5.6.06

12 "OBRIGADOS!"

#1: Ao Crespo por este jumpstart;

#2: Ao Saviol por este post;

#3: Ao Carlos Matos pelo brilho nos olhos quando me perguntou "Olha lá, foste tu que fizeste aquele artigo na internet sobre a Alquimia?" e pelos elogios que me fizeram escorregar na minha própria baba;

#4: Ao Papo-Seco por este post;

#5: À Didi;

#6: Ao Nuno Barros por quase me ter feito um template novo para este blog;

#7: Ao pessoal do CidMania por me terem oferecido este dístico de apoio ao Cid que uso no meu blog com tanto orgulho;

#8: A todos os que me linkam, quer me visitem ou não;

#9: Aos que aqui passam só para deixar publicidade;

#10: Ao meu patrão que me deixa usar a net do escritório;

#11: Aos meus fregueses habituais, que de uma maneira ou de outra me têm dado feedback (sem qualquer ordem específica): Ao W., ao Crespo, ao Saviol, ao Papo-Seco, ao artista anteriormente conhecido como Juzelino, ao Naked Sniper, aos mosqueteiros Hugo e Rui, à Didi, à Cláudia do Porto, ao Eco, à SoNosCredita, ao Nuno Barros, ao recente kay, ao Tino que não é de Rans, à Sabine, a todos os outros dos quais não me recordo agora;

#12: A todas as pessoas que gostam do que faço:


OBRIGADOS, PÁ!


Este blog faz hoje um aninho...

Prenda minha:




Compilando todos os artistas musicais analisados neste espaço, e contendo as seguintes músicas:




O download é aqui.

21.5.06

Videojogos: I'm OK

Existem pessoas muito estúpidas por este mundo fora. E entre as pessoas estúpidas, há algumas que abusam tanto da sua própria estupidez que chegam a tornar-se patéticos. Este senhor aqui em baixo chama-se Jack Thompson.




Jack Thompson é um advogado da Florida (claro) que luta há 18 anos (!) contra o conteúdo das letras de Rap (que agora já não se chama Rap mas sim Hip-Hop) e a violência e conteúdo sexual nos videojogos. Na sua cruzada, Thompson tem ajudado vítimas de crimes alegadamente atribuídos a videojogos e promovendo a censura dos jogos de computador considerados violentos e capazes de influenciar alguém a matar outro ser humano.

No ano passado, a mente perversa de Thompson pariu a seguinte proposta à indústria de videojogos (resumidamente):


Tenho uma modesta proposta a fazer à indústria de Videojogos. Passarei um cheque no valor de $10,000 para qualquer companhia de videojogos (...) que crie em 2006 o seguinte jogo:

Osaki Kim é o pai de um rapaz espancado até à morte com um taco de basebol por um jogador de videojogos de 14 anos. O assassino jogara obsessivamente um jogo de video no qual o taco de basebol é uma das armas predilectas. Na cena introdutória, antes do jogo interactivo começar, vê-mos o assassino a ser condenado "apenas" a prisão perpétua depois do juiz e júri ouvirem especialistas explicando a ligação entre o jogo e o assassínio.



Osaki Kim (O.K.) sai do tribunal jurando vingança contra a indústria de videojogos, a quem atribui a culpa pelo assassínio do seu filho.

O.K. tem à sua disposição uma panóplia de armas: catanas, Uzis, pistolas, caçadeiras, espingardas, cocktails Molotov, tudo. Até tacos de baseball. Sobretudo tacos de baseball.

O.K. primeiro apanha um avião para Nova Iorque para chegar à CEO da companhia (Take This) que criara o simulador de morte no qual o assassino do seu filho treinara. O.K. obtém "justiça" ao matar a CEO, que se chama Paula Eibel, bem como o seu marido e filhos. "Olho por olho", profere O.K., enquanto urina em cima dos cérebros da família Eibel, tal como vocês fazem nas cabeças dos polícias decapitados no Postal 2.



O.K. continua o seu caminho rumo a LA de carro, mas pelo caminho faz uma pequena paragem em Filadélfia, onde elimina um a um todos os advogados que protegem a Take This. "Processem-me", cospe O.K.



Agora com o FBI atrás dele, O.K. continua para Oeste, disparando sobre salões de jogos chamados GameWerks. "Game Over", ri O.K.



Obviamente, O.K. faz algumas paragens obrigatórias em lojas de conveniência onde rouba mantimentos e munições enquanto mata os caixas e os empregados das mesmas lojas.



O.K. chega a Los Angeles. Tem de chegar lá antes de 10 de Maio de 2006. É o início da E3 - Electronic Entertainment Expo. O.K. tem de chegar à E3 e massacrar todos os executivos da indústria de videojogos numa orgia final de sangue.

E que tal, indústria dos videojogos? Eu tenho o cheque e vocês a tecnologia. É tudo fantasia, não é? Não há mal nenhum neste jogo, pois não? Força, sejam vocês as vítimas assim como vitimam os outros. Desafio-os.




I'm O.K. é uma chapada de luva branca lançada há já alguns meses. A Thompsosoft ainda está à espera do seu cheque. O senhor Jack Thompson é realmente bastante estúpido.

Entretanto, o download de I'm O.K. encontra-se aqui. Façam-no, não tanto pelo jogo, que entretêm moderadamente, mas pela liberdade que ainda têm para fazê-lo!

20.5.06

Filmes: E Tudo o Fumo Levou

E Tudo o Fumo Levou (Up In Smoke no original) é o primeiro, o original, o melhor, o stoner movie por excelência.

Este clássico da dupla humorística Cheech & Chong pode ser considerado o primeiro filme a atingir sucesso com a glorificação de estupefacientes. Cheech Marin e Tommy Chong iniciaram-se na comédia nos inícios dos anos 70, lançando albuns e posteriormente filmes sempre relacionados com o consumo de drogas leves. Cheech interpretava um Mexicano com ambições musicais, enquanto que Chong era sempre sem excepção o típico Hippie permanentemente mocado. O sucesso da dupla elevou-os ao estatuto de ícones da contracultura bem depois de se terem separado, a meio dos anos 80. Desde a sua separação, Cheech participou em vários filmes de sucesso, como O Rei Leão e Aberto Até de Madrugada. Chong saiu recentemente da prisão por posse e distribuição de estupefacientes.



Up In Smoke, o primeiro de uma longa série de stoner movies protagonizado pela dupla, foi lançado nos idos de 1978 e é ainda um grande filme underground com imensa procura, quer por drogaditos leves quer por amantes do kitsch e do piroso. O enredo gira em torno de dois Hippies ganzados que são presos e eventualmente deportados para o México. Para conseguirem regressar aos Estados Unidos, a dupla recebe inadvertidamente uma carrinha inteiramente construída de marijuana. Depois disso, passam a viagem toda de regresso à procura de ganza sem saberem que o seu próprio veículo de transporte lhes poderia garantir doses vitalícias da sua droga de eleição. Basicamente, este é o enredo do filme. Mas há mais.

Há um Tommy Chong a meter uma quantidade industrial de ácidos para não ser apanhado pela polícia, vomitando-os seguidamente aos pés do agente da autoridade, há um juiz do supremo tribunal que bebe vodka em vez de água, há agentes do FBI continuamente ganzados por perseguirem uma carrinha emitindo fumos de cannabis sativa ao invés de gasóleo, há um festival de bandas realmente doloroso de assistir.

E Tudo o Fumo Levou pode ser encarado como um filme de época, datado e inocente, mas não deixa de ser uma belíssima comédia. Encontra-se na internet ou em sessões de cinema Underground (sim, existem sessões de cinema clandestinas que passam este filme em Portugal). Nunca foi lançado no nosso país, portanto se o desejam adquirir em DVD, visitem a Amazon.



Excerto:

19.5.06

Discos: Clap Your Hands Say Yeah - Clap Your Hands Say Yeah

CLAP YOUR HANDS!
But I feel so lonely
CLAP YOUR HANDS!
But it won't do nothing
CLAP YOUR HANDS!
But I have no money
CLAP YOUR HANDS!
But I don't feel like it
CLAP YOUR HANDS!
Are you up to something?
CLAP YOUR HANDS!
Where's my milk and honey?
CLAP YOUR HANDS!
But I just look funny
CLAP YOUR HANDS!
I'll just wait awhile




Os Norte-Americanos Clap Your Hands Say Yeah são mais um fenómeno nascido na Internet. Porém, este fenómeno em particular não foi criado por nenhum hype manobrado nos bastidores, mas sim por mérito próprio.

Formados em 2005, a banda actuava na sua Brooklyn natal para meia dúzia de pessoas, tendo gravado um disco homónimo em nesse mesmo ano. Dos 2000 discos publicados, os CYHSY haviam vendido 200. Desses 200 albuns, certas mentes iluminadas resolveram colocar algumas músicas em blogues de MP3. Com a crescente popularidade do motor de busca Elbo.ws, essas mesmas músicas aterraram nos computadores de milhões de pessoas de todo o mundo, incluindo no meu. E todos os fregueses do Elbo.ws levantaram a antena face à novidade. Uma banda recente, sem qualquer contrato discográfico assinado era ouvida em todo o mundo. Quem disse que o MP3 é obra do mafarrico?

O disco deste mês chama-se Clap Your Hands Say Yeah.



O disco destinado a nunca ser ouvido se a internet não se tivesse tornado naquilo que é hoje constitui um verdadeiro achado para todos os amantes de bom Rock independente. A voz fica situada entre um Thom Yorke e um Gordon Gano, o som é Indie-Rock alegre e descomprometido, uma colagem de sons e melodias já ouvidas algures no passado mas recicladas tão descaradamente que não deixa de garantir aos Clap Your Hands o estatuto de banda orgânica e verdadeira. A lista de influências é grande e palpável, mas os CYHSY aprenderam realmente com os melhores e a sua sonoridade não é em nada inferior à dos seus mestres.

Guitarra galopante, bateria empolgante, baixo hipnótico, tudo altamente dançável. A desafinação vocal encaixa-se perfeitamente num Indie bem feito e bem disposto. Clap Your Hands Say Yeah é simultaneamente um album e uma banda que quase nos bate à porta e nos diz "Olá, podemos entrar e ficar a viver no teu ouvido durante uns tempos?"

Está à venda nas lojas de discos mais razoáveis. Recomenda-se sem reservas!

15.5.06

Banda Desenhada: Nextwave

Às vezes sabe bem ler Banda Desenhada simples, cheia de destruição, explosões e pancadaria. E quando a mesma é feita com qualidade, humor e enredos ultra-simplificados, melhor ainda. Hoje há aqui NextWave!



A trama: Temos uma equipa de Super Heróis intitulada NextWave, que trabalha para uma corporação chamada H.A.T.E. (Highest Anti-Terrorism Effort), corporação essa que procura desmantelar uma outra corporação de seu nome Beyond Corporation©. Cedo, a equipa descobre que afinal ambas as corporações são afiliadas e tornam-se rebeldes, procurando desactivar as Armas Invulgares de Destruição Massiva que ameaçam o mundo. E pronto, é tudo o que temos de saber, explicado em duas páginas. Depois disto, temos acção, acção, acção!

A equipa de NextWave é constituída por heróis da Marvel habitualmente pouco usados. A saber:

Monica Rambeu



Anteriormente conhecida por Capitã Marvel. Tem a capacidade de voar e manipular energia.

Tabitha Smith



Quem lia BD nos anos 80/90 poderá lembrar-se dela nos Novos Mutantes e X-Force, onde era conhecida por Dinamite. Tem o poder mutante de rebentar com coisas.

Aaron Stack



Antigamente era o Homem-Máquina. Agora também é um homem-máquina, mas dá-se pelo nome próprio. O seu poder é ser homem-máquina.

Elsa Bloodstone



Tem como particularidade o facto de ser Britânica. E também é Super-Forte.

Para esta série foi também criado um herói completamente novo, de seu nome The Captain.



Um Capitão genérico na onda de todos os capitães da Marvel, tem os poderes que forem necessários para a história progredir. Anteriormente conhecido como Captain ☠☠☠☠, mudou o nome para The Captain depois de levar uma coça do Capitão América por ter um nome demasiado ofensivo.

Do outro lado da barricada temos o antigo patrão desta Task Force, Dirk Anger, um Nick Fury gasto e patético que não gosta de mulheres mas que também não é gay. A melhor personagem da série!





As histórias de NextWave são curtas e rápidas. A equipa junta-se em torno de um monstro bem ao estilo Power Rangers, rebenta com ele e segue viagem. Porém, a arte bem leve e o humor em torno das personagens transformam esta obra num must have para coleccionadores. Já saiu o número 5, e creio que esta série só irá durar até ao 12º volume, portanto ainda vão bem a tempo de a apanhar. Como diz a publicidade a esta série, "se gostam de qualquer coisa, vão adorar NextWave"!

Como curiosidade, esta é a única BD a ter a sua própria música de genérico. Confiram aqui.

10.5.06

Livros: Do Grande e do Pequeno Amor

Do Grande e Do Pequeno Amor é um romance cruzado com fotonovela. Do Grande e Do Pequeno Amor é uma história narrada por fotografias, com texto ilustrativo. Do Grande e Do Pequeno Amor é um livro complementado com imagens. Do Grande e Do Pequeno Amor é uma agradável surpresa.



Do Grande e Do Pequeno Amor é um esforço conjunto do fotógrafo e ilustrador Jorge Colombo e da escritora Inês Pedrosa. Neste romance/album de fotografias, é-nos contada a estória de Alexis e Ken, dois Nova-Iorquinos que não se suportam mas que não conseguem viver um sem o outro. Os tempos modernos e o stress do dia a dia junta-os, separa-os, junta-os, separa-os, junta-os... E separa-os novamente, para se voltarem a encontrar. Um ciclo vicioso comum a muitos. O amor bruto em estado líquido.

O livro em si lê-se num sopro, mas a intensidade das fotografias perdura. Um excelente trabalho fotográfico de Colombo, conferindo intensidade e candura ao texto de Pedrosa. Brilhante e muito aconselhável, especialmente para pessoas que vivam ou tenham vivido a situação descrita.

Uma preview deste livro em Quicktime (?) disponível aqui.

27.4.06

Filmes: O Último Filme de Terror

Há pouco aconteceu-me uma coisa estranhíssima. Estava eu a ver um filme-pipoca de terror para adolescentes chamado O Último Filme de Terror, quando de repente a imagem ficou desfocada e o filme terminou abruptamente. Subitamente apareceu-me no ecrã da minha televisão um tipo inglês chamado Max Parry, que resolveu gravar um documentário sobre a sua vida por cima da porcaria de filme que eu estava a ver.



Fiquei a saber que o Max é um tipo porreiro e inteligente, que filma casamentos mais como hobby do que como fonte de subsistência. Tive a oportunidade de o ver em almoços e jantares com a família e a socializar com os amigos. Também aprendi a matar, enforcar, mutilar e incendiar seres humanos em grande estilo eliminando qualquer hipótese de ser apanhado, porque este documentário poderia muito bem intitular-se "Como Assassinar Pessoas Aleatoriamente e Continuar a Viver uma Vida Normal".

Max é um Serial Killer frio e metódico. Juntamente com o seu assistente, este senhor rapta pessoas para brincar aos médicos-legistas, rebenta-lhes com os miolos à martelada no meio da rua e chega mesmo a arrombar casas para esfaquear quem quer que esteja lá dentro. Mas nunca deixa de ser uma pessoa encantadora. Como a certa altura do filme comunica, "Alugaste um filme de terror porque querias ver sangue e morte, e eu dou-te sangue e morte". No fundo, quem gosta de filmes de terror é um voyeur que se delicia com a desgraça alheia, e nesse sentido, Max Parry entretém-nos plenamente com a sua crueldade.



O Último Filme de Terror revelou-se uma proposta completamente original e inesperada, filme fortíssimo pleno de humor negro e crueldade, que nos faz rir e meditar sobre a fragilidade da vida humana. Um relato verdadeiramente fascinante sobre a mente de um assassino em série, que nos agarra desde o primeiro ao último segundo. Procurem-no nas lojas do Público, incluído na Série Fantas.



Trailer:

23.4.06

Discos: Fiona Apple - When The Pawn...

Fiona Apple é uma cantora/pianista Norte-Americana com um culto considerável à sua volta. As suas composições estão incluidas no universo do Jazz, passando pela Pop e Blues, criando um produto de música alternativa verdadeiramente original.



O seu início de carreira deu-se em 1996 com Tidal. Apple, na altura com 18 anos, espantava o mundo com as suas músicas melodiosas e a forte componente sexual do videoclip para Criminal, o que lhe valeu o reconhecimento instantâneo da indústria discográfica sob a forma de Grammy, rotulando-a de Next Big Thing. Seguiu-se When The Pawn em 1999, fortemente atacado pela crítica especializada por ser completamente o oposto daquilo que seria esperado de Fiona.

Abandonada e prestes a cair no esquecimento, Fiona Apple passou por tempos difíceis para conseguir editar o seu mais recente Extraordinary Machine. Produzido em 2002, a Sony decidiu que este não possuia qualidade suficiente para ser editado e resolveu guardá-lo na prateleira, o que levou a uma desmoralização e final de carreira abrupto por parte da autora. Porém, hoje em dia temos uma coisinha chamada internet. Alguém conseguiu o album e colocou-o online, o que levou a que milhares de pessoas fizessem o download do mesmo, levando a Sony a pensar se a sua acção teria sido a mais acertada. Tudo culminou com os escritórios da empresa discográfica a serem inundados de maçãs vindas de todo o mundo por parte dos admiradores de Fiona. Extraordinary Machine acabou por ser refeito e editado no final do ano passado, e, surpresa (ou não), revelou-se um excelente disco e um grande regresso de Fiona Apple.

Mas este mês, sugiro When the Pawn Hits the Conflicts He Thinks Like a King What He Knows Throws the Blows When He Goes to the Fight And He'll Win the Whole Thing 'Fore He Enters the Ring There's No Body To Batter When Your Mind is Your Might So When You Go Solo, You Hold Your Own Hand And Remember That Depth is the Greatest of Heights And If You Know Where You Stand, Then You Know Where to Land And If You Fall It Won't Matter, Cuz You'll Know That You're Right.




When The Pawn é sem sombra de dúvida, o meu disco preferido de Fiona Apple. O difícil segundo album marca um corte radical entre a candura do seu album de estreia, levando e elevando o seu piano por territórios alternativos e inexplorados, numa Pop jazzística com algum Trip-Hop pelo meio e muita maturidade, o que destruiu a reputação e o "promissor" futuro como princesinha Pop de Fiona, fazendo com que muitos dos seus antigos fãs adeptos da sua faceta baladeira a abandonassem, ao mesmo tempo que fortaleceu a sua base de adeptos fiéis. Este é o album mais injustamente esquecido de que tenho conhecimento. Liricamente assombroso, musicalmente complexo, algo agressivo, muito, muito sexy! Para ouvir em repetição contínua! Destaques:

1- On The Bound
2- To Your Love
3- Limp
4- Love Ridden
5- Paper Bag
6- A Mistake
7- Fast As You Can
8- The Way Things Are
9- Get Gone
10 - I Know

Como curiosidade, When The Pawn possui o record do Guinness de Album com o Maior Título.

17.4.06

Banda Desenhada: The Goon

Gangsters sisudos, Zombies imortais, macacos, gorilas e outros que tais. The Goon.



The Goon, a obra maior de Eric Powell, é um dos mais refrescantes comics da Dark Horse, tendo coleccionado já imensos prémios, incluindo Melhor Narrativa Ilustrada no International Horror Guild Awards de 2004.

Colorido e ultra-ritmado, The Goon narra a história de um suposto capanga dum Gangster chamado Labrazio, numa cidade plena de zombies, vampiros, lobisomens e outros seres sobrenaturais. Um monstro musculado, de aspecto simiesco, cego de um olho e desfigurado, The Goon mal sabe falar e aparenta possuir o QI de um recém-nascido. Não será bem o tipo de herói a que nos habituaram as grandes casas de banda desenhada, e esse é o trunfo principal da série (mas não será o único). Do lado contrário da barricada temos o Feiticeiro Sem Nome, que insiste e criar hordas de mortos vivos para aterrorizar a cidade, o que garante emprego constante ao nosso anti-herói.

A estética e o sentimento transmitido por este comic são de film-noir com cedências à vida moderna. The Goon e o seu parceiro Franky rebentam cabeças de mortos vivos com tacos de basebol e vendem protecção a taberneiros e vendedores de gelados tal como nos loucos anos 30 (o meu avô conta-me que um zombie roubou-lhe todas as couves da sua horta em mil-nove e trinta e cinco), mas no entanto não abdicam de encomendar pizza às Sextas nem de retalhar um gigantesco pirata-choco com uma motoserra, por exemplo.

O exagero e a estranheza das personagens elevam The Goon ao estatuto de meu comic preferido do momento. Um anão com uma bola de bowling presa na mão não é bem o vilão que inspira medo, mas sim compaixão (credo, tanta aliteração). O humor é negro e non-sense, mas estranhamente, tudo faz sentido na obra de Powell.

Para os curiosos, existe o primeiro TPB à venda por aí, intitulado The Goon Rough Stuff (comprei o meu na Ghoul Gear, Travessa da Trindade 30, Faro.) A Shop Suey Comics volta e meia oferece um comic do The Goon por compra, portanto se forem clientes, peçam-no na vossa próxima visita.