2.4.09

Discos: The Pains of Being Pure At Heart - The Pains of Being Pure At Heart



Foi-me dado a conhecer recentemente o disco dos Nova-Iorquinos The Pains of Being Pure at Heart e devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendido. A estreia homónima, de 2009, é certamente um bonito disco Indie-Pop, que presta homenagem ao que foi feito anteriormente e limpa o caminho para o que há-de vir. A sonoridade balança entre os géneros irmãos Twee e Shoegaze, um misto de inocência e complexa bagagem emocional, como se The Pains Of Being Pure At Heart tivesse nascido da relação incestuosa dos Belle & Sebastian com os My Bloody Valentine, influências orgulhosamente assumidas pela banda.

Com uma colecção de pedais Fuzz, teclados cintilantes, e vozes que se complementam, a música de TPOBPAH leva-nos a sonhar acordados, a reviver memórias de outros tempos, quando as tardes eram sempre solarengas e a única preocupação que tínhamos no mundo era certificarmo-nos de que as pilhas para o walkman nunca faltassem e os pneus da bicicleta nunca ficassem sem ar. Se as palavras "anorak", "bolas de sabão" e "Sarah Records" vos dizem alguma coisa, vão adorar esta banda!

Site oficial: www.thepainsofbeingpureatheart.com

MP3: Come Saturday
MP3: Everything With You

1.4.09

E agora, para desenjoar...


PORNO!


PARA O MENINO!


PARA A MENINA!


GLORIOSA PORNOGRAFIA!

30.3.09

One Last Time, With Feeling


Perder a freguesia que me resta é divertido!

27.3.09

5 Cantigas totalmente gay* que me fazem ficar imensamente gay**

* No sentido homosexual da palavra
** No sentido alegre da palavra


Sem ordem de preferência, aqui ficam cinco músicas obviamente gays que me dão vontade de ir para a rua soltar a franga e que quase me convencem a ir ver um musical do La Féria.

1 - KARMAKARMAKARMAKARMAKARMA CHAMELEOOOOOON, YOU COME AND GOOOOOOO, YOU COME AND GOOOOOOOOOOOOOO!

MP3: Culture Club - Karma Chameleon

2 - WHY DOYAHAVETABRAKE ALL MY HEART? COULD'NT YOU SAVE A LITTLE PART OF IT?

MP3: Rufus Waiwright - 14th Street

3 - LEEEEEEEEET THE SUNSHIIIIIIINE, LEEEEEEEEET THE SUNSHIIIIIIINE, THE SUUUUUUUN SHINE IIIIIIN!

MP3: The Fifth Dimension - Aquarius/Let The Sunshine In

4 - SAPATÊNIS DE VINIL, BOLSINHA BAGUETE E LUVINHA DE PELICA, VOCÊ NÃO ME ESQUECE, LESBIAN CHIC SAPACACHA DO AGRESTE, SUPERAFIM SUPERAFIM SUPERAFIM DE MIM!

MP3: Cansei de Ser Sexy - Superafim

5 - HEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEY, IT'S THE MARCH OF THE GAAAAAAAAY PARAAAAAAAAAAAAAAAAADE! (ooh, how nice...)

MP3:Of Montreal - The Gay Parade

25.3.09

Discos: Of Montreal - The Gay Parade

Os Of Montreal são uma prolifera banda não de Montreal, mas sim de Athens, Georgia. Editando em média um disco por ano, é fácil perder-se por entre um emaranhado de discos com nomes compridos e faixas com nomes estranhos (em The Early 4-Track Recordings, por exemplo, todas os títulos das músicas contam uma história sobre a banheira de Dustin Hoffman). Todos eles são competentes à sua maneira esquizofrénica, mas de entre todos os discos da carreira do Of Montreal, um deles brilha com uma força especial. A esse album, o terceiro, de 1999, foi atribuído o nome The Gay Parade.



Reza a história que Kevin Barnes, o porta-voz dos Of Montreal, estava muito triste à janela a observar o trânsito quando a sua fada Coquelicot apareceu e sugeriu que Kevin fugisse à melancolia através da imaginação. Kevin imaginou então que os automóveis na rua subitamente abrandavam e se transformavam em carros alegóricos. Depois, imaginou uma história para cada carro. Todos os carros eram tão bonitos e as histórias tão ricas que Kevin Barnes não cabia em si de contente. No final da parada, um cavalheiro de seu nome Lecithin Emulsifier ofereceu a Kevin uma dádiva maravilhosa: a capacidade de reviver aquele dia sempre que quisesse. Kevin fê-lo tantas vezes que passou a viver na Gay Parade para sempre. Mudou o seu nome para Claude Robert e, juntamente com a sua fada Coquelicot, fez da sua missão no mundo a propagação da gayziçe e da alegria contra o cinzentismo e monotonia da vida.

As letras são o pico da imaginação e ricas em personagens e pormenores. My Favourite Boxer versa sobre a fixação de Claude Robert sobre Hector Ormano, um famoso lutador de boxe que lhe atira pedras. Neat Little Domestic Life é uma descrição ternurenta sobre a vida de casal. Já na trauteável Advice From Divorced Gentleman To His Bachelor Friend Considering Marriage, pode-se ouvir "You should stay away from roses and be careful to avoid chocolate hearts. Keep distant from romantic notions because that's where love most often starts". A minha faixa preferida de todo o disco chama-se Nickee Coco and the Invisible Tree, uma divertida e comovente história meio cantada, meio falada, sobre uma menina que se perde numa árvore invisível e o esforço que toda a aldeia faz para reencontrá-la. Destaque para a preciosa ajuda da coruja e do tradutor de corujas.

Musicalmente, a vertente mais experimental dos Of Montreal dá lugar às convenções clássicas da Pop, com vozes melodiosas e refrões cantaroláveis. The Gay Parade tem sido por vezes comparado ao Sgt. Pepper dos Beatles, e, por muito herege que essa comparação seja, só atesta a qualidade deste disco em particular. É verdadeiramente grandioso. Estranho, pretensioso e difícil, mas deliciosamente pervertido e infantil. É uma utopia de cor e exaltação, psicadelismo e efervescência, algodão doce e cabedal. Deixem os preconceitos à porta e sigam a Gay Parade!

Site Oficial: www.ofmontreal.net

MP3: Nickee Coco and the invisible Tree
MP3: The Problem With April (uma sobra das sessões de The Gay Parade que ficou injustamente de fora do alinhamento)

Hello, my name is Claude Robert and I'd like to thank you for spending time with the Gay Parade. We hope you found it enjoyable and that we will see you again very soon, because we've grown quite fond of you and all agree that you make very pleasant company.

If you ever feel that in your life the moments of gaiety are too few, you can always come and visit us, now that you know the way. And perhaps someday you'll be able to stay with us forever inside the Gay Parade.

23.3.09

Filmes: Gayniggers From Outer Space

"All of you, stick your hands in the holy asshole."



Eu vi o Gayniggers From Outer Space e sobrevivi para contar a história. Devia fazer um T-Shirt com esta inscrição. Porque não tenciono visionar este monstro de 27 minutos novamente. Prefiro perder 682 minutos de vida a papar a edição especial da trilogia do Senhor dos Anéis de uma só virada sem pausas para casa de banho que voltar a ver as aventuras dos extra-terrestres do planeta Anus. A sério. Eu nem sei o que pensar disto. Estou confuso. Confuso como um Gaynigger. Mas sem a parte do Gay. E do Nigger.

O filme inicia apresentando a tripulação da nave espacial dos Gayniggers, em missão pelo cosmos. Temos o Capitão B. Dick, o cientista D. Ildo, o Sargento Shaved Balls, o alemão comedor de fezes Senhor Schwull e o novato ArmInAss. Os Gayniggers descobrem a existência do planeta Terra, e ficam chocados com a existência de literalmente milhões de fêmeas humanas. Enquanto que a tripulação se recompõe deste choque, o Capitão B. Dick rapidamente planeia o extermínio total da feminilidade. Como é possível que um filme de Ficção Científica seja ao mesmo tempo gay e machista e não possuir as palavras Star e Trek associadas ao título é algo que me escapa.



Assim, os Gayniggers descem à Terra, armados com pistolas de raios Gay, e eliminam uma a uma todas as mulheres do planeta, salvando os homens do jugo opressor feminino e regressando alegremente à sua nave forrada a papel de alumínio, com a sensação de dever cumprido. Depois, um Gaynigger é sorteado entre os seus pares para se tornar o Embaixador Gay na terra, ensinando aos homens a doutrina do Gaynigger, e mostrando-lhes como procriar entre si (felizmente esta cena não está incluída na versão final do filme). Inexplicavelmente, o Gaynigger Embaixador transforma-se em Homem Branco. Porquê? Ninguém sabe.

Cena seguinte. Uma piscina coberta. Cheia de homens nús. Comendo bananas. Ao som da Ballade Pour Adeline de Richard Clayderman! À borda da piscina, o Embaixador Gay recebe do seu capitão as indicações finais. "Kneel down, and prepare to receive the holy gaynigger seed!", exige o capitão. E o embaixador obedece, sendo banhado por uma substância branca pastosa e leitosa. Inserir comentário jocoso preferido.

Como filme, Gayniggers From Outer Space é mau. Os actores são péssimos e estão mal dobrados, a personagem ArmInAss passa o filme a gritar as suas falas ("You look like... A DREAM"), as personagens são estereotipadas e as piadas nem para os malucos do riso servem. Como peça de propaganda, Gayniggers From Outer Space é bastante eficaz. O mais assustador neste Gayniggers é a seriedade com que os actores se dedicam aos papeis, fazendo com que o filme não seja tanto uma paródia, mas mais um vídeo promocional/objecto de tortura/lavagem cerebral, tais como os filmes de propaganda criados pela seita Japonesa Verdade Suprema, responsável pelos infames ataques de gás Sarin. Até que ponto é este filme uma comédia? Será que existem mesmo extra-terrestres Gayniggers? Será que estão mesmo a assassinar as nossas mulheres? Será Gayniggers From Outer Space um manual de instruções para verdadeiros Gayniggers? Terá Gayniggers From Outer Space o melhor titulo da história do cinema? Tantas perguntas, tanta falta de interesse em respondê-las.

O filme pode ser visionado na sua totalidade aqui, por vossa total conta e risco. FOR A GAY UNIVERSE!

21.3.09

RESSACA KOSOVAR - Hell Ride

Começo a notar um padrão interessante nas minhas tropelias nocturnas: quanto melhor e mais divertida tiver sido a noite, maior é a possibilidade de existir uma ressaca kosovar no dia seguinte. Talvez seja um acto do subconsciente, uma maneira de prolongar a diversão e a boa onda por tempo indefinido. Talvez seja coincidência. O que é certo é que saí só para beber café numa sexta-feira onde mal se viam pessoas na rua e acabei a noite a destruir o dance-floor com 3 Irlandesas nada "desengraçadas", que, segundo as palavras delas, se aproximaram de mim graças à minha "não-dança". Vitória para o único gajo naquele bar que estava ali para se divertir e não para o engate! Faz bem ao ego de uma pessoa.

Adiante, ressaca kosovar em casa do Johnny, com a presença do cicerone, do Ratinho e do meu compincha de tropelias Renato, que por sua vez conseguiu impressionar as Irlandesas acima citadas com o seu "não-inglês". Para aconchegar o estômago, pizza e bolinhos bem gostosos.



A sessão foi preenchida com Hell Ride, de 2008, um filme de motoqueiros apadrinhado por Quentin Tarantino e com a presença de Michael Madsen, David Carradine e Dennis Hopper, escrito, realizado e interpretado pela lenda do Bikexploitation, Larry Bishop. E eu não sei se sou muito burro ou se apenas estava demasiado ressacado, mas eu não percebi nada deste filme! Hell Ride está cheio de flashbacks e flashforwards, de repetições de cenas desnecessárias para reforçar ideias perfeitamente subentendiveis e com tantas personagens que se fica perdido no meio do mar de cabedal. O que eu entendi deste filme foi que há o gang dos menos maus, os Victors, que estão chateados com o gang dos mais maus, os 666, e passam o filme todo a dizer que vão dar cabo dos 666, que os 666 têm os dias contados, que vão rebentar com os 666, e blá blá blá. E realmente os Victors dão cabo dos 666, em 3 minutos. O resto do filme é conversa da treta e intrigas desenvolvidas de forma incompetente levando a que o espectador perca o interesse nos personagens. Com que então o chefe dos Victors é pai do motoqueiro mais novo? Ah. Isso é interessante. Quase tão interessante como ver a relva a crescer.

Veredicto: O pessoal gostou. Eu achei o filme terrivelmente aborrecido, mas, como sábiamente me acusaram, se calhar estou mesmo a ficar velho para este tipo de filmes. Charles Bronson, no entanto, era bem mais velho do que eu e sempre conseguiu manter um sorriso infantil e jovial durante toda a vida. A flexibilidade dos seus músculos faciais é lendária! Hell Ride leva com



(dois Bronsons semi-nús em cinco)

por duas razões apenas: mamas e rabos. Este filme possui as mulheres mais fantásticas de toda a história dos filmes de motoqueiros! Nuas e semi-nuas. Exuberantes! Em grande plano! A lutar na lama e na gelatina! Em actos sexuais de teor lesbiano e não só! O delírio para a ressaca. Menos motas e mais meninas e ficávamos todos bem melhor servidos.
Hell Ride, em vez de ter sido povoado por gangs de feiosos, bem que podia ter sido protagonizado por um gang de motoqueiras lésbicas, semi-nuas e incestuosas... Hum... Está lá, Hollywood?

20.3.09

Tudo o que interessa saber sobre os Estados Unidos, capitulo V: California

California, o estado dourado


Capital: Sacramento

Animal: Urso-pardo (Ursos arctos)

Lei Idiota: É considerado delito disparar contra qualquer peça de caça a partir de um veículo em movimento, a menos que o alvo seja uma baleia

Artista: Beck (MP3: Lazy Flies retirado por queixa DMCA, cientologistas filhos-duma-puta)

Miss California: Meagan Yvonne Tandy

19.3.09

Tudo o que interessa saber sobre os Estados Unidos, capitulo IV: Arkansas

Arkansas, terra da oportunidade


Capital: Little Rock

Animal: Veado galheiro (Odocoileus virginianus)

Lei Idiota: Sexo oral é considerado sodomia

Artista: Johnny Cash (MP3: I See a Darkness)

Miss Arkansas: Stevi Lauren Perry