16.6.09

Feira do Disquinho à Pala, dia décimo segundo: Os Azeitonas

Artista: Os Azeitonas
País: Portugal
Site: www.osazeitonas.com
Album: Rádio Alegria (2007)
Destaque: Balada de um Banco de Jardim (MP3)



Os Azeitonas já andam por aí há algum tempo, com o seu Pop/Rock bem humorado. E merecem respeito, pela qualidade musical e espírito subversivo. Rádio Alegria, de 2007, teve a peculiaridade de ter sido colocado à venda como livro, para assim ter um IVA mais baixo. Atitude louvável.

Gosto da boa onda dos Azeitonas e tenho apreciado o que deles tenho escutado. Rádio Alegria levam-nos aos tempos em que a telefonia e o transistor eram mais importantes num lar do que uma muitas vezes inexistente televisão. Prestam respeito às melodias de antigamente, como é óbvio em Cantigas de Amor (Homenagem a Tony de Matos), apelam à nostalgia (Nos Desenhos Animados Nunca Acaba Mal e Balada de um Banco de Jardim, que possui uma letra belíssima) mas infelizmente são sub-valorizados porque "não vendem". E como não vendem, toca de oferecer tudo de graça! Vivam os Azeitonas, caramba!

Rádio Alegria esta disponível para download faixa a faixa no blog da banda, aqui. O primeiro disco, Um Tanto ou Quanto Atarantado, também está disponível para descarga. Infelizmente, o single que deu notoriedade à banda, o muy badalado Sílvia Alberto, está offline, assim como a última faixa de Rádio Alegria, Rubi (Terça-Feira), uma das minhas preferidas. Além disso, os ficheiros vêm vazios de informação! Inconcebível! Nem o nome das musicas, nem o nome do artista, nada! Assim, para colmatar todas estas falhas, decidi colocar este disco no Mediafire, contendo a faixa em falta... O objectivo era também incluir a Sílvia Alberto, mas não encontrei a musica na net em lado nenhum... O link para Rádio Alegria , devidamente organizadinho e ordenado, está aqui.. Não se esqueçam também de ir passando pelo site oficial da banda (www.osazeitonas.com), pois todas as quartas-feiras surgirá uma nova faixa daquele que será o seu terceiro disco, Salão América.

Relembro, Rádio Alegria, completo. Aqui.

15.6.09

Feira do Disquinho à Pala, dia décimo primeiro: Tim Fite

Artista: Tim Fite
País: EUA
Site: www.timfite.com
Album: Change of Heart (2009)
Destaque: A Better Fence (MP3)



Tim Fite é um artista que gosta de fazer as coisas da sua maneira muito peculiar. Por exemplo, no seu disco Gone Ain't Gone, utilizou apenas samples retirados de discos que tivessem custado menos de um dólar. Over the Counter Culture foi considerado o melhor disco de Hip-Hop de 2007, e no entanto, Fite resolveu oferecê-lo gratuitamente pela internet, optando por nunca o editar comercialmente. Tim Fite é um artista marginal e subversivo. Gosto dele.

Tim Fite gosta também de baralhar os seus fãs. Desde o Hip-Hop à Folk à Indie Pop, nenhum disco do artista é remotamente parecido ao anterior. O mais recente, Change of Heart, é Country (ou Alternative Country, para ser mais preciso). E é excelente! Hollow as Light, A Better Fence e a faixa-título são grandes exemplos das possibilidades que um artista pode explorar se rejeitar à partida ser engavetado apenas num estilo musical pré-formatado. Bravo!

Change of Heart pode ser descarregado de forma gratuita e sem complexos no site do artista, ou seja, clicando aqui. Se desejam deitar as unhas a este disco, aconselho a fazerem-no . Na internet, o que hoje é verdade amanhã poderá ser mentira e nada garante que daqui a alguns dias, se procurarem por este disco através do site oficial do artista, encontrem outro totalmente distinto! Ou então uma fotografia de um cãozinho a ajudar uma velhota a atravessar a estrada. Ou um buraco negro. Ou um unicórnio.

14.6.09

Pausa na Feira do Disquinho à Pala para compromissos gratuitos



(Esta mensagem foi oferecida pelo Comité Olímpico Niilista Urbano-Depressivo)

13.6.09

Pausa na Feira do Disquinho à Pala para compromissos gratuitos



Ide a www.nortonmusic.net ou sacai aqui.

(Só não entra para a feira do disquinho à pala porque é só uma música... Mas isto é uma cover do caraças!)

12.6.09

Feira do Disquinho à Pala, dia décimo: Graveola e o Lixo Polifônico

Artista: Graveola e o Lixo Polifônico
País: Brasil
Site: www.graveola.com.br
Album: Graveola e o Lixo Polifônico (2009)
Destaque: Insensatez: A Mulher Que Fez (MP3)



Eu gosto muito dos Graveola e o Lixo Polifônico. Porque tem Samba. E tem Tango. E tem Bossa-Nova. E um bocadinho de Chico Buarque. E também uma pitada muito leve de Rock. E é maravilhoso! Pelo cuidado dos arranjos, pelos interessantes jogos de palavras, e pelo primor dado a uma edição virtual, um meio ainda considerado menor. A banda até se deu ao trabalho de incluir as letras das músicas nos próprios MP3 (quem tem o Winamp, é só ir à informação do ficheiro e ver a secção dos comentários), atestando o brio da banda em relação ao seu trabalho. O disco que vai buscar à tradição musical do Brasil as raízes para criar um futuro que se espera radioso. Destaques: Insensatez. Outro Modo. Insensatez. Benzinho. Insenstatez. Já recomendei a Insensatez?

O disco homónimo conta com 13 temas, brilhantemente interpretados pelos sete multi-instrumentistas, Brasileiro até ao tutano, pode ser descarregado gratuitamente no site da banda. É só clicar onde diz Download e seguir as instruções.

O septeto está a tentar organizar uma digressão pela Europa para breve. Já possuem datas marcadas no Reino Unido, mas curiosamente aqui em Portugal ainda não têm nada. Quem estiver interessado em dar uma ajudinha neste campo, o contacto está no site deles.

11.6.09

Feira do Disquinho à Pala, dia nono: Billie the Vision & The Dancers

Artista: Billie the Vision & The Dancers
País: Suécia
Site: www.billiethevision.com
Album: I Used to Wander These Streets (2008)
Destaque: Stutering Duckling (MP3)


Mais Suecos fazendo Pop luminosa e alegre, com letras brutalmente honestas e pessoais (chegando a ser desconfortáveis), embebidas num ritmo suave. Tomei conhecimento desta banda através duma compilação em honra dos Belle & Sebastian, de onde se destacavam dos demais pela magistral cover de I'm a Cuckoo. A partir daí comecei a seguir o seu percurso musical como podia mas acabei por perder-lhes o rasto, até voltar a cruzar-me com eles com este I Used To Wander These Streets, um disco muito forte e feliz, que é o que mais se precisa neste mundo. Gosto especialmente da Stutering Duckling e da Groovy, uma palavra que me remete sempre para um dos meus heróis do cinema, o Ash dos filmes Evil Dead (resenhas aqui e aqui, baby).

I Used to Wander These Streets pode ser descarregado gratuitamente no site dos Billie the Vision & The Dancers, nomeadamente aqui. Reparem que se andarem um pouco para baixo na página poderão constatar que este não é o único disco da banda disponível. Os Suecos são uns mãos-largas e resolveram oferecer a sua total discografia a quem quiser escutá-los, incluindo uma cover de Just Like Heaven dos The Cure e a supra-citada I'm a Cuckoo. Recomendo vivamente todos os discos. Recomendo ligeiramente mais vivamente o de 2004, que possui o delicioso titulo I Was So Unpopular In School and Now They're Giving Me This Beautiful Bicycle, só por ser o primeiro que conheci... Não há amor como o primeiro, diz-se (e se calhar não há mesmo, a minha primeira namorada está gorda e desleixada e a um passo de começar a vir de avental para a rua e as outras ex estão enxutas).

Como os discos só podem ser descarregados faixa a faixa e para poupar um pouco a largura de banda do site dos Billie the Vision & The Dancers, que deve ser considerável tal o volume de ficheiros descarregáveis, tomei a liberdade de fazer o upload do disco completo pelo mediafire, para vossa comodidade. Poderão encontrá-lo aqui.

10.6.09

Feira do Disquinho à Pala, dia oitavo: Azevedo Silva

Artista: Azevedo Silva
País: Portugal
Site: Outro que só tem myspace. www.myspace.com/azevedosilva. Não sei porquê, mas algo me diz que o site www.lastima.net também lhe deve pertencer...
Album: Autista (2008)
Destaque: A Morte (MP3)


Azevedo Silva é o vocalista dos Madcab, mas também possui uma carreira a solo. Ou melhor, Azevedo Silva, o artista a solo, é também vocalista dos Madcab. Isto porque os Madcab têm um album e Azevedo Silva já vai num EP, dois discos em estúdio e o mais recente Ao Vivo na Sociedade, que, como o nome indica, é ao vivo. Algures na sociedade.

Autista é o segundo disco a solo de Azevedo Silva e o que dizer sobre o mesmo? É acústico e simples, porém intrincado e complicado. As letras são acessíveis e no entanto desconfortáveis. O calor febril é quebrado por arrepios gelados. Austista é uma redoma. É o rapaz-bolha. Quer-se ajudar, quer-se lá entrar, mas a porta não tem chave e o rapaz-bolha continua no seu mundo, a fazer o que gosta, tic-tac-tic-tac estás aí mas eu não te vejo. Autista é autista. Entra na alma e faz doi-doi no âmago. É bom. E é grátis!

Quem quiser descobrir o que Azevedo Silva tem para nos dizer, basta dirigir-se ao site www.lastima.net e clicar em edições. Está por lá todo o seu catálogo, incluindo o disco dos Madcab, para download gratuito.

Escondido no site encontra-se também o EP Clarabóia (estava escondido estava, mas agora está aqui). É pena este EP não ter o destaque devido, até porque no Clarabóia encontramos uma versão bastante interessante da Devil Town do Daniel Johnston. E quem gosta do Daniel Johnston é meu amigo!

9.6.09

Feira do Disquinho à Pala, dia sétimo: Havalina Rail Co.

Artista: Havalina Rail Co.
País: EUA
Site: www.havalinaland.com
Album: Russian Lullabies (1999)
Destaque: Twilight Time (MP3)

(Gostava de vos poder ter encontrado uma capa com uma resolução decente, mas foi o que se pôde arranjar)


Os Havalina Rail Co., também conhecidos como Havalina (em horna à faixa final de Bossanova, dos Pixies), foram uma banda Norte-Americana que se considerava Punk na atitude, porque sonoramente estava mais próxima do Jazz, do Folk e do Rock. Extinguiram-se em 2005, mas deixaram para descarga livre aquele que consideram o seu melhor momento de forma, o disco Russian Lullabies, um album temático sobre o país dos Czares, da Perestroika e da namorada do Henrique Iglésias. Fazem-me lembrar ao mesmo tempo, os DeVotchKa, os Arcade Fire e o Tom Waits. Étnico, estilo East-Meets-West, entre o Folk mais clássico e os momentos mais experimentais e caóticos, Russian Lullabies é um disco cheio e poderoso.

No topo do site onde Russian Lullabies se encontra, pode-se ler "Free downloads because we record music that should be listened to." Não podia estar mais de acordo. Para descarregá-lo, basta clicar aqui. Ou aqui, se quiserem ter mais trabalho a descarregar o disco. O caminho mais directo é o primeiro link. Não digam que não vos avisei. Quem vos avisa, autor de blog é.

8.6.09

Feira do Disquinho à Pala, dia sexto: b (fachada)

Artista: b (fachada)
País: Portugal
Site: Não tem. É forreta, tem myspace. Para que conste, www.myspace.com/bfachada
Album: Mini CD Produzido por Walter Benjamin (2008)
Destaque: Mimi (MP3)



Este gajo deve pensar que é o Prince português. Editou o primeiro EP como B, depois passou para os registos seguintes como b (fachada), e agora que editou o seu primeiro longa duração comercialmente (Um Fim-de-Semana no Pónei Dourado, um disco brilhante, editado pela FlorCaveira, a quem tiraria o meu chapéu se o usasse), assina como B FACHADA. Mas no myspace está b fachada, tudo com letra pequena. Em que ficamos afinal?

O que é certo é que um nome não interessa, mas sim o conteúdo. b (fachada) é um letrista inventivo e imaginativo, misturando neste trabalho partes líricas em Português e Inglês (interessante como conseguiu inserir versos dos clássico Let's Do It, Let's Fall in Love em A Primavera), e mesmo em Francês (vide Violência Doméstica). Toca Folk mais alegre que melancólica, e possui uns arranjos musicais muito interessantes (exemplo: Bicho). Em suma, este Mini CD é o aperitivo perfeito para o álbum que, volto a referir, está aí nas lojas e é mesmo, mesmo mesmo bom!

O disco encontra-se para escuta e download directo aqui. Foi editado pela Merzbau, uma netlabel responsável pela edição de projectos bem interessantes, mas que infelizmente já fechou as portas. Portanto, se querem este disco, assim como os EPs Até Tobosso e b (fachada) Sings The Lusitanian Blues, bem como dezenas de outros discos de artistas independentes, façam-no já, enquanto o site se mantém online. Porque, perdendo-se o site da Merzbau, perde-se também um episódio de grande valor na música Portuguesa. O que seria miserável.