15.6.10

We've come a long way, baby!

Depois de ter mudado um pouco o aspecto do Contraculturalmente graças ao prático novo sistema de templates, completamente costumizável e tão intuitivo que até uma criança de 6 anos consegue criar um blog bonitinho, descobri agora um conjunto de pequenas funcionalidades que muito me agradam. Entre essas funcionalidades deparei-me com a hipótese de importação de outros blogues.

Portanto, e para memória futura, resolvi importar a totalidade do conteúdo da antiga morada do Contraculturalmente para aqui, comentários e tudo. Como a morada antiga já apontava para esta de qualquer maneira através de marosca, agora com os comentários todos e tudo o mais até faz de conta que nunca me deu a pancada de terminar isto durante 10 meses! Estou em processo de limpezas ainda (já tinha importado à mão parte dos posts e há muito link morto para cuidar), por isso brevemente estará cá tudo como se nada se tivesse passado. Poderá não interessar muito para a maioria das pessoas, mas para mim faz toda a diferença, sinto que quando limpar esta confusão fico com a casa inteira novamente, e isso é importante para mim.

E é nesse processo de edição que reparo no longo caminho percorrido ao longo dos anos. Nos meus primeiros posts reparo que tinha de alojar as imagens algures na internet e as quebras de parágrafo tinham de ser feitas com código HTML, não havia corrector ortográfico pelo que se tinham de ler os posts 3 e 4 vezes antes de os publicar para não irem com erros (e muitas vezes iam à mesma!) entre outros pequenos detalhes que o tempo se encarregou de limpar da memória. Hoje em dia até se pode ir ao Blogger através de um telemóvel, mas inicialmente os templates eram literalmente feitos à mão e um bloguista tinha que saber o mínimo de computadores para conseguir fazer alguma coisa decente.

Edit: Entre as minhas explorações quase arqueológicas na recuperação dos posts, tenho descoberto coisas interessantes. Descobri por exemplo uma compilação que fiz para celebrar o primeiro aniversário do blog. Está datada, claro, mas é um documento interessante daquele período de tempo. De modo que resolvi limpar-lhe o pó e colocá-la aqui para download.



Curiosa foi também a descoberta de uma compilação que fiz para celebrar o segundo aniversário, mas que nunca cheguei a publicar. Se bem me lembro, na altura achei que não havia grande coisa para celebrar porque o blog estava a perder o gás e estava a pensar em terminá-lo (e terminei mesmo mas depois tive saudades dele). Além disso a minha vida não estava a correr muito bem, celebrar o que quer que fosse era de mau gosto. Mas isso já lá vai, e a compilação foi feita mas ficou perdida no limbo das pastas de MP3 do meu PC, até hoje.




Espero que gostem. Se calhar ainda faço mais 3 compilações, para os anos que faltam, vamos lá ver...

Edit 2: A arrumação está praticamente concluída. Muito post foi trazido para esta nova morada. Quem quiser muito entreter-se nas alturas em que eu não esteja com as antenas apontadas para aqui, procure a tag sortido, onde poderá encontrar muitos dos novos velhos posts restaurados.

14.6.10

Videojogos: Paradise Café

Tempo de regressar ao passado e revisitar aquele que muito provavelmente será o primeiro jogo de computador Português, o mítico Paradise Café!



Editado em 1985 pela enigmática Damatta, Paradise Café era um jogo para o computador que mais sucesso granjeou nos anos 80, o ZX Spectrum.

O jogo era simples: encarnando um estiloso rapagão, deambulávamos por um corredor vermelho sempre igual, de porta em porta, interagindo com as personagens que nos iam aparecendo. O rapagão insistia em olhar em frente, sempre em frente, olhando tudo e todos de soslaio.

(A isto se chama torcicolo)


Uma das portas dava entrada ao Paradise Café. Neste local, podíamos comprar droga (sem qualquer utilidade), armas (de importância fundamental para o jogo) e rebentar dinheiro em bebida. Tudo isto em escudos, lembram-se deles?

(Queres comprar boi?? BOI??? Adoro o calão dos 80's!)


A única maneira de ganhar dinheiro consistia em assaltar velhotas, acto só possível com o auxílio da pistola. Tínhamos duas hipóteses, o roubo ou a violação. Quase sempre, a escolha recaía na segunda opção.

(A isso se chama rebarba de adolescente. Até avózinhas marchavam!)


Volta e meia surgia um rapaz armado em ninja. Este jovem ou nos assaltava ou nos pedia lume. Se nos assaltasse, ficávamos sem documentos e seriamos presos pela polícia mais tarde ou mais cedo. A única opção era disparar primeiro e fazer perguntas depois.

(Fumar mata!)


A polícia, como mencionado anteriormente, era o nosso bilhete para o ecrã de GAME OVER. Se fossemos assaltados, acabávamos na cadeia, afagando a cobra zarolha (literalmente). Assim, se matássemos o ladrão ninja de cada vez que o víssemos, o jogo durava e durava e durava e durava...

(A isto se chama cordialidade!)


Mas a principal atracção de Paradise Café era a puta. Vestida de roxo, com uma longa cabeleira, a puta convidava-nos lascivamente para entrar em seus aposentos. Se não entrássemos, chamava-nos maricas. E isso, nos anos 80, nunca!

(Curiosamente, a dor no pescoço passava sempre nesta altura...)


Dentro na cama, sob o olhar atento de NSJC num crucifixo, e já com um corte de cabelo mais modesto, a menina indagava-nos sobre as nossas preferências. Três hipóteses, oral, anal e vaginal. Os preços variam entre os 1000$00 e os 3000$00. Ao que a inflação chegou nos dias de hoje!

(A isto se chama pregadeira de peito.)


E se não tivéssemos dinheiro para pagar os serviços, a puta chamava o famigerado Reinaldo. E o que acontecia aterrorizava a pequenada e ensinava uma linda lição: nunca visitar uma meretriz sem ter pelo menos três contos de reis no bolso.

(A isto se chama empalamento!)


Como jogo de computador, e mesmo para a época, Paradise Café era uma bosta, repetitivo, vazio de objectivos, feio e mal-programado. Mas este jogo foi um sucesso underground que deixou raízes e belas memórias em quem teve a oportunidade de o jogar na altura devida. Convém lembrar que a Internet não existia e o acesso a pornografia consistia numa ou duas cassetes VHS que iam passando de mão em mão. Isto era o que havia. É triste mas é verdade.

11.6.10

Pretty

10.6.10

Cinco reclames de Tokyo Gore Police

Quando ontem mencionei o humor negro de Tokyo Gore Police, olvidei-me de fazer referência aos divertidíssimos anúncios televisivos que volta e meia aparecem pelo filme, exercícios de mau gosto em doses-snack para guardar no bolso e comer a meio da manhã quando dá a larica. Assim sendo, deixo-vos aqui com cinco dos melhores reclames de Tokyo Gore Police.

Reclame #1 e #2: Tokyo Police Corporation

Na boa tradição de auto-paródia em anúncios televisivos (vide Starship Troopers, de Paul "Showgirls" Verhoeven) a força policial de Tokyo apresenta-se nestes dois bem-humorados anúncios. E se o primeiro constitui uma interpretação literal do combate ao crime, já o segundo é um ataque à hipocrisia da censura televisiva nipónica.



Reclame #3: The Japanese Sword of Kohka

A estupidez das televendas é sempre igual, aqui ou no Japão.



Reclame #4: Remote Contorol Exterminate

Até que enfim, um jogo Wii que valha a pena!



Reclame #5: Wrist Cutter G

Este anúncio é tãããããããããããão errado a tantos níveis, mas está tãããããããããããão bem conseguido! A auto-mutilação nunca foi tão divertida! Aposto que isto vendia que nem pãezinhos quentes!

9.6.10

Filmes: Tokyo Gore Police

Este já andava a ganhar pó no meu disco rígido, mas finalmente reuni a coragem necessária para visionar Tokyo Gore Police, de 2008. E gostei mais do que esperava.



Tokyo Gore Police narra a história de Ruka, uma jovem agente da privatizada polícia da capital nipónica, filha de um activista assassinado por uma espécie de ninja sniper. Ruka é a melhor de toda a força policial, uma máquina de matar completa, mesmo escondendo sérios problemas psicológicos que o falecimento de seu progenitor lhe deixara. A principal ameaça à paz do Japão (e alvo primordial de Ruka) consiste nos auto-intitulados "engenheiros", uma espécie mutante que consegue transformar o seu corpo em armas vivas. Porém, Ruka descobre que o seu destino está muito mais ligado aos "engenheiros" do que alguma vez sonhou, e que nada é o que parece.

O filme prima por um ultra-exagero de violência cartoonesca e um apurado humor negro. Os efeitos especiais e maquilhagem são aterradoramente perversos. O primeiro "engenheiro" que Ruka encontra possui uma motosserra orgânica em vez de braço, e o cérebro do "engenheiro-mor" vem munido de duas pistolas que disparam nacos de carne. E por aí fora, até bater no fundo e escavar um bocadinho mais.

(sim, é uma super-pila-metralhadora-orgânica. E ainda há pior!)


Acrescente-se a isto os hectolitros de sangue que não são mais que autênticas mangueiradas de pressão máxima. De qualquer ferida superficial jorram litradas e litradas de sangue a alta velocidade, o que me leva a concluir que a) os Japoneses são constituídos por 99,5% de globulos vermelhos e b) o prato favorito dos Japoneses só pode ser sal grosso temperado com sal fino, com sal gema a acompanhar.

(Fazer a barba é desporto radical no Japão)

No meio de toda esta selvajaria existe um enredo que, pasme-se, é extremamente apelativo e competente. Enquanto os mistérios estão por resolver, Tokyo Gore Police revela-se um thriller policial muito interessante. Mas é, e convém não esquecer, um thriller policial muito interessante com personagens como a mulher-caracol com os olhos espetados, a cadeira vaginal que urina para cima de dançarinos vestidos de latex e a metralhadora que dispara punhos em modo "pirete". É um tipo de "thriller policial muito interessante" especial, apontado às almas apreciadoras de gore e estupidez crónica, e leva o meu carimbo de aprovação .

7.6.10

Efeméride

Carca, Junho de 2005: em crise dos meio-dos-vintes, coração destroçado, habitante do Sul do País, pré-alcoólico, fumador de 2 maços de Lucky Strike diários, apreciador de grelhados com predilecção para a entremeada, pagam-lhe para andar de barco todos os dias a fazer de guia de Natureza, pessoa afável que acredita que todas as pessoas são boas até que lhe provem o contrário.

Gosta de ver, ler e ouvir coisas estranhas.

Carca, Junho de 2010: em crise pré-trintas, coração bem ocupado, habitante do Centro do País, praticamente não bebe, deixou de fumar há muito, vegetariano, pagam-lhe para andar em bairros sociais todos os dias a trocar seringas e conversar com personagens, pessoa reservada que acredita que todas as pessoas são más até que lhe provem o contrário.

Gosta de ver, ler e ouvir coisas estranhas.

Este Blog vai sobrevivendo faz hoje 5 anos. A quem o vai seguindo e aturando os períodos menos férteis, o meu obrigado.

2.6.10

Tudo o que interessa saber sobre os Estados Unidos, capitulo XXII: Michigan

Michigão, o Estado dos Grandes Lagos


Capital: Lansing

Animal: Glutão (Gulo gulo)

Lei idiota: As mulheres só poderão cortar o cabelo com a permissão dos maridos

Artista: Sufjan Stevens (5 lindos MP3 para descarregar aqui)

Miss Michigan
: Lindsey Tycholiz

30.5.10

5 artistas preferidas do Festival Eurovisão 2010

Decorreu ontem há noite mais uma edição do Eurofestival da Canção, certame que já não acompanhava desde o glorioso ano de 2006, quando os Lordi quase cometeram a proeza de assassinar Eládio Clímaco em directo, vítima de múltiplos aneurismas cerebrais e de incredulidade aguda, num dos melhores momentos de humor da história da televisão Portuguesa.

("Como é possível? Estes monstrinhos? Canções tão bonitas e vão ganhar estes monstrinhos? Como é possível! É a vitória do mau gosto! Canções tão bon...COMO É POSSÍVEL?")


A edição de 2010 não foi mázinha. Tivemos uns Muse podres da Turquia, um baladeiro ultra-aborrecido da Bélgica que por pouco não ganhou, um grupo de danças tribais que volta e meia soltava uns gritos da França, uma xaropada intragável de Portugal (daquelas que acham que cantar bem é abanar muito o maxilar quando atingem certas notas), gente que aprendeu a tocar piano na mesma escola que a Britney Spears (ou seja, afastam-se do teclado mas o mesmo continua a tocar) e muita música festivaleira alternando entre o comestível e a palhaçada. Uma pequena maravilha. Ganhou com justiça a Alemanha, a canção era realmente a melhor e a artista teve uma boa interpretação, mesmo não sendo a melhor voz do certame.

Mas o que me impressionou nesta edição foi a qualidade do mulherio escolhido para representar certos países. De tal forma, que apresento as minhas 5 artistas esteticamente mais aprazíveis do Festival Eurovisão 2010!


Eslováquia - Kristina Pelakova



Arménia - Eva Rivas



Ucrânia - Alyosha




Letónia - Aisha



Azerbaijão - Safura




Para o ano há mais de certeza!

18.5.10

Desabafo

Caraças não tenho tempo para isto porra! =(