17.1.06

Discos: Queen Adreena - The Butcher and the Butterfly

O medo transformado em música. Eis os Queen Adreena!



Em meados dos anos 90, existiu uma banda londrina de Rock Alternativo intitulada Daisy Chainsaw, onde militavam Katie Jane Garside e Crispin Gray. A sua música escura e suja alternava com as flores no cabelo e o ar de menina perdida de Garside, e as actuações levavam a que muito boa gente questionasse a sanidade mental da vocalista, quando a mesma rasgava totalmente as suas roupas em palco ou surgia de cabeça envolta em ligaduras ensanguentadas. Durante alguns anos, esta banda escolheu manter-se à margem do sucesso comercial, apesar das constantes tentativas de contrato por parte de editoras como a Maverick. Até que, em 1993, Katie Jane acabou por sair da banda, exilando-se no País de Gales para se tratar mentalmente. Os Daisy Chainsaw acabaram por sucumbir alguns anos depois.

Em 1999, Crispin Gray e Katie Jane Garside voltam a encontrar-se casualmente. Começam a criar música juntos, e daí surgiram os Queen Adreena, uma continuação natural dos extintos Daisy Chainsaw, levada ao extremo. Com edições discográficas regulares desde a sua criação, esta banda é praticamente desconhecida pelo mundo fora, granjeando de um culto significativo no Reino Unido. O seu terceiro trabalho intitula-se The Butcher And The Butterfly.



The Butcher And The Butterfly é um album Rock, Industrial, Gótico, Indie, o que lhe quiserem chamar. Possui momentos de distorção e violência (Medecine Jar), ao mesmo tempo que existem também momentos de doçura envenenada (Childproof). O que se destaca nos Queen Adreena, mais do que o som, é a voz de Katie Jane. Sussurrada, frágil, por vezes falha e desafina como se fosse uma criança perdida já sem forças para chorar. Dá vontade de pegar nela e protegê-la (oiça-se os Lalalalalala infantis em Suck)... Até que se solta! E grita como se lhe estivessem a espetar uma faca no coração! E assusta! E arrepia! E à medida que a intensidade da guitarra, do baixo e da bateria aumenta, quem fica frágil e com vontade de se esconder somos nós. Garside passa de vítima a atacante numa questão de segundos, e as composições dos Queen Adreena absorvem-nos por completo! Um album com uma química muito própria, uma limpeza do espírito, o medo transformado em música, a música transformada em libertação!

The Butcher And The Butterfly, bem como toda a discografia dos Queen Adreena, só se encontra editado no Reino Unido. Porém, encontrei-o por acaso numa estante da Alquimia, na última vez que fui a Leiria...

10.1.06

Banda Desenhada: Batman - Asilo Arkham

Na secção Bd de Culto deste mês, trago-vos um dos maiores anti-heróis da 9ª arte, Batman, numa aventura que se destaca pelo traço do seu desenho e principalmente pelo invulgar argumento para um herói main-stream. Falo-vos de Asilo Arkham.



O Asilo Arkham é o local onde são encarcerados todos os loucos criminosos de Gotham City. Ao serem demasiado perigosos para serem colocados numa prisão normal, abandonam-nos no asilo, onde ficam eternamente a apodrecer. A situação muda quando Joker toma conta de Arkham, e juntamente com um grupo de outros prisioneiros, ameaça assassinar todos os seus reféns caso Batman não se junte a ele. O morcego vê-se assim obrigado a confrontar o seu maior rival num asilo onde todos o odeiam, e é atacado pelos mesmos criminosos que ajudou a colocar lá dentro. Com um ritmo louco e alucinado, a verdadeira estrela desta obra acaba por ser o próprio Asilo, possuindo uma atmosfera muito negra e assustadora que envolve tanto o cavaleiro das trevas como o próprio leitor.



Batman - Asilo Arkham foi escrito há 15 anos por Grant Morrison e estupendamente ilustrado pelo mestre Dave McKean. Recentemente editado pela Devir, poderá ser encontrado na Shop Suey Comics, Rua Barão de Viamonte nº 50, 2400 Leiria. Contacto: shopsueycomics@iol.pt

3.1.06

Livros: Como Me Tornei Estúpido

A estupidez sempre foi um tema que me atraiu bastante. A raça humana sempre se destacou das demais pelo engenho, pela necessidade de criar para sobreviver. Inventou-se a roda, criou-se o vestuário, domou-se o fogo e o lobo, destilou-se o álcool, nasceu o queijo, o alcatrão, as pilhas alcalinas e os chapéus, entre mais uma ou outra coisa sem importância. Tudo pensado da cabeça do Homem. E para quê? Para que o Homem não tivesse mais de se dar ao trabalho de usar a sua própria cabeça para pensar. O ser humano é tão inteligente que se quer tornar estúpido à força, confiando nas suas invenções para sobreviver, ignorando o instinto que tão bem tem servido a todos os outros animais. Carneiros seguindo outros carneiros. Apaixona-me o facto de existirem pessoas que não conseguem sobreviver sem a sua telenovela, farto-me de rir quando reparo que TODA cantarola alegremente pela rua o último Euro-Dance-Lixo do momento, espanto-me com a quantidade de gente que leva as mãos à cabeça de cada vez que aparece uma gaivota morta num jornal, tremendo como varas verdes só de ouvir a frase "gripe das aves". E, ao mesmo tempo, todo este cenário me deprime, e dou por mim a pensar que para isto mais valia termos continuado a ser macaquinhos como no início.

O livro que vos trago este mês chama-se Como Me Tornei Estúpido.



Como Me Tornei Estúpido foi escrito por um promissor jovem Francês de seu nome Martin Page. Aqui conta-se a história de Antoine, um estudante de Aramaico demasiado inteligente para ser compreendido pelos outros e, consequentemente, ser feliz. Na sua infelicidade, decide tornar-se estúpido para conseguir a aceitação do mundo. Assim sendo, decide tornar-se alcoólico, mas entra em coma ao fim do primeiro copo. Tenta o suicídio, mas falha redondamente. Ainda procura submeter-se a uma cirurgia para remover parte do cérebro, mas enfim consegue atingir a tão desejada estupidez através de uma maneira surpreendente que não contarei aqui para não estragar a surpresa a quem possa vir a ler esta obra.

Surreal, bem humorado e inteligente, Como Me Tornei Estúpido é um triste retrato da sociedade moderna que exige a estupidez e massificação como modo de vida, votando ao ostracismo quem dá uso à sua massa encefálica. Em Portugal, foi editado pela ASA.

27.12.05

Tascas: Bora Bora

Local de peregrinação, taberna infecta, o café Bora Bora é o tema escolhido para a secção "Outros Cultos" deste mês.



Situado em Peniche, meio escondido nas típicas ruas do bairro de pescadores conhecido vulgarmente por "Peniche de Cima", o Bora Bora era um pequeno café igual a tantos outros, com cadeiras de plástico, matrecos, mesas de snooker e ping-pong, frequentada por senhores no ocaso da vida. Até que, já na segunda metade da década de 90, numa triste altura em que algumas das típicas tabernas fecharam na localidade, alguém (não se sabe bem quem) descobriu que nesta casa se fazia Droguinha, e bem barata por sinal! Subitamente, orfãos do Charlot, do Angola e do Manél das Escadinhas encontraram um novo lar em Peniche de Cima. E assim nasceu o culto à volta deste café.



Quem tenha visitado este estabelecimento no seu início e só agora tiver oportunidade de lá voltar, notará porventura uma diferença abismal. Os velhos continuam a frequentá-lo, claro, mas já não poderá encontrar o tecto de platex com restos de droguinha seca, as mesas de snooker e ping-pong, as inundações urinárias (mijar no caixote do lixo virou moda durante uns tempos) e as cadeiras de plástico... Agora a velha taberna é um café todo fino, com cadeirinhas bonitinhas, luzes com sensor de presença e televisão de ecrã gigante (com Tv Cabo e tudo)! Mas há algo que nunca se alterará: As bebedeiras de caixão à cova! Apesar da inflação nos preços, este continua a ser o local mais barato e aprazível para se sair em Peniche num Sábado à noite. Aprecio especialmente aquelas noites em que já são quase 4 da manhã e ainda lá está um grande grupo, munidos de violas de caixa e completamente perdidos no álcool, cantando e gritando a plenos pulmões enquanto o proprietário os tenta expulsar da tasca.



Recomendo então a bebida local, a supra-citada droguinha (não vou dizer em que consiste, mas posso adiantar que é vendida num jarro a dizer liter) e o traçado (vinho rosé com gasosa). Caso não alinhe muito com vinho, poderá sempre pedir um whiskey, cerveja de litro ou mesmo vodkas e shots! Há de tudo! Bom e barato! O Bora Bora não vem nas brochuras turísticas, portanto, na eventualidade de visitarem Peniche, perguntem a alguém entre os 18 e os 35!

20.12.05

Filmes: The Crippled Masters

Exploitation foi um género cinematográfico muito em voga nos anos 70. Consistia (e consiste) em pegar numa minoria (étnica, religiosa, social) e explorá-la num cenário improvável. Exemplos: Blacula, Jesus Christ Vampire Hunter e The Crippled Masters, que é hoje aqui analisado.



O filme começa assim: Um lacaio do senhor do mal do momento ordena a amputação dos braços a um indivíduo, sem nenhuma razão plausível. O "amputado" vagueia pela China, até chegar a uma quinta, onde lhe prestam auxílio. Nesta quinta, o pobre homem aprende a utilizar as pernas como substituto dos braços, desempenhando as tarefas do dia a dia como se nada de mais lhe tivesse acontecido. Entretanto, o senhor do mal resolve queimar com ácido as pernas do lacaio que havia ordenado a remoção dos membros anteriores ao outro homem. Eventualmente, os dois encontram-se e resolvem treinar Kung-Fu com o objectivo de se vingarem do mau da fita, completando-se: os braços do perneta passam a ser os braços do maneta, as pernas do maneta passam a ser as pernas do perneta. Este é um enredo muito estúpido, como se pode verificar, mas há um pormenor a ter em conta... O maneta não tem mesmo braços e o perneta tem mesmo as pernas atrofiadas! Ou seja, ambos os mestres de artes marciais são aleijados!



Por mais grotesca que possa parecer a ideia de usar verdadeiros aleijados para fazer um filme de Kung-Fu, The Crippled Masters acaba por ser um grande filme de artes marciais! É impressionante as acrobacias que estes dois conseguem fazer, especialmente o maneta, que consegue fazer girar uma vara mais rapidamente e com mais precisão só com dois cotos do que eu com dois braços.



É claro que isto é tudo muito ridículo. O mestre do mal possui uma corcunda que emite um sonoro "BOING" cada vez que alguém lhe atinge, o maneta joga à cabra-cega com crianças, usando os pés para os apanhar, o perneta arrasta-se pelo chão durante o filme todo, e no entanto consegue dar valentes sovas a pessoas com o dobro do seu tamanho, um dos lacaios do mal tem a cara pintada de branco só porque sim... Enfim, este filme é bastante mau, como não poderia deixar de ser... Mas a quantidade de truques que um homem sem braços consegue fazer... Obrigatório para quem goste de filmes de artes marciais old-school!

Encontrar The Crippled Masters à venda no nosso país é uma tarefa Herculeana. Já foi visto à venda, mas mesmo assim, requer muita dedicação e muita procura. Ele anda por aí, mas não se sabe bem onde. Confesso, a cópia que tenho foi tirada da internet por um amigo meu, através dos BitTorrents. Quem tiver a oportunidade, aconselho a fazer o mesmo. Podem encontrar mais informação e um pequeno clip de video aqui, para verem que não estou a brincar... Este filme existe mesmo!

Trailer:

12.12.05

Discos: Antony and the Johnsons - I Am A Bird Now

Este mês trago-vos o ambiente trágico-poético de Antony And The Johnsons...



Antony Hegarty começou a sua carreira no showbizz em Nova Iorque no início dos anos 90. Nessa cidade, ganhou fama com os seus espectáculos de transformismo, onde cantava encarnando uma mulher de cabeça rapada. No final da década, junta-se a alguns amigos e nascem os Antony And The Johnsons.

Após o lançamento do primeiro album homónimo, a banda foi descoberta por Lou Reed, que os apadrinhou. A partir desse momento, Antony And The Johnsons começaram a fazer as primeiras partes dos seus concertos. Em 2005, foi lançado I Am A Bird Now, o disco que recomendo desta feita.



I Am A Bird Now, que valeu a Antony And The Johnsons o Mercury Prize de 2005, é um album sobre o sofrimento. Aqui ouve-se nua e honesta a soberba voz de Antony, enquanto nos canta directo ao coração sobre os seus traumas, sobre a sua homossexualidade, amores desavindos e dores no coração. Comovente, e de uma violência lírica que contrasta com a candura do piano e o sussurro da bateria. Ideal para desapaixonados, igualmente bom para apreciadores de boa música, I Am A Bird Now conta com participações de luxo que engrandeçem ainda mais as canções de Antony And The Johnsons. Para além de Lou Reed, ainda se pode ouvir por aqui a voz de Boy George e Devendra Banhart, entre outros.

Destaques para For Today I Am A Boy, a lindíssima Bird Gehrl, e What Can I Do?, a minha faixa preferida deste disco (apesar de ser cantada não por Antony mas sim por Rufus Wainwright). Descubram-no nos locais habituais.

7.12.05

Banda Desenhada: The Fabulous Furry Freak Brothers

Há muito muito tempo, nos loucos anos 60, havia um senhor chamado Gilbert Shelton que vivia em São Francisco. Esse senhor possuía cabelo comprido, roupas coloridas e uma imaginação fértil. Mas nessa altura, a formosa cidade de São Francisco vivia em agitação e sobressalto, devido ao Flower Power e ao Boom das drogas. Todas as drogas. Ou seja, Gilbert Shelton passou grande parte dessa década num outro mundo, povoado com elefantes cor-de-rosa e elfos verdes com dez braços. Para ele, a sua vida só começou em 1968, quando foi editada a primeira história dos Fabulous Furry Freak Brothers!



The Fabulous Furry Freak Brothers conta o dia-a-dia de três amigos, no seu dilema entre a procura de drogas e o vontade de ficar no sofá a vegetar... Marijuana, alucinogénios e estimulantes são comuns em quase todas as estórias, e, curiosamente, a heroína nunca entra no universo destes meninos.

Os “irmãos” são:

Freewheelin' Franklin, o espertalhão (aka parvalhão) do grupo



Fat Freddy, o “menos inteligente”, o desgraçado que vai sempre comprar droga para os outros e é sempre roubado na dose.



Phineas Freakears, o cientista e idealista do grupo.



Além de um hino à preguiça e ao ócio, esta obra é também uma crítica mordaz à hipocrisia da sociedade norte-americana, e mesmo com o cérebro toldado pelo abuso de estupefacientes, Shelton consegue manter as suas estórias coesas e bem humoradas, com um fio condutor preciso.

Encontrar os Freak Brothers em Portugal? Pois... Boa sorte! Mesmo pelos campos da pirataria informática, os livros são verdadeiramente difíceis de descobrir. Assim, só me resta aconselhar o site da Rip Off Press, a editora dos The Fabulous Furry Freak Brothers...

1.12.05

Livros: A Espuma dos Dias

Boris Vian foi um senhor Francês nascido em 1920 e falecido em 1959. Entre outras coisas, foi escritor, cantor, trompetista de Jazz e um espírito rebelde.



Apaixonado pelo Jazz e pela cultura Norte-Americana (apesar de nunca ter colocado um pé no continente), Boris Vian escrevia muitas vezes romances policiais sob o pseudónimo Vernon Sullivan, romances esses que lhe granjearam admiração e ódio um pouco por toda a parte. Enquanto isso, as suas obras mais pessoais, assinadas com o seu próprio nome, eram relegadas para segundo plano, por serem demasiado estranhas para a época, aliás como o próprio Vian o foi. A titulo de exemplo, consta que um dia, Boris dirigiu-se ao escritório da empresa de águas Evian, sugerindo que adoptassem o seguinte slogan: "Evian, L'eau de Vian!" A empresa não gostou da ideia e Vian foi expulso do edifício prontamente.

Após a sua morte, Vian foi adoptado como escritor fetiche pelos estudantes Franceses dos anos 60, e o surrealismo das suas obras recebeu finalmente a devida valorização. Gostaria de sugerir O Outono em Pequim ou As Formigas, mas o mais fácil de encontrar por aí será certamente a sua obra mais afamada, A Espuma dos Dias.



A Espuma dos Dias é um exercício sobre o amor e o absurdo. É a típica história de um homem que se apaixona por uma mulher que entretanto contrai uma doença e começa a definhar perante os seus olhos. Porém, todas as personagens mantém conversas apáticas e desprovidas de emoção, e os diferentes estados de espírito são transmitidos pela paisagem envolvente. Tudo muito estranho, impossível e surreal, mas ao mesmo tempo bonito e poético.

É preciso imaginação fértil para conseguir ler uma obra deste tipo. A primeira parte é luminosa e traz-nos sentimentos de liberdade. Relembro a cena em que Colin se apaixona por Chloe. Ambos estão a ver montras com restos de vacas, mantendo uma conversa monocórdica, e ao mesmo tempo uma nuvem desce do céu e levanta-os pelo ar, simbolizando a chegada do amor... A segunda parte do livro é escura e húmida, levando-nos para um buraco com as personagens. Chloe adoece (aparece-lhe um lírio num pulmão) e à medida que a sua doença piora, as divisões da sua casa vão-se tornando mais pequenas e sombrias... Brilhantemente escrito, A Espuma dos Dias é a maior dor de cabeça que um tradutor poderá ter, e ao mesmo tempo uma leitura obrigatória para todos os que gostam de deixar a sua mente a divagar e a passear bem alto enquanto o corpo fica preso ao chão. Fácil de encontrar em qualquer livraria.

28.11.05

Sortido: Alquimia

Para as pessoas que compram regularmente o Blitz, conhecem certamente a banda desenhada Superfuzz. Nesta página semanal, existe um senhor chamado Paiva, proprietário de uma loja de discos pequena e acolhedora. O Paiva, um saudosista do vinil, é uma personagem simpática que impinge os seus discos preferidos aos seus clientes e afugenta os putos da moda com poderosas descargas de Dark Metal ou algo do género. Pois bem, tudo isto para dizer que conheço o Paiva pessoalmente. Só que o “Paiva” chama-se Carlos Matos e a “Superfuzz” na realidade possui o nome de Alquimia.



A Alquimia é uma pequena loja de discos e acessórios localizada no piso mais baixo do Centro Comercial D. Diniz, em Leiria. Especializada em sons Dark dos mais variados tamanhos e feitios, aqui encontra-se também um pouco de tudo o que é considerado alternativo, ou, se preferirem, “fora do Mainstream”, para além de roupas, pins, DVD, merchandising variado e fanzines de distribuição gratuita.

Quando residia em Leiria, visitava este espaço regularmente, não só para receber o meu exemplar grátis da Mondo Bizarre, mas também para trocar dois dedos de conversa com o proprietário sobre temas musicais do nosso agrado/desagrado. Era sempre um prazer ficar uma horinha a ouvir música nova na companhia de Carlos Matos, e foi neste espaço que me foi dado a conhecer alguns dos albuns que apresento aqui neste espaço, nomeadamente Estradasphere e a música de culto deste mês, Lovage. De referir também que este foi o único estabelecimento onde vi à venda From a Basement on a Hill, o album-póstumo de Elliott Smith.

Assim sendo, recomendo vivamente aos habitantes de Leiria e arredores a visita à Alquimia, bem como o programa de rádio de Carlos Matos (Unidade 304, na Central FM) e o Festival FADE IN, organizado pela “família Alquimia”... Um grande abraço a toda a gente que partilha comigo aquele espaço!