5.7.06

Livros: The Pythons Autobiography by the Pythons

E agora para algo completamente diferente, um livro dos Monty Python.

The Pythons Autobiography By The Pythons é uma obra essencial para a compreensão daquilo que foram os Monty Python, fenómeno com mais de 40 anos que ainda hoje atrai novos públicos.

Um livro grande e pesado com centenas de fotografias e dados estatísticos, esta biografia oficial consiste na compilação e contextualização de entrevistas dadas por todos os membros da trupe (incluindo o há muito falecido Graham Chapman), sobre assuntos que vão desde os seus anos de infância, até ao seu desmembramento e mais além, passando obviamente pelo Flying Circus, pelos filmes e discos, pelos especiais em alemão. A qualidade das fotografias é inegável, com bastantes raridades para apreciadores dos Python e um detalhe tal que assegura a longevidade de um livro já de si enorme, e esta visita aos bastidores dos génios da comédia non-sense demonstra bem a originalidade e autenticidade do grupo, anos-luz à frente do seu tempo.

Os Python reunidos (Chapman está dentro da urna dourada)


O livro está estruturado como se fosse uma das animações de Terry Gilliam, e todos os membros lançam farpas uns aos outros como se ainda estivessem juntos. É esse o sentimento que o livro passa. Apesar de se terem separado oficialmente em 1982, os Monty Python vivem! Fãs dos Python, não se acanhem com o preço deste livro se o virem à venda...



Comprei o meu na Ghoul Gear, em Faro. Provavelmente a Fnac também o terá. Apenas disponível em Inglês, e não inclui absolutamente nada sobre o musical Spamalot.

26.6.06

Tascas: Piolho

O Piolho, mais que um café/tasca, é um símbolo da cidade do Porto, uma atracção tão forte como a Torre dos Clérigos ou a nova Casa da Música.

Aberto em 1909, o Âncora D'Ouro (nome oficial do Piolho) é um dos mais antigos cafés Portuenses. Notável local de conspirações no tempo do fascismo e ajuntamentos artísticos, foi com os estudantes universitários que este espaço ganhou a alcunha e notoriedade com que conta hoje. No Piolho encontram-se placas de mármore com inscrições dos que por aqui passavam mais tempo do que agarrados aos livros. Existe inclusivamente uma placa de "agradecimento" ao Piolho por parte de antigos estudantes que nunca acabaram o curso, perdendo-se na boémia daquele café.

O Piolho é um café e etc. Servem-se refeições rápidas e petiscos, mas também temos à disposição uma grande variedade de shots e bebidas brancas, e a cerveja bebe-se como água.

Muita da mística do Piolho consistia no seu ar degradado, algo que se perdeu com as recentes obras de recuperação. Mas há esperança. Como referiu o seu proprietário Edgar Gonçalves, "cabe agora às pessoas continuarem a vir cá degradá-lo". E as pessoas continuarão a ir. Desde o estudante ao senhor engenheiro, ao agarrado que crava cerveja e cigarros na esplanada, ao emigrante ilegal, ao turista de pé descalço, ao Tozé da papelaria, ao Anarquista Duval que entra pela tasca adentro gritando de peito aberto. O Piolho é de todos e para todos!



Deixo-vos com a citação de Carlos Magno, um dos responsáveis pelo Porto Capital da Cultura 2001:

Eu sou da geração do Piolho, o célebre Café- Ancoradouro, onde várias gerações passaram no tempo da faculdade. Ainda hoje, sou do grupo do “Piolho”. Posso-lhe dizer que a coisa com que mais me identifico no Porto é um degrau que existe na escada do Café Piolho. O ancoradouro fica dois degraus abaixo do nível do solo e tem- se um degrau logo à porta. Há ali uma coisa única: a gente chega, põe o pé num degrau e olha à volta para ver quem está no Piolho e depois ou entra ou sai. Aquela pedra, que é de granito, tem um buraco feito pelas solas dos sapatos. Eu gastei ali muita sola de sapato, a pisar aquele degrau, umas vezes a entrar outras a voltar para trás. Era o que eu chamava dar uma “oftálmica”. O melhor que o Porto tem é exactamente esse degrau da escada do Piolho. Várias gerações puseram ali o pé para espreitar; entraram ou saíram, mas a sola do sapato ficou ali marcada.

23.6.06

Filmes: A Maldição de Komodo

A Maldição de Komodo é um Jurassic Park podre, onde dragões de Komodo geneticamente alterados tornam-se bestas gigantes com um apetite especial por seres humanos.



Um filme de 2004 que poderia muito bem ser de 1944, A Maldição de Komodo é uma película de terror má em tudo. Maus actores, maus efeitos especiais, mau enredo. Temos um grupo de cientistas numa ilha preocupados com a fome no mundo. A solução para estas mentes iluminadas passa por criar dragões de Komodo gigantescos capazes de saciar as barrigas da Somália inteira. O problema é que o dragão de Komodo é um dos principais predadores do mundo, e o seu tamanho leva-os a incluir humanos na sua dieta. Os cientistas tentam a todo o custo parar os monstros, mas eis que chega à ilha um gang de assaltantes de casinos (!) vindos não se sabe muito bem de onde. O grupo tem então de escapar da ilha sem ser comido nem infectado pela baba radioactiva dos dragões de Komodo. Pelo meio há também uma manobra militar qualquer relacionada com os monstros, mas essa parte não entendi bem.



O filme é extremamente mal-realizado. A vedação eléctrica que mantém os humanos em segurança no início da trama não passa de um conjunto de paus com uma lâmpada, e a filha-que-entretanto-já-não-é-filha-mas-sim-sobrinha (grandes argumentistas, sim senhor) do cientista principal existe somente para gritar o tempo todo e para mostrar os seios de uma forma tão gratuita que até envergonha. Os homens da ciência defendem-se através de armas de fogo com munição ilimitada perante um monstro que fica imóvel a receber os tiros até se decidir qual dos humanos quer mastigar. E a baba dos dragões de Komodo transforma os afectados em zombies. Este filme tem tudo para fazer feliz qualquer apreciador de série B!



A minha pergunta é a seguinte: Se queriam experimentar em animais para curar a fome mundial, porque não um animal vegetariano, como a vaca ou a ovelha? Mas assim não tínhamos filme, pois não? A Maldição de Komodo é tão mau, mas tão mau, que se torna hilariante! Vejam-no, acompanhados de preferência, e não se esqueçam da pipoca! Disponível na secção de terror da maior parte dos videoclubes.

Trailer:

20.6.06

Discos: The Flaming Lips - Yoshimi Battles The Pink Robots

The Flaming Lips é uma banda Norte-Americana formada em 1983, conhecida pela quantidade exagerada de adereços em palco, incluindo luzes de natal, fantoches, balões, confetti e figurantes bizarros.



Praticantes de um Indie-Rock com tiques de psicadelismo, reza a lenda de que os Flaming Lips nasceram quando o guitarrista Wayne Coyne roubou variados instrumentos musicais da igreja de Oklahoma. Em meados dos anos 90, os Lips conheceram o sucesso com o single "She Don't Use Jelly", parcialmente devido à utilização da mesma música na série Beverly Hills 90210. A fama é efémera, e no caso de comédias de adolescentes ainda mais, e a banda caiu num semi-obscurantismo durante a maior parte do tempo, até ao lançamento do aclamado The Soft Bulletin, em 1999. Hoje vistos como gurus do Indie, os Flaming Lips editaram já este ano At War With The Mystics.

Este mês trago-vos Yoshimi Battles The Pink Robots, de 2002.



Yoshimi Battles The Pink Robots é talvez o album mais acessível dos Lips. Um album conceitual na medida do possível, narra parcialmente a história de uma menina japonesa chamada Yoshimi (cinturão negro em Karaté), na luta contra os gigantescos robots cor-de-rosa que invadem a terra. O uso e abuso de sintetizadores transformam este album numa peça neo-retro (ou camp, se preferirem), onde o futurismo aqui apresentado é o mesmo sugerido nos anos 80. Melancólico e optimista ao mesmo tempo, Yoshimi é um belíssimo disco que cresce após várias audições. Pode parecer estranho a princípio, mas dêem-lhe tempo e ele acaba por entranhar-se.

Para os apreciadores da banda, existe uma edição especial deste album contendo um DVD com lados-b, versões alternativas, videos musicais e outros mimos. Para quem não conhece The Flaming Lips, passem pelo site oficial e oiçam todas as músicas de Yoshimi (e já agora, dos outros albuns) sem pagar um tostão!

15.6.06

Banda Desenhada: Everything Can Be Beaten

Everything Can Be Beaten é um livro de Chancre Scolex (Jhonen Vasquez), com arte de Crab Scrambly (Brad Canby). Como uma boa parte do que é editado pela Slave Labor Graphics, este é mais um conto de fadas subversivo.

Era uma vez um menino mascarado chamado IT que passa toda a sua existência num quarto minúsculo esmagando gatinhos recém-nascidos que ali chegam através de um ventilador.



Um dia, IT repara a existência de uma porta no seu quarto. Ao atravessá-la, descobre um mundo inteiro de coisas bonitas à sua espera. Habituado a uma vida inteira de destruição, IT faz a única coisa que aprendeu na vida: Matar! Depois de destruir tudo e todos, IT resolve descansar um pouco, apenas para descobrir que tudo voltou a crescer e florescer. IT recomeça então a matança, mas até quando?



Everything Can Be Beaten é divertido e imaginativo ao mesmo tempo. As páginas deste livro estão agrafadas umas às outras, e todas as letras "e" estão escritas ao contrário, o que dificulta um pouco a leitura, contribuindo para um aumento da concentação de quem o lê, acabando por mergulhar mais profundamente no texto. Um livro para crianças grandes, com a sua moral estampada em letras bem grandes na capa.

Difícil de encontrar, especialmente pelo facto dos seus autores assinarem sob pseudónimo. Ainda assim, vale bem a pena procurá-lo.


12.6.06

Livros: O Velho e o Mar

Eu não gosto de Ernest Hemingway. Não gosto da atitude ultra-machista que teve durante quase toda a sua vida, arrepia-me o seu fascínio por armas de fogo, o seu amor por touradas, a sua participação voluntária em ambas as guerras mundiais e na guerra civil Espanhola, o seu alcoolismo violento. Já li bastantes livros de Hemingway, e não gosto de nenhum. Nenhum! Excepto dO Velho e o Mar.




Escrita em Cuba no ano de 1951, O Velho e o Mar é a última grande obra de Hemingway a ser publicada em vida. Inspirado pelas histórias e modos de vida dos pescadores locais, Hemingway narra a batalha de um velho lobo do mar em maré de azar contra um peixe de grandes dimensões, a sua maior pesca numa longa vida piscatória. Dois dias de luta intensa para dominar o espadarte, e mais alguns dias remando de volta para terra, enquanto delira de fome e cansaço e defende a sua presa dos ataques de tubarões.

O Velho e o Mar é um pequeno épico, há dimensão do seu próprio protagonista. Os diálogos interiores durante grande parte da obra e o respeito pelo espadarte, apelidando-o de "irmão", encontram paralelo nas vidas das populações piscatórias do Portugal de antigamente. Aqui encontra-se a materialização das histórias que ouvia em pequeno quando ia buscar o meu avô à taberna. Vencedor do Pulitzer Prize de 1953 e fulcral para a obtenção do Nobel da Literatura em 1954, encontramos no velho pescador um Hemingway já cansado e à procura de redenção. E eu fui educado a respeitar os pescadores, por muito arrogantes e aldrabões que sejam. Hemingway enganou-me desta vez! Odeio-o por isso também!

5.6.06

12 "OBRIGADOS!"

#1: Ao Crespo por este jumpstart;

#2: Ao Saviol por este post;

#3: Ao Carlos Matos pelo brilho nos olhos quando me perguntou "Olha lá, foste tu que fizeste aquele artigo na internet sobre a Alquimia?" e pelos elogios que me fizeram escorregar na minha própria baba;

#4: Ao Papo-Seco por este post;

#5: À Didi;

#6: Ao Nuno Barros por quase me ter feito um template novo para este blog;

#7: Ao pessoal do CidMania por me terem oferecido este dístico de apoio ao Cid que uso no meu blog com tanto orgulho;

#8: A todos os que me linkam, quer me visitem ou não;

#9: Aos que aqui passam só para deixar publicidade;

#10: Ao meu patrão que me deixa usar a net do escritório;

#11: Aos meus fregueses habituais, que de uma maneira ou de outra me têm dado feedback (sem qualquer ordem específica): Ao W., ao Crespo, ao Saviol, ao Papo-Seco, ao artista anteriormente conhecido como Juzelino, ao Naked Sniper, aos mosqueteiros Hugo e Rui, à Didi, à Cláudia do Porto, ao Eco, à SoNosCredita, ao Nuno Barros, ao recente kay, ao Tino que não é de Rans, à Sabine, a todos os outros dos quais não me recordo agora;

#12: A todas as pessoas que gostam do que faço:


OBRIGADOS, PÁ!


Este blog faz hoje um aninho...

Prenda minha:




Compilando todos os artistas musicais analisados neste espaço, e contendo as seguintes músicas:




O download é aqui.

21.5.06

Videojogos: I'm OK

Existem pessoas muito estúpidas por este mundo fora. E entre as pessoas estúpidas, há algumas que abusam tanto da sua própria estupidez que chegam a tornar-se patéticos. Este senhor aqui em baixo chama-se Jack Thompson.




Jack Thompson é um advogado da Florida (claro) que luta há 18 anos (!) contra o conteúdo das letras de Rap (que agora já não se chama Rap mas sim Hip-Hop) e a violência e conteúdo sexual nos videojogos. Na sua cruzada, Thompson tem ajudado vítimas de crimes alegadamente atribuídos a videojogos e promovendo a censura dos jogos de computador considerados violentos e capazes de influenciar alguém a matar outro ser humano.

No ano passado, a mente perversa de Thompson pariu a seguinte proposta à indústria de videojogos (resumidamente):


Tenho uma modesta proposta a fazer à indústria de Videojogos. Passarei um cheque no valor de $10,000 para qualquer companhia de videojogos (...) que crie em 2006 o seguinte jogo:

Osaki Kim é o pai de um rapaz espancado até à morte com um taco de basebol por um jogador de videojogos de 14 anos. O assassino jogara obsessivamente um jogo de video no qual o taco de basebol é uma das armas predilectas. Na cena introdutória, antes do jogo interactivo começar, vê-mos o assassino a ser condenado "apenas" a prisão perpétua depois do juiz e júri ouvirem especialistas explicando a ligação entre o jogo e o assassínio.



Osaki Kim (O.K.) sai do tribunal jurando vingança contra a indústria de videojogos, a quem atribui a culpa pelo assassínio do seu filho.

O.K. tem à sua disposição uma panóplia de armas: catanas, Uzis, pistolas, caçadeiras, espingardas, cocktails Molotov, tudo. Até tacos de baseball. Sobretudo tacos de baseball.

O.K. primeiro apanha um avião para Nova Iorque para chegar à CEO da companhia (Take This) que criara o simulador de morte no qual o assassino do seu filho treinara. O.K. obtém "justiça" ao matar a CEO, que se chama Paula Eibel, bem como o seu marido e filhos. "Olho por olho", profere O.K., enquanto urina em cima dos cérebros da família Eibel, tal como vocês fazem nas cabeças dos polícias decapitados no Postal 2.



O.K. continua o seu caminho rumo a LA de carro, mas pelo caminho faz uma pequena paragem em Filadélfia, onde elimina um a um todos os advogados que protegem a Take This. "Processem-me", cospe O.K.



Agora com o FBI atrás dele, O.K. continua para Oeste, disparando sobre salões de jogos chamados GameWerks. "Game Over", ri O.K.



Obviamente, O.K. faz algumas paragens obrigatórias em lojas de conveniência onde rouba mantimentos e munições enquanto mata os caixas e os empregados das mesmas lojas.



O.K. chega a Los Angeles. Tem de chegar lá antes de 10 de Maio de 2006. É o início da E3 - Electronic Entertainment Expo. O.K. tem de chegar à E3 e massacrar todos os executivos da indústria de videojogos numa orgia final de sangue.

E que tal, indústria dos videojogos? Eu tenho o cheque e vocês a tecnologia. É tudo fantasia, não é? Não há mal nenhum neste jogo, pois não? Força, sejam vocês as vítimas assim como vitimam os outros. Desafio-os.




I'm O.K. é uma chapada de luva branca lançada há já alguns meses. A Thompsosoft ainda está à espera do seu cheque. O senhor Jack Thompson é realmente bastante estúpido.

Entretanto, o download de I'm O.K. encontra-se aqui. Façam-no, não tanto pelo jogo, que entretêm moderadamente, mas pela liberdade que ainda têm para fazê-lo!

20.5.06

Filmes: E Tudo o Fumo Levou

E Tudo o Fumo Levou (Up In Smoke no original) é o primeiro, o original, o melhor, o stoner movie por excelência.

Este clássico da dupla humorística Cheech & Chong pode ser considerado o primeiro filme a atingir sucesso com a glorificação de estupefacientes. Cheech Marin e Tommy Chong iniciaram-se na comédia nos inícios dos anos 70, lançando albuns e posteriormente filmes sempre relacionados com o consumo de drogas leves. Cheech interpretava um Mexicano com ambições musicais, enquanto que Chong era sempre sem excepção o típico Hippie permanentemente mocado. O sucesso da dupla elevou-os ao estatuto de ícones da contracultura bem depois de se terem separado, a meio dos anos 80. Desde a sua separação, Cheech participou em vários filmes de sucesso, como O Rei Leão e Aberto Até de Madrugada. Chong saiu recentemente da prisão por posse e distribuição de estupefacientes.



Up In Smoke, o primeiro de uma longa série de stoner movies protagonizado pela dupla, foi lançado nos idos de 1978 e é ainda um grande filme underground com imensa procura, quer por drogaditos leves quer por amantes do kitsch e do piroso. O enredo gira em torno de dois Hippies ganzados que são presos e eventualmente deportados para o México. Para conseguirem regressar aos Estados Unidos, a dupla recebe inadvertidamente uma carrinha inteiramente construída de marijuana. Depois disso, passam a viagem toda de regresso à procura de ganza sem saberem que o seu próprio veículo de transporte lhes poderia garantir doses vitalícias da sua droga de eleição. Basicamente, este é o enredo do filme. Mas há mais.

Há um Tommy Chong a meter uma quantidade industrial de ácidos para não ser apanhado pela polícia, vomitando-os seguidamente aos pés do agente da autoridade, há um juiz do supremo tribunal que bebe vodka em vez de água, há agentes do FBI continuamente ganzados por perseguirem uma carrinha emitindo fumos de cannabis sativa ao invés de gasóleo, há um festival de bandas realmente doloroso de assistir.

E Tudo o Fumo Levou pode ser encarado como um filme de época, datado e inocente, mas não deixa de ser uma belíssima comédia. Encontra-se na internet ou em sessões de cinema Underground (sim, existem sessões de cinema clandestinas que passam este filme em Portugal). Nunca foi lançado no nosso país, portanto se o desejam adquirir em DVD, visitem a Amazon.



Excerto: