18.12.09

Os Melhores Discos de 2009, segundo o Last.FM, parte V: O Retorno do Regresso da Revolta das Considerações Finais

Depois da grande empreitada que foi escutar a maioria dos 40 discos mais ouvidos pelo público do site Last.FM (parte I, parte II, parte III e parte IV), separo o trigo do joio, e vaticino que desta lista se aproveitam 19 albuns, quase metade mas ainda assim, saldo negativo... Os próximos 13 são bons:








Animal Collective: Merryweather Post Pavilion
para quem gosta de música experimental e não tem medo do desconhecido.










Depeche Mode: Sounds of the Universe, mesmo para quem não é fã incondicional da banda.










Fever Ray: Fever Ray, brita intimista











Franz Ferdinand: Tonight: Franz Ferdinand, Rock saltitante de primeira apanha.










Grizzly Bear: Veckatimest, porque quem não gosta disto não é kewl...









Kasabian: The West Rider Pauper Lunatic Asylum, Rock hipnótico com aroma das Arábias.










La Roux: La Roux, e a vocalista é igual ao Filipe, o amigo da Mafaldinha da banda desenhada do Quino!










Passion Pit: Manners, Rock electrónico muito interessante.










Placebo: Battle For The Sun, um grande regresso à boa forma.










Phoenix: Wolgang Amadeus Phoenix, do melhor que se fez no Rock de 2009!










Röyksopp: Junior, brita da boa.











The Prodigy: Invaders Must Die, brita violenta!











The XX: XX, música minimalista criativa.









E estes 6, não entusiasmando por demais, merecem a audição cuidada ainda assim. São os discos que "prestam mais ou menos":









Arctic Monkeys: Humbug, que até nem é mau disco, só é pena estar colado a uma sonoridade não característica da banda.









Lily Allen: It's Not Me,It's You, bom disco de Pop com algumas pérolas para ouvidos atentos.










Metric: Fantasies, com algumas faixas muito boas que contrastam com outras fraquinhas, resultando num disco desiquilibrado.








Regina Spektor: Far, que fica muito aquém do potencial da artista.










The Fray: The Fray, porque alguma coisa tem de se deixar para a Rádio poder trabalhar.










Yeah Yeah Yeahs: It's Blitz!, porque, mesmo sendo bom, está a anos-luz dos anteriores.






Os restantes discos da lista ou não prestam ou não têm especial interesse.


Para colmatar as lacunas que ficaram na lista dos 40 mais coiso, apresento 21 sugestões de discos que não fizeram parte do lote dos mais escutados pelo Last.FM, mas que são mais a meu gosto, e, sinceramente, melhores que muita porcaria que tive de ouvir. Os seguintes foram analisados aqui neste blog ao longo de 2009:







Emmy The Great: First Love, o primeiro disco de uma prometedora escritora de canções.










Julie Doiron: I Can Wonder What You Did With Your Day, Indie Rock de uma consolidada escritora de canções.









Mirah: (a)spera, o grande regresso da artista lo-fi aos discos a solo.










The Bran Flakes: I Have Hands, este é grátis e tudo!









The Pains of Being Pure at Heart: The Pains of Being Pure at Heart, Shoegaze Twee lalala. This Love is Fucking Right está no meu Top Canções de 2009.








Yo La Tengo: Popular Songs, Rock Alternativo e o disco mais acessível da banda até à data.









Os seguintes discos não foram analisados no Contraculturalmente por falta de pachorra/estava maluquinho da cabeça e não conseguia escrever/achava que andava a analisar demasiados discos/tinha muito trabalho e pouco tempo livre/passaram-me ao lado quando foram editados. Todos eles excelentes discos, todos eles recomendados de peito aberto. Baptizo esta sub-secção como






Vamos lá a isto!







Air: Love 2, brita espacial e contemplativa.











Atlas Sound: Logos, música experimental do gajo dos Deerhunter. Panda Bear dos Animal Collective faz uma perninha num tema.









Bishop Allen: Grrr..., ou como se perde mais uma oportunidade de se chamar a atenção a uma das bandas de Indie Rock mais merecedoras de reconhecimento de que tenho conhecimento.








Camera Obscura: My Maudlin Career, Twee melancólico para se pensar na pessoa amada enquanto se bebe um chocolate quente e se come um croissant. Eu sei que a banda é Escocesa, mas o imaginário Francês vem-me sempre ao imaginário quando escuto isto...






Datarock: Red, Rock electrónico brincalhão. O disco anterior é melhor, mas este também não é nada mau.









God Help The Girl: God Help The Girl, porque, não havendo disco novo de Belle and Sebastian, há disco de projectos paralelos. Inclui cover de Funny Little Frog em registo Soul.








Julian Casablancas: Phrazes For The Young, o disco a solo do vocalista dos The Strokes, menos Rock e mais Electro-Pop. É excelente!









Kings of Convenience: Declaration of Dependence, Folk apuradíssimo, relaxante, erudito, do frio da Noruega e o Corcovado aqui tão perto.









Lou Barlow: Goodnight Unknown, Folk Rock lo-fi, guilty pleasure...










Lovvers: OCD GO GO GO GIRLS, Rock lo-fi com distorção em tudo o que é amplificado.










Magnolia Electric Co.: Josephine, Indie Rock com cheirinho a Country. A banda anteriormente chamava-se Songs: Ohia, e urge conhecer.









So Cow: So Cow, Rock lo-fi inocente e adoravelmente pateta. A supresa do ano. A última faixa do disco, To Do List, é uma das mais divertidas declarações de amor que já tive o prazer de escutar.








Sonic Youth: The Eternal, porque a banda de Thurston Moore não sabe fazer discos maus, apenas "difíceis". Não é o caso deste disco, que é muito acessível.








The BPA: I Think We're Gonna Need a Bigger Boat, o disco do Fatboy Slim com os amigos. Contém uma das faixas do ano, Toe Jam, cantada por David Byrne. O teledisco tem gente nua.








Them Crooked Vultures: Them Crooked Vultures, o novo projecto do vocalista dos Queens of the Stone Age com o baixista dos Led Zeppelin e o baterista dos Nirvana. O grifo da capa presta homenagem a Busto, co-apresentador do programa de rádio Aleixo FM.







E aqui estão as minhas 40 propostas musicais para 2009. Não foi uma má colheita, bem vistas as coisas... Pelo menos no campo da música esquisóide! E ainda falta ouvir a música que me passou completamente ao lado e na qual tropeçarei daqui a uns anos e adorarei, como vai sendo hábito... Para o ano há mais, mas noutro molde, assim o espero.

17.12.09

Os Melhores Discos de 2009, segundo o Last.FM, parte IV

Os Melhores discos de 2009 Segundo o Last.FM é um conjunto de posts nos quais o autor do blog Contraculturalmente procura escutar e analisar todos os discos tidos como os mais escutados em 2009 pelo site Last.FM, desde os muito bons aos dolorosamente maus. As três partes anteriores podem ser encontradas aqui, acoli e acolá. Nesta quarta parte, o autor diz de sua justiça em relação aos discos apresentados na lista entre o 10º e o 1º lugar.



#10 - Kanye West: 808s and Heartbreak

Género: Hip-Hop

O que o Last.FM diz: "t might have been impossible to escape Kanye West's face this year, as his MTV Awards interruption became one of the year's fastest spreading memes. West popped up all over the internet to steal the limelight and make hamfisted apologies, while even U.S. President Barack Obama branded him a jackass."

O que eu digo: Finalmente esta besta cai em desgraça. Já vinha sendo tempo!

Veredicto: adj grosseiro, grosseira [gru'ʃɐjru, gru'ʃɐjrɐ]
1 indelicado, vulgar
Exemplo: Kanye West faltou ao respeito a Taylor Swift nos prémios MTV. Kanye West foi grosseiro.
2 de má qualidade
Exemplo: O novo disco de Kanye West não vale um chavo. É grosseiro.

Teledisco: Não lhe dou tempo de antena. Se até Barack Obama o considera uma besta...


#9 - Yeah Yeah Yeahs: It's Blitz!

Género: Indie Rock

O que o Last.FM diz: "They returned in 2009 with It's Blitz!, an album that surprised fans and listeners with its surprisingly upbeat tone, light melodies and a slew of indie-club floor-fillers."

O que eu digo: Morro de amores pela Dull Life, a faixa que mais atenção me despertou no conjunto. Também sou fã da radicalmente diferente Dragon Queen. Enquanto que Dull Life é Rock directo, Dragon Queen é Pop dançável perfeita. Estes dois mundos vivem em harmonia em Heads Will Roll. E é disto que vive It's Blitz!

Veredicto: O som dos Yeah Yeah Yeahs está cada vez mais suave e com o radar apontado às pistas de dança, culpa da tendência actual em incluir sintetizadores em todo o tipo de música. Neste caso, nada contra, o Rock and Roll foi feito para ser dançado. Gosto de It's Blitz, mas tenho saudades da violência dos tempos de Fever to Tell.

Teledisco: Zero


#8 - Green Day: 21st Century Breakdown

Género: Punk-Pop

O que o Last.FM diz: "After putting another side project to bed, the band's eighth studio album proved to be a three act concept narrative, loosely telling the story of Gloria and Christian and their troubled romance in the faltering hours following the Bush Administration."

O que eu digo: Os Green Day voltam a estar na moda, e neste caso em específico sem recorrer ao mercado saudosista. Muitos dos putos que hoje em dia escutam este 21st Century Breakdown nem sabem do que se fala quando se refere When I Come Around ou Basket Case. Mérito para a banda, que assim tem mais uma geração para enganar com os seus temas "políticos" enquanto pisca o olho à MTV. Os Green Day fazem dois discos: Os discos iguais ao Dookie na primeira parte da carreira, e os discos iguais a American Idiot na segunda parte. O mais recente encaixa-se na derradeira categoria.

Veredicto: Há-que espremer a laranja enquanto esta tem sumo, porque o que é bom acaba-se e os Green Day sabem isso como ninguém. No entanto, gosto da capa do album.

Teledisco: 21st Century Breakdown


#7 - Animal Collective: Merriweather Post Pavilion

Género: Experimental, Freak Folk

O que o Last.FM diz: "While pop rules the Best of 2009 pretty unashamedly, the success of Animal Collective proves that a wider audience has developed a taste for some of the stranger side of the genre in the last few years."

O que eu digo: Foi com alguma surpresa e muita satisfação que descubro o mais recente dos Animal Collective na lista dos mais escutados no Last.FM! Porque os Animal Collective são seres estranhos que fazem música esquisita e pouco apelativa para as massas. Summertime Clothes é esquizofrénico, no entanto Proto-Pop. Lion in a Coma é electro-tribal, In The Flowers é épico, Guys Eyes é confuso (sobreposição de vozes muito bem conseguida), Brothersport é o hipnótico final para um grande disco! Mas a surpresa deste disco foi o grande sucesso atingido por My Girls, uma faixa dotada por um teledisco muito bem conseguido, a música certa com o vídeo certo na hora certa. Gosto tanto disto...

Veredicto: Sim, sim, SIM! Mesmo para quem não gosta de música experimental, olhar fixamente para a capa já constitui divertimento para horas! E já agora, foi muito recentemente editado um novo EP intitulado Fall Be Kind. Um grande SIM também a esse EP.

Teledisco: My Girls


#6 - Beyoncé: I am... Sasha Fierce

Género: R'n'B

O que o Last.FM diz: "TAt the close of 2008 she released I Am... Sasha Fierce, an album that would spawn eight singles internationally, some of which proved to be the best-selling and most popular of her career - most of her current top ten are from the album, proving that you've yet to get bored of it. "

O que eu digo: O novo disco da Beyoncé deu novas cantigas para as jovens poderem fazer figuras de otárias no programa Ídolos pelo Mundo fora. I am... Sasha Fierce está bem cantado e melhor produzido, e os telediscos estão bem realizados e melhor coreografados. Beyoncé é uma Star, e, enquanto for bonita, há-de continuar a ser.

Veredicto: A Beyoncé usa peruca porque tem cabelo de rato. Desde que fiz esta descoberta, nunca mais fui capaz de "olhar" para a sua "música" da mesma maneira...

Teledisco: Single Ladies. Da best video ofál taime! OFÁL TAIMEEEEE!


#5 - Franz Ferdinand: Tonight: Franz Ferdinand

Género: Rock and Roll, baby!

O que o Last.FM diz: "Reportedly unhappy with second album You Could Have It So Much Better, Tonight: Franz Ferdinand saw the band adopt a more dancefloor friendly sound, with tracks 'Ulysses' and 'No You Girls' returning to the jerky pop of early singles 'Take Me Out' and 'This Fire'."

O que eu digo: Os Franz Ferdinand fabricam um Rock competente, dançante, orelhudo, alegre, poderoso, feliz. Tonight: Franz Ferdinand é banda sonora para saída à noite, com extremo sucesso. Apetece brincar às pistas de dança com Ulysses e What She Came For. Destaque para o poder do Baixo neste disco, em especial na Send Him Away. Pena o abuso de brita nalgumas faixas. Lucid Dreams quase parece Kraftwerk e Can't Stop Feeling podia ser dos Blondie. Não era bem isso que se pretendia.

Veredicto: Os Franz Ferdinand deixam-me sempre bem disposto. Como uma pessoa que nos é querida. "Oh, Zé Bítor, partiste o vaso Ming de valor incalculável do Tio com uma paralelo... Não faz mal, o Tio gosta de ti à mesma! Queres dinheiro para ir comprar um Rajá?" Quero com isto dizer que mesmo se os Escoceses fizessem um mau disco eu gostaria deles à mesma. Como Tonight: Franz Ferdinand é um bom disco, estamos todos bem.

Teledisco: Ulysses


#4 - The Prodigy: Invaders Must Die

Género: Tecnho Industrial

O que o Last.FM diz: "Big beat pioneers The Prodigy can boast an almost 20 year career since they emerged from the wilds of Essex in 1990. Since then the band have headlined Glastonbury and Lollapalooza, survived drug addiction and rehab, and continually released commercially successful hard dance music."

O que eu digo: Invaders Must Die não foi bem recebido pela crítica, mas a crítica bem pode ir comer um fumegante disco dos Black Eyed Peas temperado com raspas de Michael Jackson. O novo dos Prodigy é um disco de dança violentamente extrovertido, sempre a abrir durante quase 46 minutos, uma mini-rave da qual toda a gente não só está convidada como é esperada à porta. Dave Grohl toca bateria em Stand Up e Run With The Wolves e nota-se!

Veredicto: Os Prodigy proporcionam um magnífico regresso quando já não se dava nada por eles. Ainda bem. Invaders Must Die é excelente e, acima de tudo, pertinente.

Teledisco: Omen


#3 - Lily Allen: It's Not Me, It's You

Género: Pop bem feita

O que o Last.FM diz: "Allen's album generated almost 2 million more scrobbles than The Prodigy's effort, perhaps in part due to the strength of tracks like twee bounce-along 'Not Fair' and 'Fuck You'. The centrepiece though remains 'The Fear', an honest and open track which echoes through the speaker; a little confession that perhaps she's not quite at home in all this."

O que eu digo: Há algo em Lily Allen que me desperta curiosidade. Não a acho especialmente bonita, nem uma grande cantora, mas It's Not Me, It's You tem um charme que me vai conquistando aos pedacinhos. Destaque para Never Gonna Happen e Fuck You.

Veredicto: Gosto, mesmo não sendo a minha onda.

Teledisco: The Fear


#2 - The Killers: Day and Age

Género: Próximos U2/Coldplay

O que o Last.FM diz: "Fronted by the charismatic — sometimes confrontational — Brandon Flowers, the band have done more than attract the kind of trendsetters that program TV soundtracks: they've charmed the world."

O que eu digo: Day & Age quer ser tudo e acaba por ser apenas Rock a pedir para ser tocado em estádios de Futebol. Pelos vistos muita gente gosta.

Veredicto: O primeiro disco era melhor que bom. O segundo desiludiu. O terceiro é mau. Uma pena, tanto potencial desperdiçado...

Teledisco: Human. O refrão mais idiota da década.


#1 - Lady Gaga: The Fame

Género: Dance Pop

O que o Last.Fm diz: "A fully-formed star from the off, Lady GaGa brought electro, hip-hop, pop, dance and a little dash of rock to the party, a lively cocktail that proved tough to shake on radio stations, TV shows, soundtracks... pretty much anywhere with a speaker actually."

O que eu digo: Ela dança, ela canta, ela beija tudo o que tiver boca, ela choca com as roupas, ela choca com o penteado, ela dança com muletas, ela tem uma cara de Poker. Ela é a sensação Pop do momento. Tem todo o mérito do mundo no que faz, e merece toda a atenção que lhe é dirigida. Não gosto nem um bocadinho da música dela.

Veredicto: Tão vaca como as outras, mas esta eu cá não ordenhava! Porque tem pilinha...

Teledisco: Poker Face. Versão Eric Cartman.





E assim chegamos ao final da lista dos discos mais escutados pelo público do Last.FM. Alguma porcaria, algumas agradáveis surpresas, alguma música boa. Um pouco de tudo. Uma experiência positiva, como todas deveriam ser, tirando delas o devido proveito. Não sei se terei coragem de repetir.

Regressem amanhã, onde farei um resumo do que realmente interessa nesta lista e deixarei no final sugestões auditivas de discos que, não fazendo parte da contagem, deveriam, na minha redutora e limitada opinião, ter sido incluídos por terem mais a ver com os meus dúbios gostos musicais. Até amanhã, à mesma hora!

16.12.09

Tudo o que interessa saber sobre os Estados Unidos, capitulo XVIII: Louisiana

Louisiana, o Estado Pelicano

Capital: Baton Rouge

Animal: Urso pardo do Louisiana (Ursos arctos)

Lei idiota: Urinar para o reservatório de água local poderá equivaler a uma pena de 20 anos de cadeia

Banda: Neutral Milk Hotel (MP3: In The Aeroplane Over the Sea)

Miss Louisiana: Lacey Minchew

15.12.09

Carta de David Bowie

Encontrei esta carta, escrita por David Bowie em 1967, e tinha absolutamente que partilhar! Cliquem em cima da imagem para maximizar. Dedicada a todas as pessoas que alguma vez foram fãs de alguma coisa!



14.12.09

Os Melhores Discos de 2009, segundo o Last.FM, parte III

Analisar a lista dos discos mais ouvidos pelo público do Last.FM está a revelar-se uma tarefa muito menos agradável do que imaginaria de início. Se nas duas partes anteriores da lista encontrei música nova que não só desconhecia como me caíu no goto, nesta parte vejo-me forçado a confrontar alguns dos meus ódios de estimação... Será que vou começar a cortar os pulsos e a escrever poesia gótica ao som de Emo? Ou colocarei o meu chapéu de vaqueiro e vou montar toiros com Country nos headphones? Mudarei de opinião em relação à Pop pastilha-elástica? Tranformar-me-ei num ser humano melhor? Descubram comigo!



#20 - La Roux: La Roux

Género: Synthpop com toques de Electro

O que o Last.FM diz: "Frontwoman Elly Jackson became an ice-queen pin-up and has been touted as the inheritor to Annie Lennox's cold crown, embracing androgynous pop while appearing on billboards and posters throughout Europe."

O que eu digo: O cabelo da vocalista é irritante. A música tresanda a anos 80. Abstraindo-nos destes dois factos, a música dos La Roux é até bastante interessante,dançável e divertida. I'm Not Your Toy parece fazer parte da banda sonora do Super Mario, o que é bom. Quicksand traz-me Le Tigre à memória. Também é bom. Bulletproof vicia à terceira audição.

Veredicto: É bom é, como o Boca Doce. Se os rivais directos são Florence + The Machine e Bat For Lashes, La Roux ganha com distinção e louvores.

Teledisco: Bulletproof


#19 - Placebo: Battle For The Sun

Género: Rock

O que o Last.FM diz: "When Placebo formed in 1994 they probably never expected to be the chart bothering heroes of Brit-rock they are now. The London-based band are a perennial favourite in festival line-ups, and have stretched way beyond their initial black-clad, eyeliner-smeared alternative fanbase."

O que eu digo: Gostei imenso dos primeiros dois discos dos Placebo, odiei o terceiro, e os restantes desiludiram e foram arrefecendo o meu entusiasmo. Surpreendeu-me ver este Battle For The Sun na lista do mais escutados, por sinal. Fui de ouvido desconfiado... O Tema-Título é muito bom! For What It's Worth também. Devil in The Details arrebatou-me! Caraças, cada música é melhor que a anterior! O disco é todo ele excelente! O Rock dos Placebo está poderoso, épico, com uma urgência desesperante, como se a vida lhes escorresse por entre os dedos, como se da sua música viesse a sua energia vital. Grande disco!

Veredicto: Os Placebo fizeram desta feita um disco sólido, poderoso, diferente do que vinham oferecendo e ainda assim perfeitamente identificável com a banda. Não deverá ser memorável, mas é um novo começo.

Teledisco: Bright Lights


#18 - Kelly Clarkson: All I Ever Wanted


Género: Pop

O que o Last.FM diz: "Hard to believe that it's been seven years since Kelly Clarkson won the first series of American Idol in 2002. Following the troubled release of My December - which resulted in the Texas-born singer parting ways with her label and her management - Clarkson produced a relatively jagged record, falling back on synths and drum machines rather than the rockier sound with which she had found success."

O que eu digo: Ganhou os Ídolos da América. Horas de Photoshop e baldes de maquilhagem não conseguem disfarçar que fisicamente esta menina não tem um pingo de interesse. Mas a máquina bem tenta fazê-la passar por febra. Razão mais que suficiente para desacreditar todo o potencial vocal que possa ter.

Veredicto: Tem umas cantigas interessantes com prazo de vaildade muito curto, tal como as outras artistas iguais a ela. Produção em série.

Teledisco: My Life Would Suck Without You


#17 - Paramore: Brand New Eyes

Género: Banda sonora para jogos de Baseball entre vampiros e lobisomens

O que o Last.FM diz: "In fact, it's almost impossible to mention Paramore without mentioning Twilight. Part of the band's reach is down to the film franchise, for which they've appeared prominently on both soundtracks."

O que eu digo: Basta terem ganho fama por fazerem parte da banda sonora do Crepúsculo para fugir deles como o diabo da cruz.

Veredicto: Não me dei ao trabalho de ouvir.

Teledisco: Têm muitos, daqueles com cenas de filmes pelo meio. Mas, em vez disso, deixo aqui algo com mais valor: o Trailer do Blade, o meu Mata-Vampiros favorito!


#16 - Phoenix: Wolfgang Amadeus Phoenix

Género: Rock Alternativo

O que o Last.FM diz: "The hottest band in continental Europe — in fact, the most popular artist in the Best of 2009 that doesn't hail from North America or the U.K. — French indie rockers Phoenix have been releasing consistently charming and infectious indie-pop since 2000's United. Hailing from Versailles, and spawned from the same culture that brought the world Daft Punk and Air, the band bring precise, playful electronics to a world dominated by serious men in skinny jeans. With a much-adoring fanbase and boosted by the release of Wolfgang Amadeus Phoenix, this year the four piece are on the cusp of stardom."

O que eu digo: Eu digo que Wolfgang Amadeus Phoenix é o ponto alto de uma carreira ascendente. Os Franceses mostram aqui um Rock directo e divertido. Desde a saltitante Liztomania à inventiva Armistice, passando pela espacial Fences e pela instrincada dupla Love Like a Sunset, sem esquecer a urgência de Lasso, ouvir Wolfang Amadeus Mozart é uma excelente maneira de passar o tempo durante pouco mais de meia hora. Um disco excelente! Nada mau para uma banda formada para servir de suporte dos Air.

Veredicto: Se os Phoenix não surgissem nesta lista ficaria muito chateado. Para mim, Wolfgang Amadeus Phoenix é disco do ano!

Teledisco: Liztomania


#15 - Black Eyed Peas: The E.N.D.

Género: Merda

O que o Last.FM diz: "Hailing from Los Angeles, Black Eyed Peas have been around for a little over a decade. They seem to have been a band with two sounds; their debut and sophomore albums (Behind the Front and Bridging The Gap) were backpack rap classics, at once combative and urgent. In 2003 the group were joined by Fergie, made an abrupt dash towards the firing lines of pop music with 'Where is The Love?', and became a worldwide smash hit. Apparently overnight, Black Eyed Peas were transformed into MTV stallwarts."

O que eu digo: O meu cromo preferido é o Cara-de-Solha, aquele do cabelo comprido que tem a boca implantada na vertical, no meio da bochecha esquerda... O quê? Estes não são os X-Men? Se não são mutantes, então porque é que são tão feios?

Veredicto: Buuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu! Mau como as cobras!

Teledisco: Têm muitos, mas prefiro colocar o link da notícia de quando o vocalista destes coisos arreou nos cornos da bicha louca Perez Hilton.


#14 - Muse: The Resistance

Género: Rock Sinfónico

O que o Last.FM diz: "Muse remain one of the startling successes of British Pop music; a three-piece that once appeared to be little more than Radiohead-aping miserablists have since evolved into glam-evoking prog-rock stadium legends. "

O que eu digo: Neste caso, vou fazer minhas as palavras de alguém mais sexy que eu: "A sensação que tenho é que os Muse resolveram pegar no requentado do que já fizeram, atiraram para lá Queen, R&B e música clássica, para soar menos abandalhado e cá vai alho.
Dá vontade de lhes dizer: acordem do coma cerebral e criativo e voltem a fazer música, se nos fazem esse favor."

Veredicto: As primeiras músicas papam-se, mas depois The Resistance transforma-se num disco dos Queen.

Teledisco: Uprising


#13 - Taylor Swift: Fearless

Género: Country

O que o Last.FM diz: "Formerly a MySpace sensation, Taylor Swift has been making music for years, distributing demos throughout her teens and waiting for the right conditions to record her brand of country. An accomplished songwriter, she has balanced the genre's ticks and limitations with a pop sensibility. Her music has a high-gloss charm that avoids the aggressively sexual pop of her rivals for a sweeter, more heartfelt approach to life and love."

O que eu digo: Inspira-me simpatia por não vender a sua música através de decotes e mini-saias.

Veredicto: Não gosto de Country. Se gostasse, escutava Taylor Swift sem dúvida.

Teledisco:Para quê vermos um teledisco da Taylor Swift, quando podemos observar com agrado o momento exacto em que Kanye West arruina finalmente a sua carreira? Muito mais prazenteiro, não?


#12 - Fall Out Boy: Follie à Deux

Género: Emo

O que o Last.FM diz: "Following the flop viral campaign Fall Out Boy's Pete Wentz initiated last year (Citizens For Our Betterment) Folie à Deux was released in December 2008, featuring appearances by Pharrell, Panic! at the Disco and Debbie Harry. It was a critical success, and landed the band a slot on blink-182's reunion tour line-up as well as several hundred thousand scrobbles."

O que eu digo: Primeiro que tudo, uma chamada de atenção para a capa de Folie à Deux. Excelente trabalho de Luke Chueh (passem pelo site dele para mais disto). Já a música, essa deixa muito a desejar. Nalgumas canções, os Fall Out Boy fazem lembrar os Killers. Noutras, fazem lembrar os Green Day actuais. No meio disto tudo há simpatia, humor e boa vontade. Talento é que nicles batatóide.

Veredicto: Gostava de poder gostar disto, mas não dá.

Teledisco: Headfirst Slide into Cooperstown on a Bad Bet


#21 - Britney Spears: Circus

Género: A sério? Britney Spears aqui? Estão-me a gozar?

O que o Last.Fm diz: "One of the most powerful women in pop, Britney Spears launched her comeback campaign late in 2008 with the release of Circus, continuing the trail with covershoots, hit singles and the all-conquering world tour. The Mississippi native played 97 dates to almost one million people, and took more than $83,000,000 at the box office."

O que eu digo: Tenho uma vaca leiteeeeeeira, não é uma vaca qualquer! Dá leite e manteiga, que vaca tão meiga, Talin, Talão, Talin Talão!

Veredicto: MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU! Talin, Talão!

Teledisco: Womanaiza womanaiza yô a womanaiza woamanaiza beibi







Porque é que me dei ao trabalho de fazer esta análise, caramba? Onde é que eu estava com a cabeça? Eu, que me gabo de elevado poder de encaixe... Valha-me as descobertas e as boas surpresas que tenho tido, mas pelas quais tenho penado com muito lixo auditivo... Arrependo-me ligeiramente de me ter metido nisto, mas agora vou levar a análise destes discos até ao final, que feio, feio é deixar uma lista a meio. Já tive de gramar com Nickelback e Black Eyed Peas, que mais me faltará? Temo pela resposta...

11.12.09

5 concertos em 2009

Foi um ano bem bonito em termos de concertos, este 2009! Apanhei conjuntos e agrupamentos musicais sobejamente catitas, que debitaram cá para fora cantigas carregadas de garbo e que encheram a minha alma de felicidade! Aqui fica uma amostra dos cinco concertos que mais me marcaram. As fotos e imagens foram roubadas à cara podre pela internet fora, com os créditos mantidos nas mesmas, excepto na referente ao Festival MED, que está aqui para mostrar que eu também tenho jeitinho para a coisa:

26 de Abril: Foge Foge Bandido @ CCC



Uma oportunidade de ouro, grátis, para se ver um dos grandes cantautores do nosso País, numa sala digna (o Centro de Congressos das Caldas da Rainha, ainda a cheirar a novo). Uma amiga que partilhou comigo este concerto, desconhecendo a totalidade da obra de Manel Cruz nos Ornatos Violeta e Pluto, saiu no final do concerto nas nuvens, apelidando a experiência de "terapêutica". Foi grande!

27 de Junho: Siba e a Fuloresta @ Festival MED



Num outro blog que não este, escrevi sobre este concerto: "Samba e Forró com trompetes, tubas, clarinetes e velhos conservados em formol a tocar pandeiro e a desafinar, tudo conduzido por uma personagem totalmente Chico-Buarquiana, o tal de Siba. Um dia, quando for homenzinho, quero ter um chapéu e um bigode igual ao dele. A interacção com o público foi demais, chegando ao ponto de virem todos participar na festa para o meio da audiência. Um concerto muito especial, o meu preferido de todo o MED."

O que quer dizer muito num Festival com grande cartaz para quem é fã da "cena étnica". Rivalizar com Buena Vista Social Club e o esforço conjunto do grande Rabih Abou-Khalil com o fadista Ricardo Ribeiro não é tarefa fácil.

11 de Julho: Los Campesinos! @ Optimus Alive 2009



Sacanas dos putos, abafaram o Alive no único dia que tive oportunidade (e vontade) de ir. Concerto carregadinho de momentos. Alecks a chorar quando alguém do público lhe ofereceu o vinil de Crooked Rain, Crooked Rain Slanted & Enchanted dos Pavement (como presente de despedida, pois a menina que canta vai sair da banda para cursar medicina). As latinhas de Super Bock abertas teatralmente a cada paragem de Death to Los Campesinos! (a música do anuncio, para quem não conhece). Gareth empoleirado nas colunas em Sweet Dreams, Sweet Cheeks. Gareth, Neil e Ollie a fazer crowd surf! Mosh do bom! Alegria! Festa! Paguei 50 € só para ver Los Campesinos! Voltaria a fazê-lo sem reservas!

5 de Agosto: Faith No More @ Sudoeste



Gostava de Faith No More nos meus anos de catraio, sem exageros nem fanatismos. Continuei a seguir a carreira de Mike Patton com atenção após o final da banda. Olhei esta reunião com desconfiança. Mas acedi aos meus instintos e desloquei-me à Herdade da Casa Branca para os ver. E o que tenho a dizer é UAU! Isto sim, foi um concerto a sério, carregado de humor de gosto dúbio, destreza e garra. Entre os êxitos (Epic, Ashes to Ashes, Evidence) e as covers (Reunited, Easy, I Started a Joke), destaque para a brutalidade de Caffeine, Cuckoo For Caca e Be Agressive! Paguei 40 € só para os ver! Diria que teriam sido 40 € bem gastos, não tivesse encontrado mais tarde na mesma noite uma notinha de 50 €. Assim, digo que foram 10 € bem poupados...

4 de Novembro: Kings of Convenience @ Coliseu dos Recreios



No primeiro concerto que tive oportunidade de ver sentado no Coliseu de Lisboa, os Noruegueses tiveram a virtude de conseguir reduzir dois dos nossos muy irritantes hábitos latinos ao mínimo essencial: conseguiram, através do humor, que as habituais palminhas descompassadas que poluem os concertos em Portugal fossem substituídas por estalares de dedos, menos ruidosos e consequentemente com menos tempo de vida que o Tuga gosta é de se ouvir a fazer barulho, e fizeram respeitar ao máximo o pedido de não lhes serem tiradas fotos a não ser na altura devida (onde fizeram as caretas e o show-off apresentado acima). Compreende-se que qualquer flash é altamente distractivo num concerto que se quer intimista, e o que interessa no fundo são as memórias com que se sai da sala de espectáculos.

E falando de memórias, os Kings of Convenience apresentaram um espectáculo irrepreensível, misturando clássicos como Misread, Toxic Girl e I Rather Dance With You (com transformação de palco em discoteca invadida por parte da lotação esgotada da sala) com novas malhas como Mrs. Cold e a magnífica Boat Behind. Eirik Glambek Bøe, o tímido, foi muitíssimo comunicativo e cantou Corcovado em bom Português. Erlend Øye, o cenourinha, passeou-se pelo público, fez a sua dança pernalta e ainda tocou saxofone vocal. Um concerto muito quentinho e acolhedor.

8.12.09

Videojogos: Monkey Island

Em 1990, a principal preocupação da criançada era saber quantos jogos cabiam numa disquete (de alta densidade, que de baixa era coisa de anos 80). A troca de software era tão comum e a informação sobre pirataria tão escassa, que um pré-adolescente como eu poderia pensar que os jogos de computador haviam sido criados para serem distribuídos de mão em mão (há tempos descobri num site de Abandonware Francês uma versão do clássico Civilization com Savegames meus e dos amigos do meu irmão). A minha percepção mudou quando vi à venda um jogo chamado The Secret of Monkey Island. Comprei-o mais por curiosidade de ter um jogo pelo qual tivesse pago dinheiro verdadeiro do que por outro motivo. Duas coisas saltaram logo à vista: Primeiro, este jogo ocupava duas disquetes (uau)! Segundo, isto não tinha nada a ver com o que eu considerava um jogo de computador a sério! Não tinha tiros nem espadas nem corridas. Tinha sim muita conversa e um sistema "recolhe o objecto X para colocar no local Y", e estava tudo em Inglês. Assim, como o acesso aos jogos de computador era escasso apesar do sistema de troca por troca implementado com bastante sucesso, não tive outro remédio senão dedicar-me àquele jogo com afinco. E agradeço ainda hoje por isso. Por ter aguçado o meu gosto pela aprendizagem de línguas estrangeiras, e pela experiência de viver em primeira mão o jogo mais imaginativo e divertido que alguma vez tive oportunidade de jogar. Passou a ser o meu jogo de computador preferido na altura, e olhando para trás, ainda mantém esse título com distinção.



O jogo narra a história de Guybrush Treepwood, que se desloca a Melée Island com o objectivo de se tornar num estimado pirata. Para atingir esse fim, terá de passar por 3 desafios com distinção: derrotar o mestre espadachim da ilha num duelo de insultos onde ganha quem tiver a língua mais afiada("- Lutas como um leiteiro! - Que apropriado, tu lutas como uma vaca") , descobrir um tesouro escondido (recompensa: T-Shirt 100% algodão com a inscrição "Eu descobri o tesouro de Melée Island") e roubar um ídolo de ouro da casa da Governadora. Só que o pequeno aspirante a pirata não contava que a governadora, Elaine Marley, fosse a pétala mais airosa das Caraíbas. Mais, além de se apaixonar perdidamente pela formosa governadora, Guybrush tem ainda que se defender dos ataques do terrível pirata fantasma LeChuck, pretendente ao coração de Marley que pega fogo às suas barbas como hobby.

Mais capítulos se seguiram. Monkey Island 2: Le Chuck's Revenge era enorme e insano, The Curse of Monkey Island era colorido e pela primeira vez as personagens tinham voz, Escape From Monkey Island passou a série para 3D, mas faltou-lhe um argumento ao nível dos jogos anteriores, levando ao adormecimento das aventuras de Guybrush Treepwood.

No entanto, em 2009, a franchise renasceu com novo vigor, desta feita em formato "episódio". Guybrush e companhia regressam com toda a força em Tales of Monkey Island!



Tales of Monkey Island é um jogo dividido numa série de 5 episódios, sendo que o episódio final, Rise of the Pirate God, sai hoje mesmo para o mercado. Nesta nova série, Guybrush consegue finalmente destruir a maldição que paira sobre o seu arqui-inimigo, o Pirata Zombie Fantasma Morto-Vivo LeChuck. O problema é que esse mesmo mal é libertado pelas Caraíbas, infectando a totalidade da população pirata da região. Acossado por uma caçadora de tesouros e por um médico Francês que acredita que a maldição de LeChuck esconde o segredo para a vida eterna, Guybrush procura a lendária La Esponja Grande, um objecto mitológico capaz de libertar a região de todo o Voodoo com as suas propriedades esfoliantes.

Tales of Monkey Island conta com o aval do criador da série Ron Gilbert, o que atesta a qualidade da série. Não será exagero dizer que esta nova série de aventuras é a melhor desde o jogo original. O humor está mais apurado que nunca, o argumento é forte, com novas personagens interessantes e antigas personagens frescas, e cada episódio termina com um cliffhanger que nos deixa a salivar pelo próximo. Jogar Tales of Monkey Island é quase como ver uma boa série de televisão. E, boas notícias, a segunda série já está na calha.

Mas enquanto isso não acontece, podem passar no site da Telltale Games e descarregar as Demos jogáveis (ou adquirir o jogo inteiro), clicando aqui.

Alegria das alegrias, o jogo original foi alvo de um remake. Para além de novo grafismo e motor de jogo, The Secret of Monkey Island conta agora com prestações vocais e uma banda sonora retocada. Excelente porta de entrada para novas gerações de jogadores. O site de Secret of Monkey Island: Special Edition está aqui. Inclui uma simulação da luta de insultos!