2.2.09

5 versões de Radiohead

Porque gosto dos Radiohead e por ficar feliz por tantas bandas lhes prestarem homenagem fazendo versões das suas músicas, aqui ficam 5 covers da banda de Thom Yorke, por 5 artistas distintos. A ordem é aleatória. As músicas poderão ser guardadas clicando no botão direito do rato e escolhendo a opção "guardar como". Se o Windows for pirateado da versão Brasileira, a opção é "salvar como". Se o sistema operativo for Mac não sei o que aparece. Se for Linux provavelmente tira a música automáticamente ao mesmo tempo que lhe faz um café, massaja-lhe as costas e lhe pergunta como correu o seu dia.



MP3: Just, por Mark Ronson

Super Hit de Verão em qualquer esplanada à beira-mar por esse Portugal fora, a revisão Funk do afamado produtor musical surpreende tanto pela frescura como pela ira causada nas bilis dos puristas de Radiohead (e é tão bonito ver um fanboy irritadinho)!

MP3: Knives Out, pelos Flaming Lips

A cover de Knives Out encontra-se no lado B de Fight Test, de 2003. Psicadélica como os Flaming Lips, estranhamente não difere muito do original.

MP3: Idioteque, por Calico Horse

Idioteque é dos temas mais frenéticos e esquizofrénicos dos Radiohead, e uma presença obrigatória nos seus alinhamentos. A versão acústica dos/das Calico Horse soa a canção de embalar.

MP3: Creep, por Damien Rice

Creep é provavelmente a canção mais afamada dos Radiohead, e consequentemente a mais revisitada por outros artistas. Os Weezer tocam-na ao vivo. Os Pretenders também. Até o Prince a tocou no ano passado! Mas gosto especialmente desta versão acústica do Damien Rice, numa rádio sem arame nem edição.

MP3: No Surprises, por Northern State

As Northern State são conhecidas como as Beastie Boys no feminino, daí a surpresa deste surpreendente No Surprises, sem pingo de Hip-Hop mas carregada de açúcar. Esta versão está incluída como lado B na compilação OKX, criada pelo site Stereogum e que celebrou os 10 anos de Ok Computer. Pode ser ouvida legalmente em streaming aqui ou descarregada ilegalmente aqui.

5.1.09

RESSACA KOSOVAR - Dance of the Dead

Ressaca Kosovar especial, que marca não só a primeira bebedeira de 2009 (de proporções épicas) como o final do meu contrato de trabalho como segurança (?!?!?) de um evento natalício que decorre anualmente lá para os lados da vila de Óbidos, local tão pitoresco e romântico quanto gélido e húmido. Curiosamente ou talvez não, os meus companheiros de ressaca foram também os meus colegas de trabalho, o Jamie que no Sábado à noite destruía todas as pistas de dança por onde passava e o Nuno que apesar de gastar sempre entre 30 e 40 euros de cada vez que vai a uma discoteca, afirma nunca ter tido uma ressaca na vida. Habitualmente, nas nossas primeiras horas de serviço (e o horário contava com 13 lindas horinhas de serviço seguidinhas) não existem muitos prevaricadores e o perímetro encontra-se calmo, de modo que víamos sempre um filmezito para passar as horas, normalmente uma qualquer xaropada de Hollywood que não interessa a ninguém. Porém, na noite de ontem lá calhou termos visionado uma película daquelas que tanto me aprazem, um belo filme de Zombies!



Dance of the Dead, apesar do título, não possui qualquer relação com a série de filmes de mestre Romero, estando mais próximo da estética do também já clássico Shaun of the Dead, aliando humor a terror. Numa pequena localidade Norte-Americana em tudo semelhante a Springfield, chega o final do ano lectivo e dá-se o habitual baile de finalistas. No entanto, este ano os mortos-vivos resolvem voar (literalmente) das suas campas e devorar os habitantes da pequena cidade (subentende-se que os mortos voltaram à vida devido a uma infiltração na central nuclear, mas esse pormenor nunca é totalmente explicado, como é conveniente). Salvam-se os enjeitados, aqueles que não conseguiram "dates" para o "prom" mas que ainda assim correm para resgatar os sobreviventes do baile de finalistas. O costume. Os feios ganham, os bonitos morrem, os zombies mordem, os mortos não bebem. No visionamento deste filme aprendi que:

  1. Os sapos, apesar de não possuírem dentes, são viciosos devoradores de cérebros quando transformados em zombies;
  2. Os zombies conduzem melhor mortos do que eu bêbado;
  3. As raparigas de liceu feias nos Estados Unidos são mais bonitas que as raparigas bonitas em Portugal;
  4. Só depois de morto vais conseguir beijar a rapariga dos teus sonhos, portanto nem te esforces muito com isso, basta esperares que o mundo acabe;
  5. Apenas o poder redentor do Rock and Roll é capaz de contrariar o Apocalipse.

Veredicto: Não sei o que achar deste Dance of the Dead. Se não estivesse tão violentamente abalado, era capaz de ter gostado mais do filme. Ou menos. Não sei, sinceramente. Este é um daqueles filmes que não tenta ser mais do que aquilo que é, sendo isso apenas mais um filme de Zombies e adolescentes. Já vi piores, mas ainda assim alturas houveram em que sofri com os solavancos na fluidez do enredo (e na minha cavidade estomacal também). Charles Bronson avisa-me que já que eu não me decido, decide ele por mim pois está atrasado para uma corrida de galgos e oferece a este filme:



(Dois Bronsons semi-nús em cinco)

E pronto, mais uma ressaca, mais um emprego, mais tempo para ver porcaria. Até à próxima, gente boa! Comam sempre os vegetais para crescerem fortes e saudáveis!

1.1.09

31.12.08

Discos: Lou Barlow - Emoh

Há discos que marcam uma época, e aos quais é doloroso regressar. No final de 2005 estava arrasado emocionalmente devido ao meu último desgosto amoroso (último mesmo, que desde então não tive mais nenhum). Nessa altura, ouvi Emoh, o primeiro disco a solo de Lou Barlow, até à exaustão. Depois enterrei-o juntamente com os meus sentimentos e nunca mais me lembrei dele.

Flashforward para o último dia de 2008. Troquei de emprego, a vida amorosa continua caótica como sempre, e mudei-me para a localidade onde nasci, a minha "casa". E, enquanto me preparo para ir trabalhar na véspera de passagem de ano e tento não me chatear muito com isso, resolvi desenterrar o Emoh. E, pelo nó na garganta que insiste em apertar-se, o disco de Lou Barlow não foi a única coisa que desenterrei.



O senhor Lou Barlow é uma figura importante do Rock Independente e do Lo-Fi que me é muito querida, pela sua carreira nos regressados Dinossaur Jr. e pelos seus esforços paralelos em Sebadoh, Sentridoh e The Folk Implosion. É também um escritor de canções compulsivo, fazendo-as natural e prolíficamente e lançando-as sem se preocupar se as suas composições chegam ao público alvo. Em Emoh, Barlow pega em algumas canções de Sentridoh e embrulha-as na estética sonora de The Folk Implosion, resultando num disco acústico na sua quase totalidade e muitíssimo bem produzido se tivermos em conta a habitual sub-produção dos seus trabalhos.

O album beneficia da voz harmoniosa de Barlow e da doçura da sua guitarra acústica para criar um uma manta molhada. Deveria transmitir calor e bem-estar, mas ao invés traz uma sensação de desconforto. Emoh é nostalgia e sentimento de perda. É a incessante procura de porto de abrigo. É dor, raiva e arrepios na espinha. É emoção fora de moda. E termina com uma balada sobre gatinhos para que tudo volte a fazer sentido e a valer a pena. Uma casa não é um lar, mas anda lá perto.

Site Oficial: www.loobiecore.com (com uma galeria dedicada inteiramente aos gatos dos seus fãs)

MP3: Holding Back The Year (Feliz 2015, pessoal!)
MP3: The Ballad of Daykitty

24.12.08

22.12.08

Filmes: Christmas on Mars



Christmas on Mars é um projecto da banda The Flaming Lips, conhecida pelos seus espectaculares concertos e pela geral boa disposição transmitida nos seus discos. O filme, realizado pelo vocalista Wayne Coyne, retrata o primeiro Natal passado no planeta vermelho, agora colonizado pela raça humana. As coisas não estão nada fáceis na estação marciana, com a sua tripulação a sofrer de alucinações variadas devido à falta de oxigénio e as instalações a perderem perigosamente a sua integridade. No meio deste caos, aguarda-se o nascimento do primeiro bebé humano em Marte, e em sua homenagem, Major Syrtis (interpretado pelo multi-instrumentista Steven Drozd) tenta organizar uma festa de Natal, apesar do total desinteresse dos seus pares.

Christmas on Mars deixa transparecer que o orçamento foi bastante reduzido, e a maioria do elenco é notoriamente amador, o que só por si adiciona carácter ao projecto. O ambiente do filme anda algures entre o experimentalismo e a ficção científica dos anos 60. Até parece que os adereços foram retirados a um velho estúdio de filmes de série B. Filmado com uma 16mm durante um período de 4 anos, quase totalmente em preto e branco, com esporádicos lampejos de cores saturadas, os Flaming Lips transmitem os mesmos sentimentos tanto em formato visual como auditivo: a esperança em dias melhores, a alegria de viver e a aceitação da morte como sequência natural da vida.



O filme está disponível em DVD a partir do site oficial da banda. Uma edição especial bem catita contendo autocolantes, pacotes de pipocas, cromos como os da bola e uma T-Shirt simplesmente fantástica que me está a fazer pensar em gastar os 40 dólares pedidos. Há também nesse site um bonito jogo em flash alusivo ao filme.

Trailer:

20.12.08

30 discos preferidos de 2008 (05-01)

Porque me apetece que a ordem seja esta, aqui fica a lista dos meus 30 discos preferidos editados em 2008. A sexta e última parte vai do número 5 ao 1.


05: Cansei de Ser Sexy - Donkey



Reparo agora que nesta lista dos 25 discos preferidos existem muitos segundos albuns. É a prova de que o mito do "difícil segundo album" está a cair por terra. O novo dos Cansei de Ser Sexy é mais alegria em formato dançavel. Quem não abana a anca é coxo.

MP3: Let's Reggae All Night


04: Los Campesinos! - Hold On Now, Youngster



Eu gosto mesmo dos Los Campesinos! e a prova disso mesmo é este segundo lugar na minha lista. Para quem não conhece, está para aí um post escrito sobre este album no arquivo.

MP3: Sweet Dreams, Sweet Cheeks


03: Foge Foge Bandido - O Amor Dá-me Tesão/Não Fui Eu Que Estraguei



Manel Cruz volta às edições discográficas, e pela maneira mais grandiosa. Um livro com duas faces, dois discos, 40 faixas ao todo. Canções, esboços de canções, experimentalismo, barulho de fundo. A edição nacional mais bonita do ano e um motivo de orgulho para quem a possui. Para que conste: FFB 0291!

MP3: Um Tempo Sem Mentira


02: Sigur Rós - Með suð í eyrum við spilum endalaust



Pouco mais há a dizer sobre os Sigur Rós. Um disco espectacular, um concerto arrepiante no Campo Pequeno, um público rendido. Sigur Rós estão a viver uma boa fase e isso transparece no impronunciável Með suð í eyrum við spilum endalaust.

MP3: Inní mér syngur vitleysingur


01: Deolinda - Canção ao Lado



Pediu-me uma amiga estrangeira que lhe enviasse um disco que resumisse a essência de Portugal. Instintivamente e sem pensar muito no assunto, enviei-lhe Deolinda. Só por isso merece o primeiro lugar na lista dos meus discos favoritos deste ano. Mas Canção ao Lado faz por merecer este lugar, por ser tão forte e delicioso, bem cantado, bem tocado e bem escrito. Vivam os Deolinda! O peito que canta o Fado tem sempre dois corações!

MP3: O Fado não é mau

19.12.08

30 discos preferidos de 2008 (10-06)

Porque me apetece que a ordem seja esta, aqui fica a lista dos meus 30 discos preferidos editados em 2008. A quinta parte vai do número 10 ao 6.


10: Be Your Own Pet - Get Awkward



O segundo disco dos Be Your Own Pet foi censurado pela Universal, que retirou 3 faixas por considerá-las demasiado violentas em termos líricos. Resultado: o album não foi promovido devidamente e a banda acabou. Uma pena, tendo em conta que Get Awkward é um poderosíssimo disco de Garage Punk. E as faixas que ficaram de fora nem eram assim tão violentas.

MP3: Zombie Graveyard Party


09: Joan as Police Woman - To Survive



Joan Wasser regressa com To Survive, um disco menos rockeiro que o anterior Real Life. Num registo muito bonito, Real Life conta com as participações especiais de David Sylvian e Rufus Wainwright (e porque será que gosto mais das músicas em que o Rufus faz participações especiais do que das suas próprias composições?).

MP3: To America


08 The Magnetic Fields - Distortion



Stephen Merritt e companhia voltam à carga com mais um album conceptual. Depois de 69 Love Songs e I (onde todos os títulos das canções começavam por i), este ano é a vez de Distortion, que obviamente se baseia na distorção sonora. Mais sujo do que aquilo a que os Magnetic Fields nos vêm habituando, é novamente a lírica de Merritt que sobressai do conjunto. Não é um disco que agrade a todos, mas para mim é dos melhores da fornada 2008.

MP3: Too Drunk to Dream


07 dEUS - Vantage Point



Como já referi num post apropriado há tempos, o novo disco dos dEUS é excelente e a banda está cheia de vitalidade. Convertam-se rapidamente.

MP3: Eternal Woman


06 The Ting Tings - We Started Nothing



Uma das boas surpresas deste ano, os Ting Tings vêm ocupar o cantinho do meu coração deixado vago pelos Be Your Own Pet. Dance-Punk orelhudo e viciante, para o menino e para a menina. Para bailar de sorriso nos lábios.

MP3: Keep Your Head

18.12.08

30 discos preferidos de 2008 (15-11)

Porque me apetece que a ordem seja esta, aqui fica a lista dos meus 30 discos preferidos editados em 2008. A quarta parte vai do número 15 ao 11.


15: Vetiver - A Thing of the Past



Mais um disco de versões. Os Vetiver pegaram nas suas canções preferidas e fizeram o melhor album da sua carreira. A voz de Andy Cabic transmite-me conforto.

MP3: Hook & Ladder


14: Dead Combo - Lusitânia Playboys



Lentamente e com segurança, os Dead Combo vão construindo uma carreira bem robusta. Lusitânia Playboys é ainda mais "Western Esparguete" que os discos anteriores.

MP3: Old Rock 'N' Roll Radio


13: Cold War Kids - Loyalty to Loyalty



E vocês sabiam, porventura, que Matt Aveiro, baterista dos Cold War Kids, é primo de Cristiano Ronaldo? Pois, eu também não sabia, disse-me a senhora Wikipédia. Se bem que a Wikipédia tem a mania de inventar muitas coisas sobre a vida dos outros... Segundo album dos Cold War Kids, excelente disco de Rock Alternativo, mais calmo e menos espiritual que o primeiro. Gosto.

MP3: Every Valley is not a Lake


12: Portugal. The Man - Censored Colors



Portugal. The Man é uma maravilha de Rock Experimental. E a banda possui o melhor nome de sempre! É bem melhor do que ser-se primo do Cristiano Ronaldo! Beat that, Cold War Kids!

MP3: Lay Me Back Down


11: Linda Martini - Marsupial



Este ano os Linda Martini editaram o EP Marsupial, que urge conhecer. São 6 temas que nada ficam a dever ao que se faz lá por fora, e que vêm provar que os Linda Martini funcionam melhor no formato curta-duração.

MP3: Raposo Manhoso