Porque acordei para aí virado, e porque me lembrei com alguma frustração do tempo em que os Smashing Pumpkins eram bons e como se desgraçaram todos para se tornarem num eco do que um dia foram, apresento as minhas 5 canções preferidas da banda de Billy Corgan, sem nenhuma ordem em especial:
Window Paine
Smashing Pumpkins dos primórdios, como se pode ver pela ausência de pose, pelo desprendimento no vestuário, pelo local do concerto. Música para fazer/adormecer bebés até entrar a distorção, e a partir daí vale tudo. As minhas preferidas desta gente são quase sempre as mais elaboradas.
Rocket
A guitarra, caraças, a guitarra! A partir dos 3 minutos então, abafa!
The Boy
James Iha podia ter cantado mais nos Pumpkins, mas contra o colossal ego de Billy Corgan ninguém se consegue impor. O seu album a solo era simpático, porém fraquinho, e hoje em dia o senhor toca numa banda com o vocalista dos Hanson e sim, é tão maus como soa. The Boy, lado B de 1979, é no entanto uma delícia. Nesse single há outra cantada por Iha, chamada Believe, que é também qualquer coisa de especial...
X.Y.U.
Foi esta performance em particular que me vendeu esta música. Tinha este concerto em VHS, que foi visto até à exaustão, um dos melhores da minha colecção entretanto desaparecida com o final da fita magnética. Os Pumpkins ainda todos juntos mais o teclista que veio a morrer de sobredosagem "medicinal", da era Melancholy. Actuação irrepreensível, improvisação na letra, feedback, dedicatória a Rudi Völler. Maneira perfeita de terminar um concerto.
We Only Come Out At Night
E, para baralhar um pouco as coisas, aqui ficam os Fanfarlo a fazerem uma excelente cover de uma das canções mais bonitas e subvalorizadas dos Pumpkins.
24.6.10
Um minuto da vossa atenção
23.6.10
Tudo o que interessa saber sobre os Estados Unidos, capitulo XXIII: Minnesota
21.6.10
Séries: Green Porno & Seduce Me
Um minuto de atenção para as desarmantes séries online, Green Porno e a sua filha, Seduce Me.

Green Porno e Seduce Me são duas semelhantes séries Online, muito frescas e originais, bastante bizarras mas muito bem conseguidas, ambas criadas, escritas e apresentadas por Isabella Rossellini. Em Green Porno é-nos dado a conhecer os hábitos de vários animais e insectos, com um ênfase especial para os seus hábitos reprodutivos. Em Seduce Me, o enfoque é dado aos rituais de sedução e acasalamento.
As séries são uma forma extremamente inteligente e divertida de ensinar biologia ao público em geral. A informação factual é hilariante quando representada por humanos, os fatos e fantoches feitos de cartolina são muito bonitos e o talento da actriz é inegável, se bem que um pouco perturbador. É delicioso vê-la soltar deliciosas frases como "Without my penis, i would bleed to death", ou "He ejaculates in my wound" vestida de fatos garridos...
A galardoada série encontra-se no site www.sundancechannel.com/greenporno. Os vídeos são pequenitos e grátis. Possuem uma certa dose de experimentalismo que me agrada bastante, ao mesmo tempo que educam e ensinam. Alguns dos episódios (não todos) estão também no youtube. Deixo aqui dois snacks para aguçar o apetite.

Green Porno e Seduce Me são duas semelhantes séries Online, muito frescas e originais, bastante bizarras mas muito bem conseguidas, ambas criadas, escritas e apresentadas por Isabella Rossellini. Em Green Porno é-nos dado a conhecer os hábitos de vários animais e insectos, com um ênfase especial para os seus hábitos reprodutivos. Em Seduce Me, o enfoque é dado aos rituais de sedução e acasalamento.
As séries são uma forma extremamente inteligente e divertida de ensinar biologia ao público em geral. A informação factual é hilariante quando representada por humanos, os fatos e fantoches feitos de cartolina são muito bonitos e o talento da actriz é inegável, se bem que um pouco perturbador. É delicioso vê-la soltar deliciosas frases como "Without my penis, i would bleed to death", ou "He ejaculates in my wound" vestida de fatos garridos...
A galardoada série encontra-se no site www.sundancechannel.com/greenporno. Os vídeos são pequenitos e grátis. Possuem uma certa dose de experimentalismo que me agrada bastante, ao mesmo tempo que educam e ensinam. Alguns dos episódios (não todos) estão também no youtube. Deixo aqui dois snacks para aguçar o apetite.
18.6.10
Filmes: The Yes Men Fix The World
Em 1984, na cidade Indiana de Bhopal, ocorreu um terrível acidente numa fábrica de pesticidas pertencente à Union Carbide India Limited, subsidiária da companhia Americana Union Carbide Corporation, por sua vez subsidiária da gigante empresarial Dow Chemical Corporation. Uma fuga de gaz e tóxinas levou a que 15000 pessoas tivessem falecido e muitos mais ficassem com sequelas para a vida. Vinte e seis anos depois, toneladas de toxinas continuam a poluir o ar e as águas da região, prejudicando a saúde pública e hipotecando o futuro de milhares. As compensações dadas às vítimas foram mínimas.
No vigésimo aniversário do desastre, numa entrevista à BBC seguida por 30 milhões de pessoas, a Dow Chemical Corporation, representada por Jude Finisterra, prometeu não só limpar finalmente a área do derrame mas também compensar os lesados injectando 12 mil milhões de dólares na região.
Um único senão: Jude Finisterra era um impostor, uma personagem criada pelo activista político Andy Bichlbaum. Em 23 minutos, as acções da Dow desceram 4,2%, levando que a empresa perdesse 2 mil milhões de Dólares. Mais, Bichlbaum, mesmo não sendo um legítimo representante da empresa, apresentou uma solução plausível para o problema. Mais, Bichlbaum devolveu as atenções do Mundo para esta questão longínqua e há muito esquecida, humilhando simultaneamente os seus milionários causadores. Mais, as pessoas de Bhopal ficaram agradecidas pela sua tentativa de responsabilizar as corporações responsáveis. Mais, nenhum dos seus actos foi punido judicialmente.

The Yes Men Fix The World (2009) narra este e outros feitos da dupla Bichlbaum/Bonanno, os mentores do movimento The Yes Men, um grupo de activistas políticos que semeiam o caos entre as grandes corporações Americanas com tácticas de guerrilha subversiva. O modus operandi consiste na criação de sites falsos semelhantes aos das corporações visadas e fazendo-se passar por porta-vozes, e esperar, quais pescadores pacientes, que os media os contactem e assim disseminar toda a espécie de boatos e assumindo medidas que não só prejudiquem as empresas como melhorem a qualidade de vida dos que por elas são oprimidos.
Um documentário simples, com apuradíssimo humor, com uma abordagem distinta da irritante manipulação de discursos de Michael Moore, The Yes Men Fix The World é um documento de guerrilha urbana moderna muito eficaz e inspirador. Vandalismo artístico!
E para mais informações sobre o movimento, consultem theyesmen.org. E se quiserem entrar na brincadeira, um guia cheio de dicas está aqui.
No vigésimo aniversário do desastre, numa entrevista à BBC seguida por 30 milhões de pessoas, a Dow Chemical Corporation, representada por Jude Finisterra, prometeu não só limpar finalmente a área do derrame mas também compensar os lesados injectando 12 mil milhões de dólares na região.
Um único senão: Jude Finisterra era um impostor, uma personagem criada pelo activista político Andy Bichlbaum. Em 23 minutos, as acções da Dow desceram 4,2%, levando que a empresa perdesse 2 mil milhões de Dólares. Mais, Bichlbaum, mesmo não sendo um legítimo representante da empresa, apresentou uma solução plausível para o problema. Mais, Bichlbaum devolveu as atenções do Mundo para esta questão longínqua e há muito esquecida, humilhando simultaneamente os seus milionários causadores. Mais, as pessoas de Bhopal ficaram agradecidas pela sua tentativa de responsabilizar as corporações responsáveis. Mais, nenhum dos seus actos foi punido judicialmente.

The Yes Men Fix The World (2009) narra este e outros feitos da dupla Bichlbaum/Bonanno, os mentores do movimento The Yes Men, um grupo de activistas políticos que semeiam o caos entre as grandes corporações Americanas com tácticas de guerrilha subversiva. O modus operandi consiste na criação de sites falsos semelhantes aos das corporações visadas e fazendo-se passar por porta-vozes, e esperar, quais pescadores pacientes, que os media os contactem e assim disseminar toda a espécie de boatos e assumindo medidas que não só prejudiquem as empresas como melhorem a qualidade de vida dos que por elas são oprimidos.
Um documentário simples, com apuradíssimo humor, com uma abordagem distinta da irritante manipulação de discursos de Michael Moore, The Yes Men Fix The World é um documento de guerrilha urbana moderna muito eficaz e inspirador. Vandalismo artístico!
E para mais informações sobre o movimento, consultem theyesmen.org. E se quiserem entrar na brincadeira, um guia cheio de dicas está aqui.
15.6.10
We've come a long way, baby!
Depois de ter mudado um pouco o aspecto do Contraculturalmente graças ao prático novo sistema de templates, completamente costumizável e tão intuitivo que até uma criança de 6 anos consegue criar um blog bonitinho, descobri agora um conjunto de pequenas funcionalidades que muito me agradam. Entre essas funcionalidades deparei-me com a hipótese de importação de outros blogues.
Portanto, e para memória futura, resolvi importar a totalidade do conteúdo da antiga morada do Contraculturalmente para aqui, comentários e tudo. Como a morada antiga já apontava para esta de qualquer maneira através de marosca, agora com os comentários todos e tudo o mais até faz de conta que nunca me deu a pancada de terminar isto durante 10 meses! Estou em processo de limpezas ainda (já tinha importado à mão parte dos posts e há muito link morto para cuidar), por isso brevemente estará cá tudo como se nada se tivesse passado. Poderá não interessar muito para a maioria das pessoas, mas para mim faz toda a diferença, sinto que quando limpar esta confusão fico com a casa inteira novamente, e isso é importante para mim.
E é nesse processo de edição que reparo no longo caminho percorrido ao longo dos anos. Nos meus primeiros posts reparo que tinha de alojar as imagens algures na internet e as quebras de parágrafo tinham de ser feitas com código HTML, não havia corrector ortográfico pelo que se tinham de ler os posts 3 e 4 vezes antes de os publicar para não irem com erros (e muitas vezes iam à mesma!) entre outros pequenos detalhes que o tempo se encarregou de limpar da memória. Hoje em dia até se pode ir ao Blogger através de um telemóvel, mas inicialmente os templates eram literalmente feitos à mão e um bloguista tinha que saber o mínimo de computadores para conseguir fazer alguma coisa decente.
Edit: Entre as minhas explorações quase arqueológicas na recuperação dos posts, tenho descoberto coisas interessantes. Descobri por exemplo uma compilação que fiz para celebrar o primeiro aniversário do blog. Está datada, claro, mas é um documento interessante daquele período de tempo. De modo que resolvi limpar-lhe o pó e colocá-la aqui para download.
Curiosa foi também a descoberta de uma compilação que fiz para celebrar o segundo aniversário, mas que nunca cheguei a publicar. Se bem me lembro, na altura achei que não havia grande coisa para celebrar porque o blog estava a perder o gás e estava a pensar em terminá-lo (e terminei mesmo mas depois tive saudades dele). Além disso a minha vida não estava a correr muito bem, celebrar o que quer que fosse era de mau gosto. Mas isso já lá vai, e a compilação foi feita mas ficou perdida no limbo das pastas de MP3 do meu PC, até hoje.

Espero que gostem. Se calhar ainda faço mais 3 compilações, para os anos que faltam, vamos lá ver...
Edit 2: A arrumação está praticamente concluída. Muito post foi trazido para esta nova morada. Quem quiser muito entreter-se nas alturas em que eu não esteja com as antenas apontadas para aqui, procure a tag sortido, onde poderá encontrar muitos dos novos velhos posts restaurados.
Portanto, e para memória futura, resolvi importar a totalidade do conteúdo da antiga morada do Contraculturalmente para aqui, comentários e tudo. Como a morada antiga já apontava para esta de qualquer maneira através de marosca, agora com os comentários todos e tudo o mais até faz de conta que nunca me deu a pancada de terminar isto durante 10 meses! Estou em processo de limpezas ainda (já tinha importado à mão parte dos posts e há muito link morto para cuidar), por isso brevemente estará cá tudo como se nada se tivesse passado. Poderá não interessar muito para a maioria das pessoas, mas para mim faz toda a diferença, sinto que quando limpar esta confusão fico com a casa inteira novamente, e isso é importante para mim.
E é nesse processo de edição que reparo no longo caminho percorrido ao longo dos anos. Nos meus primeiros posts reparo que tinha de alojar as imagens algures na internet e as quebras de parágrafo tinham de ser feitas com código HTML, não havia corrector ortográfico pelo que se tinham de ler os posts 3 e 4 vezes antes de os publicar para não irem com erros (e muitas vezes iam à mesma!) entre outros pequenos detalhes que o tempo se encarregou de limpar da memória. Hoje em dia até se pode ir ao Blogger através de um telemóvel, mas inicialmente os templates eram literalmente feitos à mão e um bloguista tinha que saber o mínimo de computadores para conseguir fazer alguma coisa decente.
Edit: Entre as minhas explorações quase arqueológicas na recuperação dos posts, tenho descoberto coisas interessantes. Descobri por exemplo uma compilação que fiz para celebrar o primeiro aniversário do blog. Está datada, claro, mas é um documento interessante daquele período de tempo. De modo que resolvi limpar-lhe o pó e colocá-la aqui para download.
Curiosa foi também a descoberta de uma compilação que fiz para celebrar o segundo aniversário, mas que nunca cheguei a publicar. Se bem me lembro, na altura achei que não havia grande coisa para celebrar porque o blog estava a perder o gás e estava a pensar em terminá-lo (e terminei mesmo mas depois tive saudades dele). Além disso a minha vida não estava a correr muito bem, celebrar o que quer que fosse era de mau gosto. Mas isso já lá vai, e a compilação foi feita mas ficou perdida no limbo das pastas de MP3 do meu PC, até hoje.

Espero que gostem. Se calhar ainda faço mais 3 compilações, para os anos que faltam, vamos lá ver...
Edit 2: A arrumação está praticamente concluída. Muito post foi trazido para esta nova morada. Quem quiser muito entreter-se nas alturas em que eu não esteja com as antenas apontadas para aqui, procure a tag sortido, onde poderá encontrar muitos dos novos velhos posts restaurados.
14.6.10
Videojogos: Paradise Café
Tempo de regressar ao passado e revisitar aquele que muito provavelmente será o primeiro jogo de computador Português, o mítico Paradise Café!

Editado em 1985 pela enigmática Damatta, Paradise Café era um jogo para o computador que mais sucesso granjeou nos anos 80, o ZX Spectrum.
O jogo era simples: encarnando um estiloso rapagão, deambulávamos por um corredor vermelho sempre igual, de porta em porta, interagindo com as personagens que nos iam aparecendo. O rapagão insistia em olhar em frente, sempre em frente, olhando tudo e todos de soslaio.
Uma das portas dava entrada ao Paradise Café. Neste local, podíamos comprar droga (sem qualquer utilidade), armas (de importância fundamental para o jogo) e rebentar dinheiro em bebida. Tudo isto em escudos, lembram-se deles?
A única maneira de ganhar dinheiro consistia em assaltar velhotas, acto só possível com o auxílio da pistola. Tínhamos duas hipóteses, o roubo ou a violação. Quase sempre, a escolha recaía na segunda opção.
Volta e meia surgia um rapaz armado em ninja. Este jovem ou nos assaltava ou nos pedia lume. Se nos assaltasse, ficávamos sem documentos e seriamos presos pela polícia mais tarde ou mais cedo. A única opção era disparar primeiro e fazer perguntas depois.
A polícia, como mencionado anteriormente, era o nosso bilhete para o ecrã de GAME OVER. Se fossemos assaltados, acabávamos na cadeia, afagando a cobra zarolha (literalmente). Assim, se matássemos o ladrão ninja de cada vez que o víssemos, o jogo durava e durava e durava e durava...
Mas a principal atracção de Paradise Café era a puta. Vestida de roxo, com uma longa cabeleira, a puta convidava-nos lascivamente para entrar em seus aposentos. Se não entrássemos, chamava-nos maricas. E isso, nos anos 80, nunca!
Dentro na cama, sob o olhar atento de NSJC num crucifixo, e já com um corte de cabelo mais modesto, a menina indagava-nos sobre as nossas preferências. Três hipóteses, oral, anal e vaginal. Os preços variam entre os 1000$00 e os 3000$00. Ao que a inflação chegou nos dias de hoje!
E se não tivéssemos dinheiro para pagar os serviços, a puta chamava o famigerado Reinaldo. E o que acontecia aterrorizava a pequenada e ensinava uma linda lição: nunca visitar uma meretriz sem ter pelo menos três contos de reis no bolso.
Como jogo de computador, e mesmo para a época, Paradise Café era uma bosta, repetitivo, vazio de objectivos, feio e mal-programado. Mas este jogo foi um sucesso underground que deixou raízes e belas memórias em quem teve a oportunidade de o jogar na altura devida. Convém lembrar que a Internet não existia e o acesso a pornografia consistia numa ou duas cassetes VHS que iam passando de mão em mão. Isto era o que havia. É triste mas é verdade.

Editado em 1985 pela enigmática Damatta, Paradise Café era um jogo para o computador que mais sucesso granjeou nos anos 80, o ZX Spectrum.
O jogo era simples: encarnando um estiloso rapagão, deambulávamos por um corredor vermelho sempre igual, de porta em porta, interagindo com as personagens que nos iam aparecendo. O rapagão insistia em olhar em frente, sempre em frente, olhando tudo e todos de soslaio.
Uma das portas dava entrada ao Paradise Café. Neste local, podíamos comprar droga (sem qualquer utilidade), armas (de importância fundamental para o jogo) e rebentar dinheiro em bebida. Tudo isto em escudos, lembram-se deles?
A única maneira de ganhar dinheiro consistia em assaltar velhotas, acto só possível com o auxílio da pistola. Tínhamos duas hipóteses, o roubo ou a violação. Quase sempre, a escolha recaía na segunda opção.
Volta e meia surgia um rapaz armado em ninja. Este jovem ou nos assaltava ou nos pedia lume. Se nos assaltasse, ficávamos sem documentos e seriamos presos pela polícia mais tarde ou mais cedo. A única opção era disparar primeiro e fazer perguntas depois.
A polícia, como mencionado anteriormente, era o nosso bilhete para o ecrã de GAME OVER. Se fossemos assaltados, acabávamos na cadeia, afagando a cobra zarolha (literalmente). Assim, se matássemos o ladrão ninja de cada vez que o víssemos, o jogo durava e durava e durava e durava...
Mas a principal atracção de Paradise Café era a puta. Vestida de roxo, com uma longa cabeleira, a puta convidava-nos lascivamente para entrar em seus aposentos. Se não entrássemos, chamava-nos maricas. E isso, nos anos 80, nunca!
Dentro na cama, sob o olhar atento de NSJC num crucifixo, e já com um corte de cabelo mais modesto, a menina indagava-nos sobre as nossas preferências. Três hipóteses, oral, anal e vaginal. Os preços variam entre os 1000$00 e os 3000$00. Ao que a inflação chegou nos dias de hoje!
E se não tivéssemos dinheiro para pagar os serviços, a puta chamava o famigerado Reinaldo. E o que acontecia aterrorizava a pequenada e ensinava uma linda lição: nunca visitar uma meretriz sem ter pelo menos três contos de reis no bolso.
Como jogo de computador, e mesmo para a época, Paradise Café era uma bosta, repetitivo, vazio de objectivos, feio e mal-programado. Mas este jogo foi um sucesso underground que deixou raízes e belas memórias em quem teve a oportunidade de o jogar na altura devida. Convém lembrar que a Internet não existia e o acesso a pornografia consistia numa ou duas cassetes VHS que iam passando de mão em mão. Isto era o que havia. É triste mas é verdade.
11.6.10
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