ver? YOU BET YOUR ASS! Quando é que sai em DVD?

4ª Sessão: Supernova



Um homem suicida-se com um tiro na cabeça. Depois, a caminho de casa, leva com um meteorito e entra em coma. Mais tarde, recupera e vai viver sozinho para o campo, onde é confrontado com fantasmas do passado. Mas... Ele não tinha morrido? Será que afinal continua em coma? Não se percebe muito bem. O maior nó cerebral do Fantasporto 2006.

Vale a pena voltar a ver? Não me parece.

5ª Sessão: Hair High



Um filme de animação mediano do grande Bill Plympton. Tem os seus momentos, mas é torna-se bastante previsível e arrasta-se no final. Uma desilusão.

Vale a pena voltar a ver? Infelizmente, não.

6ª Sessão: Pleasant Days



Um filme Húngaro sobre uma rapariga que vende o seu filho e passa a vida a ter relações sexuais com todos os homens que surgem na sua vida. Um jovem acabado de sair da prisão frustra-se por ser o único a não ter direito à festa e tenta em vão conquistá-la. Com um ritmo próprio de filme Europeu, Pleasant Days pode tornar-se uma tortura para quem não está habituado a este estilo cinematográfico. Eu gostei, mas creio que fui o único.

Vale a pena voltar a ver? Sim, mas só daqui a muito, muito, muuuuuuito tempo!

Sessão Bónus: The Longest Yard



Um filme cortesia dos autocarros da Eva. Um antigo herói do futebol americano caído em desgraça acaba na cadeia e torna-se estrela da equipa prisional, que se prepara para enfrentar os guardas do seu estabelecimento de cárcere. Papinha para o cérebro. Não é bom, mas entretêm.

Vale a pena voltar a ver? Não, mas eventualmente acabarei por revê-lo na programação de Domingo à tarde. E toda a gente sabe que não há como fugir aos filmes de Domingo à tarde!

E pronto. Acabou-se o Fantas, mas o cinema continua em altas no nosso país. Estreia este mês o Festival dos Cinemas do Mediterrâneo. A primeira edição "a sério" arranca no dia 9 e vai até dia 18 de Março, em Faro. Vai ser um fartote de curtas, longas e documentários de países da Europa, Médio-Oriente e Norte de África, portanto se residem no Sul ou se passarem por Faro, aproveitem. Mais informações aqui.

20.2.06

Filmes: The Army of Darkness

Um clássico de culto. Uma ode à pancadaria com estilo. Um filme de Sam Raimi. Um ícone da série B em Bruce Campbell. Tudo isto é o Exército das Trevas.



O Exército das Trevas (Army of Darkness, no original) é a terceira e última parte da série Evil Dead, e pega na história precisamente onde tínhamos ficado no filme anterior. Ash, o herói principal, havia sido sugado para a Idade Média através dum portal criado pelo livro dos mortos, Necronomicon Ex Mortis.

Chegado à Idade Média, e apenas munido com a sua caçadeira, braço-motoserra e um carro que se revela pouco mais que inútil, Ash começa por ser escravizado pelos habitantes locais, que o olham primeiro com desconfiança, para depois o elevarem à categoria de salvador, acreditando na profecia de que um herói caído dos céus os salvaria dos mortos-vivos que assolam a região. Porém, depois de todos os seus amigos se terem tornado eles próprios mortos-vivos e da sua mão direita se ter virado contra si nos filmes anteriores, Ash já não é o típico herói pleno de virtudes, tornando-se arrogante, preconceituoso e acima de tudo, bronco que nem uma porta. E é aqui que reside a magia do Exército das Trevas.



No primeiro filme estamos perante o terror puro e duro. No segundo, o terror é intercalado por humor. Aqui, terror nem vê-lo. O Exército das Trevas é apenas um filme de acção carregado com humor físico e algumas das melhores frases-chave alguma vez encontradas numa película cinematográfica. Exemplos:

Quando a sua namorada medieval é possuída pelo demónio e o tenta atacar, depois de Ash se ter enganado nas palavras-chave que destruiriam para sempre o livro dos mortos e em vez disso ter libertado uma horda de mortos vivos:

Yo, She-Bitch! Let's go!

Na altura em que um morto vivo lhe grita "I'll swallow your soul!"

Come get some...

Quando dispara o seu primeiro tiro de caçadeira em frente aos cavaleiros medievais:

This is my BOOM stick!



São estas pequenas frases, envolvidas no contexto do filme, que tornam esta pérola num dos mais divertidos filmes de zombies de sempre, e que tornaram Bruce Campbell no meu herói de acção dos tempos de adolescente, bem à frente de Van Dammes, Seagals e afins. O Exército das Trevas, disponível nos melhores videoclubes e também naqueles videoclubes não tão bons que ainda têm Dvds mais velhinhos. Imagens, sons e um pequeno excerto vídeo podem ser encontrados aqui.

Hail to the king, baby!

Trailer:

23.1.06

Filmes: A Morte Chega de Madrugada

Bem antes do mega-blockbuster Spiderman, Sam Raimi realizou em 1981 um pequeno filme do mais puro terror intitulado Evil Dead, filme esse que marcaria a sua estreia na cadeira de realizador. Em 1987, Raimi resolve voltar a pegar no seu "primeiro filho", e surge a sequela/remake (riscar o que não interessa) Evil Dead 2: Dead By Dawn (Em Português, A Morte Chega de Madrugada).



No primeiro Evil Dead acompanhamos a aventura de um grupo de estudantes universitários presos numa casa assombrada, sendo atacados por todo o tipo de monstros e aberrações, após terem descoberto por acaso o Necronomicon Ex Mortis, o livro dos mortos. No final da primeira aventura, só Ash (Bruce Campbell, Deus entre os actores de série B) sobrevive.

Evil Dead 2 começa com Ash a regressar à mesma casa onde havia perdido todos os seus amigos, acompanhado pela sua namorada Linda (que havia sido brutalmente decapitada no filme anterior, mas isso é um pormenor pouco relevante, pelos vistos...), com o intuito de passar um fim de semana romântico, apenas para inadvertidamente voltar a despertar o mal contido no Necronomicon... Esquecimento? Erro de continuidade? Pura estupidez? Não se percebe muito bem ao certo. Eventualmente, juntam-se na mesma casa a proprietária da mesma, o namorado dela e um par de saloios encontrados no meio da estrada, tudo carne para canhão para o exército das trevas que sairá do portal criado pelo livro dos mortos.

Enquanto no primeiro Evil Dead temos um grande filme de terror filmado com baixíssimo orçamento, Em Evil Dead 2 temos um bom filme de terror misturado com uma excelente comédia física, fruto do desempenho de Bruce Campbell, o maior herói de acção de todos os tempos, ponto final! É hilariante e perturbador ao mesmo tempo quando observamos a luta entre Ash e a sua própria mão possuída pelo demónio ao longo de toda a película, os requintes de malvadez enquanto o actor principal ri diabolicamente ao amputar a sua própria mão com uma motosserra apenas para a mesma regressar para o atacar quando menos espera e assassinar os seus companheiros de jornada.



No final do filme, só Ash sobrevive, sendo sugado com a sua motosserra e caçadeira de canos cerrados para uma Inglaterra Medieval, abrindo caminho para a terceira parte da série Evil Dead, da qual falarei numa próxima oportunidade...

A Morte Chega de Madrugada pode ser encontrada na Fnac, por enquanto. Porém, este estabelecimento rapidamente coloca produtos mais underground como este fora de circulação sem aviso prévio, portanto, se sabem do que eu estou a falar, comprem-no já antes que o percam de vista. Caso contrário, se nunca ouviram falar deste filme e gostam de sustos e de rir com a desgraça alheia, saquem-no da net.



Trailer:

20.12.05

Filmes: The Crippled Masters

Exploitation foi um género cinematográfico muito em voga nos anos 70. Consistia (e consiste) em pegar numa minoria (étnica, religiosa, social) e explorá-la num cenário improvável. Exemplos: Blacula, Jesus Christ Vampire Hunter e The Crippled Masters, que é hoje aqui analisado.



O filme começa assim: Um lacaio do senhor do mal do momento ordena a amputação dos braços a um indivíduo, sem nenhuma razão plausível. O "amputado" vagueia pela China, até chegar a uma quinta, onde lhe prestam auxílio. Nesta quinta, o pobre homem aprende a utilizar as pernas como substituto dos braços, desempenhando as tarefas do dia a dia como se nada de mais lhe tivesse acontecido. Entretanto, o senhor do mal resolve queimar com ácido as pernas do lacaio que havia ordenado a remoção dos membros anteriores ao outro homem. Eventualmente, os dois encontram-se e resolvem treinar Kung-Fu com o objectivo de se vingarem do mau da fita, completando-se: os braços do perneta passam a ser os braços do maneta, as pernas do maneta passam a ser as pernas do perneta. Este é um enredo muito estúpido, como se pode verificar, mas há um pormenor a ter em conta... O maneta não tem mesmo braços e o perneta tem mesmo as pernas atrofiadas! Ou seja, ambos os mestres de artes marciais são aleijados!



Por mais grotesca que possa parecer a ideia de usar verdadeiros aleijados para fazer um filme de Kung-Fu, The Crippled Masters acaba por ser um grande filme de artes marciais! É impressionante as acrobacias que estes dois conseguem fazer, especialmente o maneta, que consegue fazer girar uma vara mais rapidamente e com mais precisão só com dois cotos do que eu com dois braços.



É claro que isto é tudo muito ridículo. O mestre do mal possui uma corcunda que emite um sonoro "BOING" cada vez que alguém lhe atinge, o maneta joga à cabra-cega com crianças, usando os pés para os apanhar, o perneta arrasta-se pelo chão durante o filme todo, e no entanto consegue dar valentes sovas a pessoas com o dobro do seu tamanho, um dos lacaios do mal tem a cara pintada de branco só porque sim... Enfim, este filme é bastante mau, como não poderia deixar de ser... Mas a quantidade de truques que um homem sem braços consegue fazer... Obrigatório para quem goste de filmes de artes marciais old-school!

Encontrar The Crippled Masters à venda no nosso país é uma tarefa Herculeana. Já foi visto à venda, mas mesmo assim, requer muita dedicação e muita procura. Ele anda por aí, mas não se sabe bem onde. Confesso, a cópia que tenho foi tirada da internet por um amigo meu, através dos BitTorrents. Quem tiver a oportunidade, aconselho a fazer o mesmo. Podem encontrar mais informação e um pequeno clip de video aqui, para verem que não estou a brincar... Este filme existe mesmo!

Trailer:

22.11.05

Filmes: Faster Pussycat... Kill! Kill!

Era uma vez um senhor chamado Russ Meyer. Este homem havia tido o melhor emprego do mundo, fotografando para a revista Playboy, até que se fartou das fotografias e resolveu enveredar por uma carreira no maravilhoso mundo do cinema. Filmou imensos filmes ao longo da sua vida, todos eles marcados pela rebaldaria e humor “kitsch”, mas foi muito perseguido pelas activistas dos direitos das mulheres, que o acusavam de machista, apesar de hoje em dia ser-lhe reconhecido o valor na criação das chamadas Riot Grrls. Ame-se ou odeie-se, há que dizer em sua defesa que Meyer era um homem generoso, preocupando-se sempre com todas as senhoras, especialmente com aquelas possuindo glândulas mamárias altamente desenvolvidas. A sua preocupação era tal que nos seus filmes só entravam meninas com enormes seios, acabando por ser essa a principal razão pela qual o seu nome entrou para a história do cinema. Essa e outra, que dá pelo nome de Faster, Pussycat... Kill! Kill!



Faster, Pussycat... Kill! Kill! (1966), é uma ode à violência e à emancipação da mulher, através da sua sexualidade. As pussycats, três strippers devidamente estereotipadas (temos a mázona vestida de cabedal, a loira tontinha com sentimentos e a emigrante ilegal secretamente apaixonada pela mázona), passeiam pelo deserto nos seus carros desportivos, rindo às gargalhadas sem se perceber muito bem qual é a piada... Entretanto, as meninas param o carro, tomam banho todas vestidas, discutem, andam à pancada umas com as outras, vão ficando semi-nuas... Até que chega um carro com um casal de namorados muito bonitos e arranjadinhos. Depois de dois dedos de conversa e de uma corrida pelo meio do deserto, a mázona do grupo resolve partir a coluna vertebral ao rapaz, drogar a rapariga e raptá-la, continuando o seu passeio pelo deserto rindo sem sentido...



Por esta pequena amostra do argumento, já se sabe que daqui não vem nenhum bom filme. Mas na realidade, Faster, Pussycat... Kill! Kill! é imensamente divertido e inconsequente. Os diálogos são de morrer a rir de tão maus, as cenas sensuais são forçadíssimas, temos violência a rodos, cenas dramáticas e tensas, senhoras atraentes q.b. e actores que não merecem essa designação... Tudo boas razões para irem à Fnac e comprarem este filme na secção de importação sem pensarem duas vezes. Atenção especial à banda sonora e à Pussycat loira, que, apesar de não saber representar, proporciona agradáveis momentos erotico-humorísticos ao longo desta película.



Trailer:

24.10.05

Filmes: Plan 9 From Outer Space

O Contra-Culturalmente Falando apresenta... O PIOR FILME DO MUNDO!



O realizador Ed Wood Jr. sempre me fascinou. Devoro documentários sobre a sua pessoa, adorei a película biográfica que o mestre Burton elaborou, e cheguei a ver o seminal filme Bride of the Monster na Tv2, totalmente desprevenido, sem qualquer aviso por parte da programação do canal. Ed Wood Jr., o pior realizador da história do cinema (como ficou conhecido para a posteridade) era uma personagem excêntrica que gostava de realizar os seus filmes vestido de mulher, filmando tudo ao primeiro take para poupar fita, e reciclando imagens de arquivo atrás de filmagens de arquivo para “tapar buracos”. Na altura, era visto como um louco... Hoje em dia, é visto como um herói da contracultura!

No mês passado, desloquei-me ao auditório do IPJ de Faro, onde passou o Plan 9 From Outer Space! Por mais preparado que fosse, já esperando um filme terrível onde choraria a rir, nunca esperei sair daquela sala de cinema tão chocado e baralhado como saí. O filme é mau. É impossível traduzir por palavras o quão mau o filme é. Não é à toa que este é considerado o pior filme de todos os tempos...

Plan 9 From Outer Space (1959) o filme visionário que marcou a morte artística do seu realizador, já foi dissecado, esventrado, analisado e ressuscitado pelo menos um milhão de vezes ao longo dos anos. Aqui neste blog fica a milionésima primeira dissecação...

O enredo: Um grupo de extraterrestres resolve atacar a terra! E o seu ataque consiste em trazer de volta um exército de mortos (três...) para aterrorizar os vivos e fazer com que o governo dos Estados Unidos da América (claro!) reconheça a sua existência! É isso! Os extraterrestres não são mal intencionados, eles desejam apenas existir!



Cabe a um piloto do avião, a um inspector da polícia e ao general responsável pelo gabinete de prevenção contra ataques extraterrestres (what?) a missão de dar cabo do canastro aos aliens, que no fundo, são pessoas como nós, mas vestidas com fatos espaciais bem catitas... Depois... Bem, depois vejam o filme! É verdadeiramente impossível apontar todos os defeitos aqui. São campas e árvores derrubadas ao toque, são carros que viajam tão rápido que se transformam em outros carros totalmente diferentes da noite para o dia (ou de uma cena para outra), são mortos-vivos com dificuldade para se erguerem das suas campas... Enfim, um verdadeiro mimo!

A película começa com um funeral. Bela Lugosi, naquele que seria o seu último filme (ao todo, filmou 3 cenas para o filme inteiro antes de falecer, cenas essas recicladas uma, duas, três, quatro, dez vezes... Sendo depois substituído por um actor que, não sendo sequer parecido com Bela, surge sempre com uma capa a tapar a sua cara), chora a morte da mulher. Depois, um corte radical. Dois pilotos levam o seu avião para o aeroporto, às 4 e meia da manhã... Os pilotos falam, conversa de chacha, blá blá blá, e depois mostra-se o avião a voar em pleno dia... Pelos vistos, a manhã começa bem cedo nos Estados Unidos... Subitamente, três Ovnis de plástico presos por fios iniciam um ataque ao avião... E... De repente... Já é de noite outra vez?

Todas as cenas do filme alternam entre noite e dia sem aviso prévio. Pela conversa entre as personagens, depreende-se que toda a acção decorre numa noite bem negra... Do género “São 2 da manhã, é melhor irmos para casa porque está escuro”, enquanto o sol brilha no horizonte! É aqui que Plan 9 From Outer Space descamba para o ridículo!

O argumento é mau. Mal escrito, mal interpretado, mal tudo! O narrador tem tanta noção de timing como uma parede. Aqui fica a citação do monólogo inicial:



“Greetings, my friend. We are all interested in the future, for that is where you and I are going to spend the rest of our lives. And remember, my friend, future events such as these, will effect you, in the future. You are interested in the unknown. The mysterious. The unexplainable. That is why you are here. And now for the first time, we are bringing to you, the full story of what happened on that fateful day. We are giving you all the evidence, based only on the secret testimony of the miserable souls who survived this terrifying ordeal. The incidents. The places. My friend, we can not keep this a secret any longer. Let us punish the guilty. Let us reward the innocent. My friend, can your heart stand the shocking facts about grave robbers from outer space?"

Plan 9 From Outer Space pode ser encontrado na Fnac, na secção de importação, incluído numa caixa com toda a filmografia de Ed Wood Jr.! O preço não é nada simpático, mas vale bem a pena... Ou então não vale a pena e é dinheiro mal gasto... Ainda estou demasiado baralhado para me decidir...



Trailer:

21.9.05

Filmes: Delírio em Las Vegas

O filme que vos trago hoje está ligado directamente com o post de literatura de culto deste mês. Trata-se da adaptação cinematográfica do clássico livro de Hunter S. Thompson, Fear and Loathing in Las Vegas (em Português, Delírio em Las Vegas).



Delírio em Las Vegas conta com Terry Gilliam (o Americano dos Monty Python) na realização, e tem como actores principais Johnny Depp no papel de Raoul Duke (baseado no próprio Thompson) e Benicio Del Toro, interpretando o advogado Samoano Dr. Gonzo. Estamos em 1971, quando Duke e Gonzo viajam até Las Vegas, com o intuito de fazer a cobertura jornalistica a uma corrida de motas pelo meio do deserto. Se bem que isso acaba por ser secundário quando se possui uma mala cheia de erva, cocaína, alcoól, éter, mescalina, ácidos vários e muitas outras drogas no banco de trás do carro. Tem-se uma percepção do que será este filme logo nos primeiros minutos, quando Duke pega num mata-moscas e resolve matar uns morcegos gigantes que de repente se lembram de o atacar (ou pelo menos é para aí que a sua imaginação o leva).

Este filme é uma ode às drogas. Durante toda a película, nunca há um momento de sobriedade. Ou Duke está pedrado e Gonzo sóbrio, ou Duke está sóbrio e Gonzo pedrado, ou Duke está pedrado e Gonzo está pedradíssimo! Acompanhamos então as alucinações e bad trips desta dupla pela cidade dos Néons e casinos, sem saber muito bem onde nos leva o enredo. Apesar de parecer alegre, frenético e de possuir luminosos momentos de humor a espaços (como por exemplo, quando as personagens principais se vêm envolvidas numa palestra anti-drogas para polícias), Delírio em Las Vegas é um filme feio e sujo. É assustador quando um Dr. Gonzo completamente alucinado convençe uma menina de 14 anos a partilhar a sua cama oferecendo-lhe um sortido de drogas. E a sensação de vergonha alheia na cena em que Hunter (perdão, Duke) acorda num quarto completamente destruido, enquanto somos bombardeados por Flashbacks auditivos de fazer corar um morto, é indescritível...

Para quem já viu este objecto de culto, fica a dica de que Benicio Del Toro engordou mesmo 14 quilos para interpretar o arrepiante Dr. Gonzo e sim, Thompson era mesmo assim como Depp e Gilliam o recriam. Tanto pessoalmente como na sua escrita. Os seus livros são autênticas dores de cabeça. Quem vir Delírio em Las Vegas até ao fim e não ficar com a sensação de exaustão cerebral, é porque não esteve muito atento ao que se estava a passar na televisão.

Disponível no seu videoclube.



Trailer:

12.8.05

Filmes: Charlie and the Chocolate Factory

Charlie And The Chocolate Factory é aquilo a que podemos chamar um clássico instantâneo! Segundo um grande amigo meu que me acompanhou ontem à estreia nacional, "há muito tempo que não via um filme tão bom no cinema!"

A última obra de Tim Burton é um remake de Willy Wonka And The Chocolate Factory (de 1971), que por sua vez adaptava o clássico da literatura infantil anglo-saxónica. Conta com Johnny Depp (o melhor actor independente a trabalhar em Hollywood, segundo ouvi dizer) no papel de um mestre chocolateiro alucinado, enclausurado voluntariamente dentro da sua fábrica de doces e é simplesmente fabuloso!



Esta é a história de Charlie, um rapazinho pobre e feliz que vive com os pais e os avós perto da fábrica de Willy Wonka, um génio que ninguém avista há mais de 20 anos. Um dia, o mestre chocolateiro oferece a oportunidade de uma visita guiada pelo seu mundo de fantasia a cinco crianças de todo o mundo! Além deste fabuloso prémio, uma dessas cinco crianças tem ainda a oportunidade de receber uma surpresa que vai para além do imaginável! As outras quatro receberão também surpresas, mas não aquelas que estarão à espera... Charlie é um dos felizes contemplados...

Charlie And The Chocolate Factory é um delírio visual! A fotografia é realmente brilhante, o contraste de cores funciona na perfeição, os interlúdios musicais a cargo dos Oompa Loompa (os misteriosos homens minúsculos que trabalham na fábrica) são de morrer a rir, e a adaptação foi devidamente avacalhada pela mão do mestre Burton. Nota-se que talvez a história original não fosse bem assim a nível de diálogos...

"Nesta fábrica podem comer tudo! Até me podem comer a mim! Claro que isso é canibalismo! E o canibalismo é um acto reprovado pela maior parte das sociedades..." (Willy Wonka)

Este filme recebeu a classificação para maiores de 6 anos no nosso País! Realmente, o filme contém chocolate, algodão doce, guloseimas, felicidade extrema e um ritmo alucinante, tão alucinante que chega a causar algum medo e tensão... Uma sensação semelhante a uma sobredose de guloseimas... Mas esta obra contém também piadas inteligentes, trocadilhos rebuscadíssimos, crueldade, imbecilidade e um tipo de humor inacessível a alguém com menos de 20 anos ou que só pense em compras e nos Morangos com Açucar!



Charlie And The Chocolate Factory encontra-se no cinema um pouco por todo o País. Se ainda possuem algumas dúvidas, vejam o Teaser! Quando o Teaser acabar, desliguem o Pc e corram até à sala de cinema mais próxima! Ficarão positivamente surpreendidos...



Trailer:

12.7.05

Filmes: Dawn of the Dead

Sabem aqueles filmes que são tão maus, tão maus, que acabam por se tornar num clássico? Dawn Of The Dead é um desses filmes.

Parido da mente afectada do mestre George A. Romero, grande impulsionador dos filmes de baixo orçamento (denominados filmes de série B, por servirem de alternativa aos filmes de Hollywood) explorando a temática dos mortos vivos, Dawn of The Dead (o original, de 1978) é a sequela do também ultra-clássico Night Of The Living Dead(1968). Este filme tornou-se num ícone tão forte que até recentemente foi realizado um remake (nada mau, por sinal) e uma paródia!



O enredo: Depois de um ataque inexplicado a nível global por parte de Zombies, um grupo de 4 pessoas procura abrigo num centro comercial, apinhado, claro está, destes seres. Enquanto tentam sobreviver matando tudo o que se mexe, estas pessoas ainda têm tempo de ir às compras e jogar aos Space Invaders! O apelo ao consumismo é mais forte do que o instinto de sobrevivência, pelos vistos...

Como toda a gente sabe, um zombie só morre quando recebe um tiro na cabeça (é lógico!). É aqui que entra um dos pormenores técnicos que tornam este filme num clássico intemporal. Se pararmos a imagem no preciso momento em que um zombie recebe uma bala entre os olhos, podemos ver que o morto vivo não passa de um manequim de montra cheio de visceras de porco.



Outro pormenor engraçado é a caracterização dos zombies. Basta uma pessoa encontrada ao acaso na rua pintar a cara de cinzento (não vale a pena pintar os braços ou tronco, basta a cara) e está pronta para entrar num filme de George A. Romero!



A minha cena preferida deste filme é aquela em que um gang de motoqueiros resolve estragar a festa aos herois e decide pilhar o centro comercial. É vê-los a roubar tudo e todos os que encontram, incluindo zombies! Isso mesmo, os motoqueiros roubam joias aos zombies, e ainda lhes espetam com tartes na cara! É nesta altura que quem vê este filme pela primeira vez mete as mãos à cabeça e exclama “O que vai na cabeça deste realizador para meter motoqueiros a assaltar mortos-vivos?”

Dawn of the Dead é um “must-have” para todos os apreciadores do cinema fantástico. Já o vi à venda na Fnac, na secção de importação. Porém, a minha cópia foi comprada num quiosque de jornais banal. Portanto, fiquem atentos! Os zombies atacam onde menos se espera!



Trailer:

11.6.05

Filmes: Toxic Avenger

AVISO: Filme de Série Z!!!!

O Vingador Tóxico é um Super-Herói de culto que toda a gente já viu em qualquer lado mas que ninguém conhece. Recentemente o Canal Panda passou uma série de animação baseada nesta personagem chamada Toxic Crusaders, e o Toxie entra inclusivé no videoclip do Moby, We Are All Made of Stars. O Vingador Tóxico é uma personagem da empresa de filmes independentes Troma, portanto se seguiram o programa Troma Rija, na Sic Radical, de certeza que já estão familiarizados com este ser.

Mas afinal, o que é isto do Vingador Tóxico?



Este é o Vingador Tóxico...

O Filme que vos trago hoje é o primeiro de uma série de quatro até à data, e o único que eu tive oportunidade de ver.

A história é a seguinte: Um jovem faxineiro dum ginásio trabalha de sol a sol e é gozado por toda a gente que o conhece. Um dia, os matulões do ginásio resolvem atirá-lo pela janela, aterrando mesmo dentro de um bidon de lixo tóxico que por acaso estava mesmo ali, numa carrinha de caixa aberta. A reacção química tornou o franzino rapaz num mutante grotesco, detentor de um radar interno para o mal, e de uma força bruta capaz de desfazer qualquer um em pedaços! Claro que, não sendo um mostro maléfico, Toxie também possui sensibilidade para o bem. É vê-lo a ajudar velhinhas a atravessar a passadeira e a abrir jarros de compota a donas de casa. Um amor...

Uma cena clássica é aquela em que o Toxie conhece a namorada. Estão um grupo de 3 malfeitores num restaurante de Fast-Food a molestar uma cega, quando entra em cena o nosso amigo. Rapidamente, arranca o braço ao primeiro, dando-lhe de seguida com o membro na cabeça. Ao segundo, agarra nas suas mãos e coloca-as a fritar no óleo das batatas. O terceiro vê a sua cabeça enfiada numa máquina de fazer batidos, terminando todo cortado e coberto de chantily, mas com a cerejinha no topo, como manda a lei. Com um salvamento destes, obviamente que a cega se apaixona pelo Vingador Tóxico. Quem é que não se apaixonaria? Para ver um excerto desta cena, visitem este site.

Este filme já passou na RTP1 há alguns anos, mas encontrá-lo em Portugal é uma tarefa muito dífícil. Procurem na loja do Fantasporto, uma autêntica mina de maravilhas como esta, ou então no Amazon.




Trailer: