19.5.06

Discos: Clap Your Hands Say Yeah - Clap Your Hands Say Yeah

CLAP YOUR HANDS!
But I feel so lonely
CLAP YOUR HANDS!
But it won't do nothing
CLAP YOUR HANDS!
But I have no money
CLAP YOUR HANDS!
But I don't feel like it
CLAP YOUR HANDS!
Are you up to something?
CLAP YOUR HANDS!
Where's my milk and honey?
CLAP YOUR HANDS!
But I just look funny
CLAP YOUR HANDS!
I'll just wait awhile




Os Norte-Americanos Clap Your Hands Say Yeah são mais um fenómeno nascido na Internet. Porém, este fenómeno em particular não foi criado por nenhum hype manobrado nos bastidores, mas sim por mérito próprio.

Formados em 2005, a banda actuava na sua Brooklyn natal para meia dúzia de pessoas, tendo gravado um disco homónimo em nesse mesmo ano. Dos 2000 discos publicados, os CYHSY haviam vendido 200. Desses 200 albuns, certas mentes iluminadas resolveram colocar algumas músicas em blogues de MP3. Com a crescente popularidade do motor de busca Elbo.ws, essas mesmas músicas aterraram nos computadores de milhões de pessoas de todo o mundo, incluindo no meu. E todos os fregueses do Elbo.ws levantaram a antena face à novidade. Uma banda recente, sem qualquer contrato discográfico assinado era ouvida em todo o mundo. Quem disse que o MP3 é obra do mafarrico?

O disco deste mês chama-se Clap Your Hands Say Yeah.



O disco destinado a nunca ser ouvido se a internet não se tivesse tornado naquilo que é hoje constitui um verdadeiro achado para todos os amantes de bom Rock independente. A voz fica situada entre um Thom Yorke e um Gordon Gano, o som é Indie-Rock alegre e descomprometido, uma colagem de sons e melodias já ouvidas algures no passado mas recicladas tão descaradamente que não deixa de garantir aos Clap Your Hands o estatuto de banda orgânica e verdadeira. A lista de influências é grande e palpável, mas os CYHSY aprenderam realmente com os melhores e a sua sonoridade não é em nada inferior à dos seus mestres.

Guitarra galopante, bateria empolgante, baixo hipnótico, tudo altamente dançável. A desafinação vocal encaixa-se perfeitamente num Indie bem feito e bem disposto. Clap Your Hands Say Yeah é simultaneamente um album e uma banda que quase nos bate à porta e nos diz "Olá, podemos entrar e ficar a viver no teu ouvido durante uns tempos?"

Está à venda nas lojas de discos mais razoáveis. Recomenda-se sem reservas!

15.5.06

Banda Desenhada: Nextwave

Às vezes sabe bem ler Banda Desenhada simples, cheia de destruição, explosões e pancadaria. E quando a mesma é feita com qualidade, humor e enredos ultra-simplificados, melhor ainda. Hoje há aqui NextWave!



A trama: Temos uma equipa de Super Heróis intitulada NextWave, que trabalha para uma corporação chamada H.A.T.E. (Highest Anti-Terrorism Effort), corporação essa que procura desmantelar uma outra corporação de seu nome Beyond Corporation©. Cedo, a equipa descobre que afinal ambas as corporações são afiliadas e tornam-se rebeldes, procurando desactivar as Armas Invulgares de Destruição Massiva que ameaçam o mundo. E pronto, é tudo o que temos de saber, explicado em duas páginas. Depois disto, temos acção, acção, acção!

A equipa de NextWave é constituída por heróis da Marvel habitualmente pouco usados. A saber:

Monica Rambeu



Anteriormente conhecida por Capitã Marvel. Tem a capacidade de voar e manipular energia.

Tabitha Smith



Quem lia BD nos anos 80/90 poderá lembrar-se dela nos Novos Mutantes e X-Force, onde era conhecida por Dinamite. Tem o poder mutante de rebentar com coisas.

Aaron Stack



Antigamente era o Homem-Máquina. Agora também é um homem-máquina, mas dá-se pelo nome próprio. O seu poder é ser homem-máquina.

Elsa Bloodstone



Tem como particularidade o facto de ser Britânica. E também é Super-Forte.

Para esta série foi também criado um herói completamente novo, de seu nome The Captain.



Um Capitão genérico na onda de todos os capitães da Marvel, tem os poderes que forem necessários para a história progredir. Anteriormente conhecido como Captain ☠☠☠☠, mudou o nome para The Captain depois de levar uma coça do Capitão América por ter um nome demasiado ofensivo.

Do outro lado da barricada temos o antigo patrão desta Task Force, Dirk Anger, um Nick Fury gasto e patético que não gosta de mulheres mas que também não é gay. A melhor personagem da série!





As histórias de NextWave são curtas e rápidas. A equipa junta-se em torno de um monstro bem ao estilo Power Rangers, rebenta com ele e segue viagem. Porém, a arte bem leve e o humor em torno das personagens transformam esta obra num must have para coleccionadores. Já saiu o número 5, e creio que esta série só irá durar até ao 12º volume, portanto ainda vão bem a tempo de a apanhar. Como diz a publicidade a esta série, "se gostam de qualquer coisa, vão adorar NextWave"!

Como curiosidade, esta é a única BD a ter a sua própria música de genérico. Confiram aqui.

10.5.06

Livros: Do Grande e do Pequeno Amor

Do Grande e Do Pequeno Amor é um romance cruzado com fotonovela. Do Grande e Do Pequeno Amor é uma história narrada por fotografias, com texto ilustrativo. Do Grande e Do Pequeno Amor é um livro complementado com imagens. Do Grande e Do Pequeno Amor é uma agradável surpresa.



Do Grande e Do Pequeno Amor é um esforço conjunto do fotógrafo e ilustrador Jorge Colombo e da escritora Inês Pedrosa. Neste romance/album de fotografias, é-nos contada a estória de Alexis e Ken, dois Nova-Iorquinos que não se suportam mas que não conseguem viver um sem o outro. Os tempos modernos e o stress do dia a dia junta-os, separa-os, junta-os, separa-os, junta-os... E separa-os novamente, para se voltarem a encontrar. Um ciclo vicioso comum a muitos. O amor bruto em estado líquido.

O livro em si lê-se num sopro, mas a intensidade das fotografias perdura. Um excelente trabalho fotográfico de Colombo, conferindo intensidade e candura ao texto de Pedrosa. Brilhante e muito aconselhável, especialmente para pessoas que vivam ou tenham vivido a situação descrita.

Uma preview deste livro em Quicktime (?) disponível aqui.

27.4.06

Filmes: O Último Filme de Terror

Há pouco aconteceu-me uma coisa estranhíssima. Estava eu a ver um filme-pipoca de terror para adolescentes chamado O Último Filme de Terror, quando de repente a imagem ficou desfocada e o filme terminou abruptamente. Subitamente apareceu-me no ecrã da minha televisão um tipo inglês chamado Max Parry, que resolveu gravar um documentário sobre a sua vida por cima da porcaria de filme que eu estava a ver.



Fiquei a saber que o Max é um tipo porreiro e inteligente, que filma casamentos mais como hobby do que como fonte de subsistência. Tive a oportunidade de o ver em almoços e jantares com a família e a socializar com os amigos. Também aprendi a matar, enforcar, mutilar e incendiar seres humanos em grande estilo eliminando qualquer hipótese de ser apanhado, porque este documentário poderia muito bem intitular-se "Como Assassinar Pessoas Aleatoriamente e Continuar a Viver uma Vida Normal".

Max é um Serial Killer frio e metódico. Juntamente com o seu assistente, este senhor rapta pessoas para brincar aos médicos-legistas, rebenta-lhes com os miolos à martelada no meio da rua e chega mesmo a arrombar casas para esfaquear quem quer que esteja lá dentro. Mas nunca deixa de ser uma pessoa encantadora. Como a certa altura do filme comunica, "Alugaste um filme de terror porque querias ver sangue e morte, e eu dou-te sangue e morte". No fundo, quem gosta de filmes de terror é um voyeur que se delicia com a desgraça alheia, e nesse sentido, Max Parry entretém-nos plenamente com a sua crueldade.



O Último Filme de Terror revelou-se uma proposta completamente original e inesperada, filme fortíssimo pleno de humor negro e crueldade, que nos faz rir e meditar sobre a fragilidade da vida humana. Um relato verdadeiramente fascinante sobre a mente de um assassino em série, que nos agarra desde o primeiro ao último segundo. Procurem-no nas lojas do Público, incluído na Série Fantas.



Trailer:

23.4.06

Discos: Fiona Apple - When The Pawn...

Fiona Apple é uma cantora/pianista Norte-Americana com um culto considerável à sua volta. As suas composições estão incluidas no universo do Jazz, passando pela Pop e Blues, criando um produto de música alternativa verdadeiramente original.



O seu início de carreira deu-se em 1996 com Tidal. Apple, na altura com 18 anos, espantava o mundo com as suas músicas melodiosas e a forte componente sexual do videoclip para Criminal, o que lhe valeu o reconhecimento instantâneo da indústria discográfica sob a forma de Grammy, rotulando-a de Next Big Thing. Seguiu-se When The Pawn em 1999, fortemente atacado pela crítica especializada por ser completamente o oposto daquilo que seria esperado de Fiona.

Abandonada e prestes a cair no esquecimento, Fiona Apple passou por tempos difíceis para conseguir editar o seu mais recente Extraordinary Machine. Produzido em 2002, a Sony decidiu que este não possuia qualidade suficiente para ser editado e resolveu guardá-lo na prateleira, o que levou a uma desmoralização e final de carreira abrupto por parte da autora. Porém, hoje em dia temos uma coisinha chamada internet. Alguém conseguiu o album e colocou-o online, o que levou a que milhares de pessoas fizessem o download do mesmo, levando a Sony a pensar se a sua acção teria sido a mais acertada. Tudo culminou com os escritórios da empresa discográfica a serem inundados de maçãs vindas de todo o mundo por parte dos admiradores de Fiona. Extraordinary Machine acabou por ser refeito e editado no final do ano passado, e, surpresa (ou não), revelou-se um excelente disco e um grande regresso de Fiona Apple.

Mas este mês, sugiro When the Pawn Hits the Conflicts He Thinks Like a King What He Knows Throws the Blows When He Goes to the Fight And He'll Win the Whole Thing 'Fore He Enters the Ring There's No Body To Batter When Your Mind is Your Might So When You Go Solo, You Hold Your Own Hand And Remember That Depth is the Greatest of Heights And If You Know Where You Stand, Then You Know Where to Land And If You Fall It Won't Matter, Cuz You'll Know That You're Right.




When The Pawn é sem sombra de dúvida, o meu disco preferido de Fiona Apple. O difícil segundo album marca um corte radical entre a candura do seu album de estreia, levando e elevando o seu piano por territórios alternativos e inexplorados, numa Pop jazzística com algum Trip-Hop pelo meio e muita maturidade, o que destruiu a reputação e o "promissor" futuro como princesinha Pop de Fiona, fazendo com que muitos dos seus antigos fãs adeptos da sua faceta baladeira a abandonassem, ao mesmo tempo que fortaleceu a sua base de adeptos fiéis. Este é o album mais injustamente esquecido de que tenho conhecimento. Liricamente assombroso, musicalmente complexo, algo agressivo, muito, muito sexy! Para ouvir em repetição contínua! Destaques:

1- On The Bound
2- To Your Love
3- Limp
4- Love Ridden
5- Paper Bag
6- A Mistake
7- Fast As You Can
8- The Way Things Are
9- Get Gone
10 - I Know

Como curiosidade, When The Pawn possui o record do Guinness de Album com o Maior Título.

17.4.06

Banda Desenhada: The Goon

Gangsters sisudos, Zombies imortais, macacos, gorilas e outros que tais. The Goon.



The Goon, a obra maior de Eric Powell, é um dos mais refrescantes comics da Dark Horse, tendo coleccionado já imensos prémios, incluindo Melhor Narrativa Ilustrada no International Horror Guild Awards de 2004.

Colorido e ultra-ritmado, The Goon narra a história de um suposto capanga dum Gangster chamado Labrazio, numa cidade plena de zombies, vampiros, lobisomens e outros seres sobrenaturais. Um monstro musculado, de aspecto simiesco, cego de um olho e desfigurado, The Goon mal sabe falar e aparenta possuir o QI de um recém-nascido. Não será bem o tipo de herói a que nos habituaram as grandes casas de banda desenhada, e esse é o trunfo principal da série (mas não será o único). Do lado contrário da barricada temos o Feiticeiro Sem Nome, que insiste e criar hordas de mortos vivos para aterrorizar a cidade, o que garante emprego constante ao nosso anti-herói.

A estética e o sentimento transmitido por este comic são de film-noir com cedências à vida moderna. The Goon e o seu parceiro Franky rebentam cabeças de mortos vivos com tacos de basebol e vendem protecção a taberneiros e vendedores de gelados tal como nos loucos anos 30 (o meu avô conta-me que um zombie roubou-lhe todas as couves da sua horta em mil-nove e trinta e cinco), mas no entanto não abdicam de encomendar pizza às Sextas nem de retalhar um gigantesco pirata-choco com uma motoserra, por exemplo.

O exagero e a estranheza das personagens elevam The Goon ao estatuto de meu comic preferido do momento. Um anão com uma bola de bowling presa na mão não é bem o vilão que inspira medo, mas sim compaixão (credo, tanta aliteração). O humor é negro e non-sense, mas estranhamente, tudo faz sentido na obra de Powell.

Para os curiosos, existe o primeiro TPB à venda por aí, intitulado The Goon Rough Stuff (comprei o meu na Ghoul Gear, Travessa da Trindade 30, Faro.) A Shop Suey Comics volta e meia oferece um comic do The Goon por compra, portanto se forem clientes, peçam-no na vossa próxima visita.

4.4.06

Livros: Porno

No seguimento do post sobre o Trainspotting, o Literatura de Culto deste mês debruça-se sobre algo de que toda a gente gosta mas nem todos o admitem, Porno...

Porno é o sétimo romance de Irvine Welsh, escritor Escocês obcecado por drogas duras e cultura Pop. Este romance é simultaneamente a sequela literária de Trainspotting, e a sua acção decorre 10 anos após as primeiras aventuras. Desta feita, o sexo é a droga que vem substituir a heroína como força motriz.

Porno é um livro direccionado apenas a quem leu/viu Trainspotting, pois voltamos a encontrar o mesmo grupo de indigentes que aprendemos a amar e mais alguns de outra obra de Welsh, intitulada Cola. Após a sua famosa fuga no final do primeiro livro, Mark Renton torna-se num infeliz proprietário de uma discoteca em Amesterdão. Begbie está obviamente na cadeia, recebendo todos os meses um pacote de revistas pornográficas gay sem conhecer o seu remetente. Spud (ou Batata) continua um pobre coitado agarrado ao cavalo, imaginando formas de salvar a sua mulher e filho da miséria, seja na vã tentativa de escrever um livro sobre a sua terra natal, seja por tentar que o assassinem de modo a que a sua família receba uma compensação pela perda.

Sick Boy, esse, toma o papel central no palco deste livro. Proprietário de um Pub Escocês, sonha com grandezas que tardam a chegar e deseja vingar-se de Renton com todas as suas forças. Um dia, um dos amigos do seu grupo de coquinados aparece no Bar com ideias de filmar um filme pornográfico na arrecadação do mesmo. A estrelinha da sorte brilha com mais vigor sobre Sick Boy! Entretanto Begbie é solto, e juntamente com o seu amigo pornógrafo, descobre Renton na Holanda. Mark borra-se de medo de Begbie, e para evitar ser descoberto por ele aceita financiar o filme pornográfico de Sick Boy. O plano de vingança é posto em prática.

Apesar de divertido e muito mais light do que a obra anterior, Porno acaba por revelar-se mais do mesmo. Algumas situações são apenas reciclagens doutras vividas 10 anos antes, e as personagens não mudaram um bocadinho. Sick Boy continua maquiavélico, Begbie não amoleceu um grama, Renton mantém-se falso e Spud é a personificação perfeita do agarrado. Ainda assim, é óptimo voltar a encontrar estas personagens e saber o que têm feito desde que largaram a heroína (quase todos, pronto).

Porno será adaptado ao cinema um dia, quando os actores de Trainspotting tiverem envelhecido o suficiente. Enquanto isso não acontece, o livro anda por aí e não é nada difícil dar com ele.

1.4.06

As previsões de Maria Graciette



Irá haver um atentado na Ponte 25 de Abril
  • Morrerá uma grande figura da cena internacional este ano
  • Pedro Santana Lopes será apanhado num grande escândalo com contornos homosexuais
  • A canção "Zumba Zumba" será o grande hit deste Verão
  • Haverá uma mudança radical no template deste blog lá mais para o final da semana!
  • 24.3.06

    Sortido: Ricardo III

    Aqui vai o chamado post-expresso, totalmente sem rede e em cima do joelho:



    O Teatro Municipal de Faro tem a honra de apresentar, em estreia absoluta no nosso país, a peça Ricardo 3º de William Shakespeare, dirigida e adaptada por Àlex Rigola.

    Até aqui tudo bem, não fosse o facto de este Ricardo 3º ser uma adaptação que mistura a estética dos Sopranos com os Rolling Stones e todo um universo kitcsh. A acção, segundo me confidenciou o próprio Ricardo 3º e Lady Anna, é passada num bar bem 70's. Ricardo é um pistoleiro, os membros da realeza são barmans e barmaids, existe um ventríluco mafioso e um videowall a passar imagens subversivas, para além da banda a tocar clássicos de Rock and Roll em Inglês, Catalão, Francês e Castelhano! Uma maradiçe a não perder numa curta temporada de duas datas. Se residem nas redondezas aconselho vivamente esta peça, mas se não puderem vir ao Algarve (que é longe de tudo menos do próprio Algarve em si), fiquem atentos, pois é existe a forte probabilidade de Ricardo 3º voltar a entrar em cena em Lisboa ou no Porto. Ficam desde já avisados! Pelo amor de tudo o que é kitcsh, não percam a oportunidade de irem ao teatro ver o Ricardo 3º!! Se não for agora, pode ficar para a próxima... Mas vejam mesmo!

    Deixo-vos com algumas fotografias da peça...







    E um excerto em video neste link...

    Esqueci-me de referir um pormenor importante: A peça é em Catalão, legendada em Português! Como se legenda uma peça de teatro, perguntarão vocês? Não sei, mas irei descobrir amanhã. Tenho a sorte de ter um emprego simplesmente espectacular, onde volta e meia conheço pessoas ligadas ao teatro. E essas mesmas pessoas são sempre muito simpáticas e oferecem-me muito bilhetinho para espectáculos... Sou um sortudo ordinário, não sou?

    RICARDO 3º, HOJE E AMANHÃ, NO TEATRO MUNICIPAL DE FARO!