1.7.10
29.6.10
CARCA E KAFA NO CINEMA: Inglorious Basterds
Carca e Kafa no Cinema seria uma rubrica nova aqui no blog que ficou pelo caminho. O objectivo da mesma seria desligar o cliente dos torrents, levantar o rabo da cadeira do computador e sentá-lo na cadeira do multiplex do centro comercial, apreciando o visionamento de películas no meio para o qual foram originalmente criadas, a tela branca do cinema. Acabou por não arrancar porque o autor deste blog e o participante especial não vivem na mesma localidade, e nos raros momentos em que vão estando juntos têm outras coisas para fazer sem ser ir ao cinema (nomeadamente beber cerveja e falar de gajas). Além disso, a minha parte já está escrita há nove meses, mas o Kafageste gosta mais de escrever sobre Tupperwares do que de filmes. Ainda assim, e com a distância de muitos meses, aqui fica:

CARCA E KAFA NO CINEMA, Sessão #1 (de 1): Inglorious Basterds (2009), de Quentin Tarantino


Num resumo muito breve do filme, sem querer estragar nada da história, estamos na Segunda Guerra Mundial, e um grupo de Soldados Americanos de origem Judaica infiltra-se na França ocupada pelos Nazis com o objectivo de matar o maior número possível de Alemães, retirar-lhes os escalpes e de alguma maneira ganhar a guerra. Ao mesmo tempo, uma Judia proprietária de um cinema Parisiense vê a sua sala envolvida na estreia do último filme de propaganda Nazi.

Eu gostei. Achei a cena inicial extremamente bem conseguida, sobretudo. Tenho um fraquinho por filmes de Cowboys e deliciei-me com o confronto entre o vilão Hanz Landa e o coitado do produtor de leite, clássico embate a trazer à lembrança os tempos em que Clint Eastwood interpretava o Cowboy sem nome.

Em relação aos Basterds em si, podiam ter tido um bocadinho mais de protagonismo, uma colecção tão grande e variada de cromos só tinha a ganhar com mais de luz sobre si. A minha opinião é que os Basterds propriamente ditos eram como o papão ou o velho do saco, assustam muito mas poucos são os que lhes metem a vista em cima (poucos, mas alguns, que eu uma vez vi mesmo o velho do saco na minha rua e pelei-me de medo! Só acredito em 3 coisas no mundo: Paz, família e o velho do saco)...

Eu cá acredito na resistência das Tupperwares e no poder curativo do Total Eclipse of the Heart, de Bonnie Tyler... Once Upon a Time, I Was Falling In Love, Now I'm OnlyFalling Apart...

O actor que gostei mais em todo o filme foi o galardoado Christoph Waltz (vencedor da Palma de Ouro) no papel de Hanz Landa, o super-mau que fala 12455 idiomas pelo filme fora e mostra como os Nazis estavam bem mais à frente em termos de detectives. Qual Sherlock Holmes, qual Dave Carusso! Também gostei muito do rapazinho do Goodbye Lenine que aqui faz de super-estrela dos filmes de propaganda Fascista. É giro, os únicos filmes que vi deste rapazito (este e o supracitado Goodbye Lenine) estão relacionados com Hitler, mesmo de formas completamente opostas.


O que gostei menos foi o facto do Tarantino ser um bebé chorão. Às tantas, ouve-se pelo filme a frase "Nós, os Franceses, respeitamos os nossos realizadores". Quer com isto Tarantino dizer que na terra dele não é respeitado? Se deixar de apadrinhar todo o projecto mal-enjorcado que lhe aparece à frente (vide Ressaca Kosovar: Hellride) talvez recupere um pouco do respeito perdido...

O que eu gostei menos foi das cadeiras do Cinema que eram rijas como um pêro. E as pipocas estavam moles.

A menina mais jeitosa para mim era a Diane Kruger que fazia o papel da espia Bridget von Hammersmark. Tinha melhores pernas que a Judia, apesar de ser mutiladas lá para meio do filme (Spoiler alert! Spoiler alert! oops... Isto do spoiler alert deve ser posto antes do spoiler, não é?)

A banda sonora tem uma música fixe do David Bowie, mas de resto não é nada memorável, se comparada com as restantes dos filmes do Tarantino.

A minha opinião final é que se uma pessoa for preparada para ver um filme enorme (152 minutos) em que 85% da sua duração assenta em diálogos (geniais), sai da sala de cinema satisfeito. Quem for ver Inglorious Basterds à espera de tiros e pauladas, sai do cinema desiludido e terá de descarregar as suas frustrações num Transformers ou GI Joe ou numa porcaria desse estilo... Há violência da boa, há tiros, há paulada, mas a força deste filme não é essa.

És muito preguiçoso para escrever, não és, pequenito?

CARCA E KAFA NO CINEMA, Sessão #1 (de 1): Inglorious Basterds (2009), de Quentin Tarantino


Num resumo muito breve do filme, sem querer estragar nada da história, estamos na Segunda Guerra Mundial, e um grupo de Soldados Americanos de origem Judaica infiltra-se na França ocupada pelos Nazis com o objectivo de matar o maior número possível de Alemães, retirar-lhes os escalpes e de alguma maneira ganhar a guerra. Ao mesmo tempo, uma Judia proprietária de um cinema Parisiense vê a sua sala envolvida na estreia do último filme de propaganda Nazi.

Eu gostei. Achei a cena inicial extremamente bem conseguida, sobretudo. Tenho um fraquinho por filmes de Cowboys e deliciei-me com o confronto entre o vilão Hanz Landa e o coitado do produtor de leite, clássico embate a trazer à lembrança os tempos em que Clint Eastwood interpretava o Cowboy sem nome.

Em relação aos Basterds em si, podiam ter tido um bocadinho mais de protagonismo, uma colecção tão grande e variada de cromos só tinha a ganhar com mais de luz sobre si. A minha opinião é que os Basterds propriamente ditos eram como o papão ou o velho do saco, assustam muito mas poucos são os que lhes metem a vista em cima (poucos, mas alguns, que eu uma vez vi mesmo o velho do saco na minha rua e pelei-me de medo! Só acredito em 3 coisas no mundo: Paz, família e o velho do saco)...

Eu cá acredito na resistência das Tupperwares e no poder curativo do Total Eclipse of the Heart, de Bonnie Tyler... Once Upon a Time, I Was Falling In Love, Now I'm OnlyFalling Apart...

O actor que gostei mais em todo o filme foi o galardoado Christoph Waltz (vencedor da Palma de Ouro) no papel de Hanz Landa, o super-mau que fala 12455 idiomas pelo filme fora e mostra como os Nazis estavam bem mais à frente em termos de detectives. Qual Sherlock Holmes, qual Dave Carusso! Também gostei muito do rapazinho do Goodbye Lenine que aqui faz de super-estrela dos filmes de propaganda Fascista. É giro, os únicos filmes que vi deste rapazito (este e o supracitado Goodbye Lenine) estão relacionados com Hitler, mesmo de formas completamente opostas.

Assim como Joaquim de Almeida só sabe fazer de Joaquim de Almeida a fazer de Sul-Americano, este rapazito só sabe fazer de Alemão. O facto de ser mesmo Alemão ajuda um bocado...

O que gostei menos foi o facto do Tarantino ser um bebé chorão. Às tantas, ouve-se pelo filme a frase "Nós, os Franceses, respeitamos os nossos realizadores". Quer com isto Tarantino dizer que na terra dele não é respeitado? Se deixar de apadrinhar todo o projecto mal-enjorcado que lhe aparece à frente (vide Ressaca Kosovar: Hellride) talvez recupere um pouco do respeito perdido...

O que eu gostei menos foi das cadeiras do Cinema que eram rijas como um pêro. E as pipocas estavam moles.

A menina mais jeitosa para mim era a Diane Kruger que fazia o papel da espia Bridget von Hammersmark. Tinha melhores pernas que a Judia, apesar de ser mutiladas lá para meio do filme (Spoiler alert! Spoiler alert! oops... Isto do spoiler alert deve ser posto antes do spoiler, não é?)

A banda sonora tem uma música fixe do David Bowie, mas de resto não é nada memorável, se comparada com as restantes dos filmes do Tarantino.

A minha opinião final é que se uma pessoa for preparada para ver um filme enorme (152 minutos) em que 85% da sua duração assenta em diálogos (geniais), sai da sala de cinema satisfeito. Quem for ver Inglorious Basterds à espera de tiros e pauladas, sai do cinema desiludido e terá de descarregar as suas frustrações num Transformers ou GI Joe ou numa porcaria desse estilo... Há violência da boa, há tiros, há paulada, mas a força deste filme não é essa.

És muito preguiçoso para escrever, não és, pequenito?
28.6.10
Cinco canções preferidas dos Smashing Pumpkins
Porque acordei para aí virado, e porque me lembrei com alguma frustração do tempo em que os Smashing Pumpkins eram bons e como se desgraçaram todos para se tornarem num eco do que um dia foram, apresento as minhas 5 canções preferidas da banda de Billy Corgan, sem nenhuma ordem em especial:
Window Paine
Smashing Pumpkins dos primórdios, como se pode ver pela ausência de pose, pelo desprendimento no vestuário, pelo local do concerto. Música para fazer/adormecer bebés até entrar a distorção, e a partir daí vale tudo. As minhas preferidas desta gente são quase sempre as mais elaboradas.
Rocket
A guitarra, caraças, a guitarra! A partir dos 3 minutos então, abafa!
The Boy
James Iha podia ter cantado mais nos Pumpkins, mas contra o colossal ego de Billy Corgan ninguém se consegue impor. O seu album a solo era simpático, porém fraquinho, e hoje em dia o senhor toca numa banda com o vocalista dos Hanson e sim, é tão maus como soa. The Boy, lado B de 1979, é no entanto uma delícia. Nesse single há outra cantada por Iha, chamada Believe, que é também qualquer coisa de especial...
X.Y.U.
Foi esta performance em particular que me vendeu esta música. Tinha este concerto em VHS, que foi visto até à exaustão, um dos melhores da minha colecção entretanto desaparecida com o final da fita magnética. Os Pumpkins ainda todos juntos mais o teclista que veio a morrer de sobredosagem "medicinal", da era Melancholy. Actuação irrepreensível, improvisação na letra, feedback, dedicatória a Rudi Völler. Maneira perfeita de terminar um concerto.
We Only Come Out At Night
E, para baralhar um pouco as coisas, aqui ficam os Fanfarlo a fazerem uma excelente cover de uma das canções mais bonitas e subvalorizadas dos Pumpkins.
Window Paine
Smashing Pumpkins dos primórdios, como se pode ver pela ausência de pose, pelo desprendimento no vestuário, pelo local do concerto. Música para fazer/adormecer bebés até entrar a distorção, e a partir daí vale tudo. As minhas preferidas desta gente são quase sempre as mais elaboradas.
Rocket
A guitarra, caraças, a guitarra! A partir dos 3 minutos então, abafa!
The Boy
James Iha podia ter cantado mais nos Pumpkins, mas contra o colossal ego de Billy Corgan ninguém se consegue impor. O seu album a solo era simpático, porém fraquinho, e hoje em dia o senhor toca numa banda com o vocalista dos Hanson e sim, é tão maus como soa. The Boy, lado B de 1979, é no entanto uma delícia. Nesse single há outra cantada por Iha, chamada Believe, que é também qualquer coisa de especial...
X.Y.U.
Foi esta performance em particular que me vendeu esta música. Tinha este concerto em VHS, que foi visto até à exaustão, um dos melhores da minha colecção entretanto desaparecida com o final da fita magnética. Os Pumpkins ainda todos juntos mais o teclista que veio a morrer de sobredosagem "medicinal", da era Melancholy. Actuação irrepreensível, improvisação na letra, feedback, dedicatória a Rudi Völler. Maneira perfeita de terminar um concerto.
We Only Come Out At Night
E, para baralhar um pouco as coisas, aqui ficam os Fanfarlo a fazerem uma excelente cover de uma das canções mais bonitas e subvalorizadas dos Pumpkins.
24.6.10
Um minuto da vossa atenção
23.6.10
Tudo o que interessa saber sobre os Estados Unidos, capitulo XXIII: Minnesota
21.6.10
Séries: Green Porno & Seduce Me
Um minuto de atenção para as desarmantes séries online, Green Porno e a sua filha, Seduce Me.

Green Porno e Seduce Me são duas semelhantes séries Online, muito frescas e originais, bastante bizarras mas muito bem conseguidas, ambas criadas, escritas e apresentadas por Isabella Rossellini. Em Green Porno é-nos dado a conhecer os hábitos de vários animais e insectos, com um ênfase especial para os seus hábitos reprodutivos. Em Seduce Me, o enfoque é dado aos rituais de sedução e acasalamento.
As séries são uma forma extremamente inteligente e divertida de ensinar biologia ao público em geral. A informação factual é hilariante quando representada por humanos, os fatos e fantoches feitos de cartolina são muito bonitos e o talento da actriz é inegável, se bem que um pouco perturbador. É delicioso vê-la soltar deliciosas frases como "Without my penis, i would bleed to death", ou "He ejaculates in my wound" vestida de fatos garridos...
A galardoada série encontra-se no site www.sundancechannel.com/greenporno. Os vídeos são pequenitos e grátis. Possuem uma certa dose de experimentalismo que me agrada bastante, ao mesmo tempo que educam e ensinam. Alguns dos episódios (não todos) estão também no youtube. Deixo aqui dois snacks para aguçar o apetite.

Green Porno e Seduce Me são duas semelhantes séries Online, muito frescas e originais, bastante bizarras mas muito bem conseguidas, ambas criadas, escritas e apresentadas por Isabella Rossellini. Em Green Porno é-nos dado a conhecer os hábitos de vários animais e insectos, com um ênfase especial para os seus hábitos reprodutivos. Em Seduce Me, o enfoque é dado aos rituais de sedução e acasalamento.
As séries são uma forma extremamente inteligente e divertida de ensinar biologia ao público em geral. A informação factual é hilariante quando representada por humanos, os fatos e fantoches feitos de cartolina são muito bonitos e o talento da actriz é inegável, se bem que um pouco perturbador. É delicioso vê-la soltar deliciosas frases como "Without my penis, i would bleed to death", ou "He ejaculates in my wound" vestida de fatos garridos...
A galardoada série encontra-se no site www.sundancechannel.com/greenporno. Os vídeos são pequenitos e grátis. Possuem uma certa dose de experimentalismo que me agrada bastante, ao mesmo tempo que educam e ensinam. Alguns dos episódios (não todos) estão também no youtube. Deixo aqui dois snacks para aguçar o apetite.
18.6.10
Filmes: The Yes Men Fix The World
Em 1984, na cidade Indiana de Bhopal, ocorreu um terrível acidente numa fábrica de pesticidas pertencente à Union Carbide India Limited, subsidiária da companhia Americana Union Carbide Corporation, por sua vez subsidiária da gigante empresarial Dow Chemical Corporation. Uma fuga de gaz e tóxinas levou a que 15000 pessoas tivessem falecido e muitos mais ficassem com sequelas para a vida. Vinte e seis anos depois, toneladas de toxinas continuam a poluir o ar e as águas da região, prejudicando a saúde pública e hipotecando o futuro de milhares. As compensações dadas às vítimas foram mínimas.
No vigésimo aniversário do desastre, numa entrevista à BBC seguida por 30 milhões de pessoas, a Dow Chemical Corporation, representada por Jude Finisterra, prometeu não só limpar finalmente a área do derrame mas também compensar os lesados injectando 12 mil milhões de dólares na região.
Um único senão: Jude Finisterra era um impostor, uma personagem criada pelo activista político Andy Bichlbaum. Em 23 minutos, as acções da Dow desceram 4,2%, levando que a empresa perdesse 2 mil milhões de Dólares. Mais, Bichlbaum, mesmo não sendo um legítimo representante da empresa, apresentou uma solução plausível para o problema. Mais, Bichlbaum devolveu as atenções do Mundo para esta questão longínqua e há muito esquecida, humilhando simultaneamente os seus milionários causadores. Mais, as pessoas de Bhopal ficaram agradecidas pela sua tentativa de responsabilizar as corporações responsáveis. Mais, nenhum dos seus actos foi punido judicialmente.

The Yes Men Fix The World (2009) narra este e outros feitos da dupla Bichlbaum/Bonanno, os mentores do movimento The Yes Men, um grupo de activistas políticos que semeiam o caos entre as grandes corporações Americanas com tácticas de guerrilha subversiva. O modus operandi consiste na criação de sites falsos semelhantes aos das corporações visadas e fazendo-se passar por porta-vozes, e esperar, quais pescadores pacientes, que os media os contactem e assim disseminar toda a espécie de boatos e assumindo medidas que não só prejudiquem as empresas como melhorem a qualidade de vida dos que por elas são oprimidos.
Um documentário simples, com apuradíssimo humor, com uma abordagem distinta da irritante manipulação de discursos de Michael Moore, The Yes Men Fix The World é um documento de guerrilha urbana moderna muito eficaz e inspirador. Vandalismo artístico!
E para mais informações sobre o movimento, consultem theyesmen.org. E se quiserem entrar na brincadeira, um guia cheio de dicas está aqui.
No vigésimo aniversário do desastre, numa entrevista à BBC seguida por 30 milhões de pessoas, a Dow Chemical Corporation, representada por Jude Finisterra, prometeu não só limpar finalmente a área do derrame mas também compensar os lesados injectando 12 mil milhões de dólares na região.
Um único senão: Jude Finisterra era um impostor, uma personagem criada pelo activista político Andy Bichlbaum. Em 23 minutos, as acções da Dow desceram 4,2%, levando que a empresa perdesse 2 mil milhões de Dólares. Mais, Bichlbaum, mesmo não sendo um legítimo representante da empresa, apresentou uma solução plausível para o problema. Mais, Bichlbaum devolveu as atenções do Mundo para esta questão longínqua e há muito esquecida, humilhando simultaneamente os seus milionários causadores. Mais, as pessoas de Bhopal ficaram agradecidas pela sua tentativa de responsabilizar as corporações responsáveis. Mais, nenhum dos seus actos foi punido judicialmente.

The Yes Men Fix The World (2009) narra este e outros feitos da dupla Bichlbaum/Bonanno, os mentores do movimento The Yes Men, um grupo de activistas políticos que semeiam o caos entre as grandes corporações Americanas com tácticas de guerrilha subversiva. O modus operandi consiste na criação de sites falsos semelhantes aos das corporações visadas e fazendo-se passar por porta-vozes, e esperar, quais pescadores pacientes, que os media os contactem e assim disseminar toda a espécie de boatos e assumindo medidas que não só prejudiquem as empresas como melhorem a qualidade de vida dos que por elas são oprimidos.
Um documentário simples, com apuradíssimo humor, com uma abordagem distinta da irritante manipulação de discursos de Michael Moore, The Yes Men Fix The World é um documento de guerrilha urbana moderna muito eficaz e inspirador. Vandalismo artístico!
E para mais informações sobre o movimento, consultem theyesmen.org. E se quiserem entrar na brincadeira, um guia cheio de dicas está aqui.
15.6.10
We've come a long way, baby!
Depois de ter mudado um pouco o aspecto do Contraculturalmente graças ao prático novo sistema de templates, completamente costumizável e tão intuitivo que até uma criança de 6 anos consegue criar um blog bonitinho, descobri agora um conjunto de pequenas funcionalidades que muito me agradam. Entre essas funcionalidades deparei-me com a hipótese de importação de outros blogues.
Portanto, e para memória futura, resolvi importar a totalidade do conteúdo da antiga morada do Contraculturalmente para aqui, comentários e tudo. Como a morada antiga já apontava para esta de qualquer maneira através de marosca, agora com os comentários todos e tudo o mais até faz de conta que nunca me deu a pancada de terminar isto durante 10 meses! Estou em processo de limpezas ainda (já tinha importado à mão parte dos posts e há muito link morto para cuidar), por isso brevemente estará cá tudo como se nada se tivesse passado. Poderá não interessar muito para a maioria das pessoas, mas para mim faz toda a diferença, sinto que quando limpar esta confusão fico com a casa inteira novamente, e isso é importante para mim.
E é nesse processo de edição que reparo no longo caminho percorrido ao longo dos anos. Nos meus primeiros posts reparo que tinha de alojar as imagens algures na internet e as quebras de parágrafo tinham de ser feitas com código HTML, não havia corrector ortográfico pelo que se tinham de ler os posts 3 e 4 vezes antes de os publicar para não irem com erros (e muitas vezes iam à mesma!) entre outros pequenos detalhes que o tempo se encarregou de limpar da memória. Hoje em dia até se pode ir ao Blogger através de um telemóvel, mas inicialmente os templates eram literalmente feitos à mão e um bloguista tinha que saber o mínimo de computadores para conseguir fazer alguma coisa decente.
Edit: Entre as minhas explorações quase arqueológicas na recuperação dos posts, tenho descoberto coisas interessantes. Descobri por exemplo uma compilação que fiz para celebrar o primeiro aniversário do blog. Está datada, claro, mas é um documento interessante daquele período de tempo. De modo que resolvi limpar-lhe o pó e colocá-la aqui para download.
Curiosa foi também a descoberta de uma compilação que fiz para celebrar o segundo aniversário, mas que nunca cheguei a publicar. Se bem me lembro, na altura achei que não havia grande coisa para celebrar porque o blog estava a perder o gás e estava a pensar em terminá-lo (e terminei mesmo mas depois tive saudades dele). Além disso a minha vida não estava a correr muito bem, celebrar o que quer que fosse era de mau gosto. Mas isso já lá vai, e a compilação foi feita mas ficou perdida no limbo das pastas de MP3 do meu PC, até hoje.

Espero que gostem. Se calhar ainda faço mais 3 compilações, para os anos que faltam, vamos lá ver...
Edit 2: A arrumação está praticamente concluída. Muito post foi trazido para esta nova morada. Quem quiser muito entreter-se nas alturas em que eu não esteja com as antenas apontadas para aqui, procure a tag sortido, onde poderá encontrar muitos dos novos velhos posts restaurados.
Portanto, e para memória futura, resolvi importar a totalidade do conteúdo da antiga morada do Contraculturalmente para aqui, comentários e tudo. Como a morada antiga já apontava para esta de qualquer maneira através de marosca, agora com os comentários todos e tudo o mais até faz de conta que nunca me deu a pancada de terminar isto durante 10 meses! Estou em processo de limpezas ainda (já tinha importado à mão parte dos posts e há muito link morto para cuidar), por isso brevemente estará cá tudo como se nada se tivesse passado. Poderá não interessar muito para a maioria das pessoas, mas para mim faz toda a diferença, sinto que quando limpar esta confusão fico com a casa inteira novamente, e isso é importante para mim.
E é nesse processo de edição que reparo no longo caminho percorrido ao longo dos anos. Nos meus primeiros posts reparo que tinha de alojar as imagens algures na internet e as quebras de parágrafo tinham de ser feitas com código HTML, não havia corrector ortográfico pelo que se tinham de ler os posts 3 e 4 vezes antes de os publicar para não irem com erros (e muitas vezes iam à mesma!) entre outros pequenos detalhes que o tempo se encarregou de limpar da memória. Hoje em dia até se pode ir ao Blogger através de um telemóvel, mas inicialmente os templates eram literalmente feitos à mão e um bloguista tinha que saber o mínimo de computadores para conseguir fazer alguma coisa decente.
Edit: Entre as minhas explorações quase arqueológicas na recuperação dos posts, tenho descoberto coisas interessantes. Descobri por exemplo uma compilação que fiz para celebrar o primeiro aniversário do blog. Está datada, claro, mas é um documento interessante daquele período de tempo. De modo que resolvi limpar-lhe o pó e colocá-la aqui para download.
Curiosa foi também a descoberta de uma compilação que fiz para celebrar o segundo aniversário, mas que nunca cheguei a publicar. Se bem me lembro, na altura achei que não havia grande coisa para celebrar porque o blog estava a perder o gás e estava a pensar em terminá-lo (e terminei mesmo mas depois tive saudades dele). Além disso a minha vida não estava a correr muito bem, celebrar o que quer que fosse era de mau gosto. Mas isso já lá vai, e a compilação foi feita mas ficou perdida no limbo das pastas de MP3 do meu PC, até hoje.

Espero que gostem. Se calhar ainda faço mais 3 compilações, para os anos que faltam, vamos lá ver...
Edit 2: A arrumação está praticamente concluída. Muito post foi trazido para esta nova morada. Quem quiser muito entreter-se nas alturas em que eu não esteja com as antenas apontadas para aqui, procure a tag sortido, onde poderá encontrar muitos dos novos velhos posts restaurados.
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