18.6.09

Feira do Disquinho à Pala, dia décimo quarto: João Coração

Artista: João Coração
País: Portugal
Site: joaocoracao.caixaforte.org
Album: Nº 1 lado b, AKA Sessão de Santa Maria dos Olivais (2935, segundo a informação do MP3)
Destaque: Verdade Manca (MP3)



João Coração é outro artista ligado à FlorCaveira, editora que muito tem feito pela música Lusa cantada em Português. O ano passado, editou o seu primeiro disco, intitulado Nº 1 Sessão de Cezimbra. A convite do Henrique Amaro da Ant3na, o artista gravou este Lado B, oferecido gratuitamente.

É um EP simples, acústico como o album, mas com menos arranjos. A seguinte informação foi veiculada pelo próprio João Coração:

"Tira as Meias Vermelhas foi gravada em dois locais. Dia 22 de Outubro de 2008, de manhã, o bandolim, a voz, os coros e as percussões foram gravadas na casa do João Coração, pelo mesmo; à tarde do mesmo dia a Eva Parmenter tocou concertina e o Miguel Gelpi contrabaixo. "A Banda Foi Embora" é um excerto de um tema da Eva, que ela e o Miguel tocaram num intervalo da gravação. No dia 23 num carro, deram-se as últimas gravações do tema das meias vermelhas, na garagem da Livraria Trama, onde o Ricardo Ribeiro tocou o clarinete.
As restantes canções foram gravadas no estúdio Armazém 42 por João Eleutério, no dia 13 de Outubro de 2008 de manhã."

Eu acrescento que as músicas pecam um pouco pela excessiva simplicidade. Tivéssemos aqui arranjos como os do album (que aconselho, é bonito e bem escrito, especialmente a Nada Mais), e este EP sairia muito mais valorizado. Mas é gratuito, e vem com uma mais valia. Os temas podem ser descarregado em Wav ou em MP3, e com ou sem conversa. Com conversa significa que as musicas são apresentadas e explicadas pelo próprio artista, o que é um bónus simpático. Está tudo aqui, é só clicar em cima do disquinho.

17.6.09

Feira do Disquinho à Pala, dia décimo terceiro: Anois

Artista: Anois
País: Alemanha
Site: www.pleasemutetoday.com
Album: Tree House Whispers (2009)
Destaque: Beds and Dishes (MP3)



Os Anois tocam aquilo a que chamo de música de Inverno, uma Folk electro-acústica para ser ouvida ao lado da lareira enquanto neva na rua. Tenho consciência de que vos estou a recomendar um disco de Inverno às portas do Verão. Mas este é realmente muito bom. Há aqui xilofones, duas vozes cândidas (menino + menina), doçura, palminhas sincopadas, alguma electrónica, alguma luminosidade, um ou outro arrepio de desconforto, um disco muito coeso e bem feito. Simples e eficaz. Destaco a quase Twee Beds and Dishes, mas também Sew New World e Waltz of Wolves (tenho um fraquinho por valsas, admito), os momentos em que menos se perdem por devaneios electrónicos e se concentram na parte acústica do projecto, que vai mais ao encontro dos meus gostos.

O disco pode ser descarregado faixa por faixa ou todo juntinho em zip aqui. É editado pela netlabel Aerotone, portanto, não se esqueçam de dar um saltinho por lá. Quem se inscrever na newsletter da Aerotone ainda recebe um EP dos Anois, exclusivo! Só vantagens!

16.6.09

Feira do Disquinho à Pala, dia décimo segundo: Os Azeitonas

Artista: Os Azeitonas
País: Portugal
Site: www.osazeitonas.com
Album: Rádio Alegria (2007)
Destaque: Balada de um Banco de Jardim (MP3)



Os Azeitonas já andam por aí há algum tempo, com o seu Pop/Rock bem humorado. E merecem respeito, pela qualidade musical e espírito subversivo. Rádio Alegria, de 2007, teve a peculiaridade de ter sido colocado à venda como livro, para assim ter um IVA mais baixo. Atitude louvável.

Gosto da boa onda dos Azeitonas e tenho apreciado o que deles tenho escutado. Rádio Alegria levam-nos aos tempos em que a telefonia e o transistor eram mais importantes num lar do que uma muitas vezes inexistente televisão. Prestam respeito às melodias de antigamente, como é óbvio em Cantigas de Amor (Homenagem a Tony de Matos), apelam à nostalgia (Nos Desenhos Animados Nunca Acaba Mal e Balada de um Banco de Jardim, que possui uma letra belíssima) mas infelizmente são sub-valorizados porque "não vendem". E como não vendem, toca de oferecer tudo de graça! Vivam os Azeitonas, caramba!

Rádio Alegria esta disponível para download faixa a faixa no blog da banda, aqui. O primeiro disco, Um Tanto ou Quanto Atarantado, também está disponível para descarga. Infelizmente, o single que deu notoriedade à banda, o muy badalado Sílvia Alberto, está offline, assim como a última faixa de Rádio Alegria, Rubi (Terça-Feira), uma das minhas preferidas. Além disso, os ficheiros vêm vazios de informação! Inconcebível! Nem o nome das musicas, nem o nome do artista, nada! Assim, para colmatar todas estas falhas, decidi colocar este disco no Mediafire, contendo a faixa em falta... O objectivo era também incluir a Sílvia Alberto, mas não encontrei a musica na net em lado nenhum... O link para Rádio Alegria , devidamente organizadinho e ordenado, está aqui.. Não se esqueçam também de ir passando pelo site oficial da banda (www.osazeitonas.com), pois todas as quartas-feiras surgirá uma nova faixa daquele que será o seu terceiro disco, Salão América.

Relembro, Rádio Alegria, completo. Aqui.

15.6.09

Feira do Disquinho à Pala, dia décimo primeiro: Tim Fite

Artista: Tim Fite
País: EUA
Site: www.timfite.com
Album: Change of Heart (2009)
Destaque: A Better Fence (MP3)



Tim Fite é um artista que gosta de fazer as coisas da sua maneira muito peculiar. Por exemplo, no seu disco Gone Ain't Gone, utilizou apenas samples retirados de discos que tivessem custado menos de um dólar. Over the Counter Culture foi considerado o melhor disco de Hip-Hop de 2007, e no entanto, Fite resolveu oferecê-lo gratuitamente pela internet, optando por nunca o editar comercialmente. Tim Fite é um artista marginal e subversivo. Gosto dele.

Tim Fite gosta também de baralhar os seus fãs. Desde o Hip-Hop à Folk à Indie Pop, nenhum disco do artista é remotamente parecido ao anterior. O mais recente, Change of Heart, é Country (ou Alternative Country, para ser mais preciso). E é excelente! Hollow as Light, A Better Fence e a faixa-título são grandes exemplos das possibilidades que um artista pode explorar se rejeitar à partida ser engavetado apenas num estilo musical pré-formatado. Bravo!

Change of Heart pode ser descarregado de forma gratuita e sem complexos no site do artista, ou seja, clicando aqui. Se desejam deitar as unhas a este disco, aconselho a fazerem-no . Na internet, o que hoje é verdade amanhã poderá ser mentira e nada garante que daqui a alguns dias, se procurarem por este disco através do site oficial do artista, encontrem outro totalmente distinto! Ou então uma fotografia de um cãozinho a ajudar uma velhota a atravessar a estrada. Ou um buraco negro. Ou um unicórnio.

14.6.09

Pausa na Feira do Disquinho à Pala para compromissos gratuitos



(Esta mensagem foi oferecida pelo Comité Olímpico Niilista Urbano-Depressivo)

13.6.09

Pausa na Feira do Disquinho à Pala para compromissos gratuitos



Ide a www.nortonmusic.net ou sacai aqui.

(Só não entra para a feira do disquinho à pala porque é só uma música... Mas isto é uma cover do caraças!)

12.6.09

Feira do Disquinho à Pala, dia décimo: Graveola e o Lixo Polifônico

Artista: Graveola e o Lixo Polifônico
País: Brasil
Site: www.graveola.com.br
Album: Graveola e o Lixo Polifônico (2009)
Destaque: Insensatez: A Mulher Que Fez (MP3)



Eu gosto muito dos Graveola e o Lixo Polifônico. Porque tem Samba. E tem Tango. E tem Bossa-Nova. E um bocadinho de Chico Buarque. E também uma pitada muito leve de Rock. E é maravilhoso! Pelo cuidado dos arranjos, pelos interessantes jogos de palavras, e pelo primor dado a uma edição virtual, um meio ainda considerado menor. A banda até se deu ao trabalho de incluir as letras das músicas nos próprios MP3 (quem tem o Winamp, é só ir à informação do ficheiro e ver a secção dos comentários), atestando o brio da banda em relação ao seu trabalho. O disco que vai buscar à tradição musical do Brasil as raízes para criar um futuro que se espera radioso. Destaques: Insensatez. Outro Modo. Insensatez. Benzinho. Insenstatez. Já recomendei a Insensatez?

O disco homónimo conta com 13 temas, brilhantemente interpretados pelos sete multi-instrumentistas, Brasileiro até ao tutano, pode ser descarregado gratuitamente no site da banda. É só clicar onde diz Download e seguir as instruções.

O septeto está a tentar organizar uma digressão pela Europa para breve. Já possuem datas marcadas no Reino Unido, mas curiosamente aqui em Portugal ainda não têm nada. Quem estiver interessado em dar uma ajudinha neste campo, o contacto está no site deles.

11.6.09

Feira do Disquinho à Pala, dia nono: Billie the Vision & The Dancers

Artista: Billie the Vision & The Dancers
País: Suécia
Site: www.billiethevision.com
Album: I Used to Wander These Streets (2008)
Destaque: Stutering Duckling (MP3)


Mais Suecos fazendo Pop luminosa e alegre, com letras brutalmente honestas e pessoais (chegando a ser desconfortáveis), embebidas num ritmo suave. Tomei conhecimento desta banda através duma compilação em honra dos Belle & Sebastian, de onde se destacavam dos demais pela magistral cover de I'm a Cuckoo. A partir daí comecei a seguir o seu percurso musical como podia mas acabei por perder-lhes o rasto, até voltar a cruzar-me com eles com este I Used To Wander These Streets, um disco muito forte e feliz, que é o que mais se precisa neste mundo. Gosto especialmente da Stutering Duckling e da Groovy, uma palavra que me remete sempre para um dos meus heróis do cinema, o Ash dos filmes Evil Dead (resenhas aqui e aqui, baby).

I Used to Wander These Streets pode ser descarregado gratuitamente no site dos Billie the Vision & The Dancers, nomeadamente aqui. Reparem que se andarem um pouco para baixo na página poderão constatar que este não é o único disco da banda disponível. Os Suecos são uns mãos-largas e resolveram oferecer a sua total discografia a quem quiser escutá-los, incluindo uma cover de Just Like Heaven dos The Cure e a supra-citada I'm a Cuckoo. Recomendo vivamente todos os discos. Recomendo ligeiramente mais vivamente o de 2004, que possui o delicioso titulo I Was So Unpopular In School and Now They're Giving Me This Beautiful Bicycle, só por ser o primeiro que conheci... Não há amor como o primeiro, diz-se (e se calhar não há mesmo, a minha primeira namorada está gorda e desleixada e a um passo de começar a vir de avental para a rua e as outras ex estão enxutas).

Como os discos só podem ser descarregados faixa a faixa e para poupar um pouco a largura de banda do site dos Billie the Vision & The Dancers, que deve ser considerável tal o volume de ficheiros descarregáveis, tomei a liberdade de fazer o upload do disco completo pelo mediafire, para vossa comodidade. Poderão encontrá-lo aqui.

10.6.09

Feira do Disquinho à Pala, dia oitavo: Azevedo Silva

Artista: Azevedo Silva
País: Portugal
Site: Outro que só tem myspace. www.myspace.com/azevedosilva. Não sei porquê, mas algo me diz que o site www.lastima.net também lhe deve pertencer...
Album: Autista (2008)
Destaque: A Morte (MP3)


Azevedo Silva é o vocalista dos Madcab, mas também possui uma carreira a solo. Ou melhor, Azevedo Silva, o artista a solo, é também vocalista dos Madcab. Isto porque os Madcab têm um album e Azevedo Silva já vai num EP, dois discos em estúdio e o mais recente Ao Vivo na Sociedade, que, como o nome indica, é ao vivo. Algures na sociedade.

Autista é o segundo disco a solo de Azevedo Silva e o que dizer sobre o mesmo? É acústico e simples, porém intrincado e complicado. As letras são acessíveis e no entanto desconfortáveis. O calor febril é quebrado por arrepios gelados. Austista é uma redoma. É o rapaz-bolha. Quer-se ajudar, quer-se lá entrar, mas a porta não tem chave e o rapaz-bolha continua no seu mundo, a fazer o que gosta, tic-tac-tic-tac estás aí mas eu não te vejo. Autista é autista. Entra na alma e faz doi-doi no âmago. É bom. E é grátis!

Quem quiser descobrir o que Azevedo Silva tem para nos dizer, basta dirigir-se ao site www.lastima.net e clicar em edições. Está por lá todo o seu catálogo, incluindo o disco dos Madcab, para download gratuito.

Escondido no site encontra-se também o EP Clarabóia (estava escondido estava, mas agora está aqui). É pena este EP não ter o destaque devido, até porque no Clarabóia encontramos uma versão bastante interessante da Devil Town do Daniel Johnston. E quem gosta do Daniel Johnston é meu amigo!