24.5.11

Discos: Norton - Layers of Love United

Falemos agora do último disco que comprei. O mais recente dos 3 terços Albicastrenses-1 terço Caldenses Norton, baptizado Layers of Love United.



Gosto muito dos Norton, sempre gostei, por uma característica que faz deles muito especiais: a sua persistência. A banda já passou por muitas provas de fogo, desde mudanças de alinhamento e vocalista a alterações na sonoridade, não esquecendo o trágico e infeliz falecimento do talentoso guitarrista Carlos Nunes. E no entanto, voltam sempre, frescos, felizes, com vontade de agarrar o futuro que se deseja brilhante.

Layers of Love United, o terceiro album, nada para fora das praias electrónicas dos discos anteriores (mas sem perder totalmente o pé) e aproxima-se do terreno da Pop independente, construída à volta de guitarras luminosas e canções reconfortantes, que impelem a dançar, sozinhos no quarto com a nossa guitarra imaginária ou com queridos amigos sempre que apeteça, não interessa onde. São nove faixas, e todas elas nos fazem desejar que o Verão dos Norton nunca termine. É-me muito difícil destacar alguma canção, tal a coesão resultante do trabalho. As minhas preferidas são Into The Lights pela beleza dos arranjos de guitarra, e Layers, faixa que encerra o disco com um refrão que nos fica na cabeça e só desaparece até fazermos o gosto ao dedo e pressionarmos PLAY de novo, voltando ao inicio, o single de apresentação Two Points, que anda colado nas rádios nacionais (aqui em versão acústica).



Layers é um disco curto, mas bonito, um salto para a frente em relação aos seus antecessores. Se gostam de Two Points, comprem este disco, não ficarão desiludidos! A menina da capa aparece mais vezes no booklet, e vai ficar triste se não lhe ligarem nenhuma.

23.5.11

Discos: Toundra - (II)

Só um postzito para não deixar o blog a definhar ad eternum com um post lamechas. Gostam de música de inspiração oriental? Gostam de Post-Rock? Gostam de misturar azeite no leite? Então vão adorar os Toundra!



Os Toundra são Espanhóis, de Madrid, e parte dos seus executantes já se conheciam de uma outra banda, os finados Nacen de las Cenizas. Como banda Espanhola que é, possui à partida uma enorme virtude: os seus elementos não cantam, a música é totalmente instrumental.

Sonoramente, os Toundra estão perto de uns Mogwai, mas mais pesados, algures entre o Post-Rock e o Post-Metal. As músicas são densas e de execução perfeita, com especial destaque para o talento que se senta no banco da bateria. Algumas músicas do segundo disco, (II), são de forte inspiração Arábica/Norte-Africana, como nos primeiros instantes da faixa de abertura do disco, Tchod, e em Völand, que não destoaria numa compilação de World Music ao lado de uns Tinariwen ou de Ali-Farka Touré. Mas são as composições densas, saturadas de guitarra, que mais entusiasmam. Duas faixas em particular, por sinal as maiores do disco, que o Post-Rock quer-se longo para dar tempo para se soltarem os cordelinhos que nos atam a garganta. Os 11 minutos de Mangreb agarram-nos, mas são os 8 minutos de Bizancio a finalizar o disco que elevam (II) e consequentemente os Toundra à categoria de banda-a-não-perder já daqui por uns dias, no Primavera Sound.



Este disco e o de estreia estão por aí na net. Procurem que o exercício só vos faz bem. O nome da banda e a palavra mediafire no campo de procura do Google fazem maravilhas. Este blog é de um pirata, mas não é de pirataria.

22.5.11

Olá

O blog está parado há tempos. Não que não tenha o que escrever, mas a motivação tem-me faltado. A mudança na condição humana é uma constante, dizem, mas na minha vida, a mudança enfastia de tão rotineira e frequente.

O blog há-de ser reerguido, mas não agora. Na próxima semana há Primavera Sound, depois de Barcelona há um paquidérmico ponto de interrogação. Planeio relatar a experiência, que se espera alucinante, com bandas desde o meio dia às 6 da manhã, mas nestas coisas de blogs nunca se sabe. Vamos esperar e ver. Para já, deixo-vos com o meu mantra, See The Leaves, dos Flaming Lips.

2009 Flaming Lips - See The Leaves




See the Sun, it's trying again...
It's trying again...
Trying again...
Again...





















Again...

31.1.11

Smile and the World smiles with you










Broken Blossoms, 1919. Dedicado ao . Raio do moço é difícil de seguir, sempre a apagar blogs e a criar outros novos!

30.1.11

Filmes (e concertos): O Lírio Quebrado

O Lírio Quebrado (Broken Blossoms or The Yellow Man and the Girl, no original) é um filme mudo de 1919 que narra a história de 3 vidas que se cruzam fatalmente:o Asiático que se muda para o Ocidente a fim de ensinar os modos Budistas aos selvagens e apenas para constatar que a civilização Ocidental está para além da salvação, o Pugilista alcoólico e racista, e a sua filha, frágil, submissa e constantemente abusada fisicamente pelo mesmo. Após um espancamento particularmente violento, a rapariga foge de casa, e entra inadvertidamente na vida do Asiático. Um romance inocente nasce deste encontro, mas tolerará o violento pugilista a entrada de um Oriental para a sua família? Um filme com uma qualidade cénica que prova que o bom cinema não tem idade.



O Lírio Quebrado, belíssimo e envolvente, passou em 4 salas de cinema de quatro pontos do País (Coimbra, Leiria, Torres Novas e Torres Vedras), e se a oportunidade de ver uma obra com perto de 100 anos num ecrã gigante não fosse suficientemente cativante, o facto de a mesma ser musicada ao vivo pelo colectivo ARTANE torna o seu visionamento num evento por si só.

Os filmes mudos, na sua época áurea, nunca foram totalmente silenciosos, sempre existiu uma banda animando as cenas, um sonoplasta habilidoso que dava outra dimensão aos gestos silenciosos dos actores. Foi essa experiência que se procurou recriar, por intermédio de teclados, maquinarias e um violoncelo. O colectivo de Santa Maria da Feira criou uma tapeçaria sonora industrial que, apesar da estranheza inicial que causa no espectador, garante ao Lírio Quebrado uma intensidade absorvente, sublinhando o dramatismo nas cenas-chave e tornando a experiência memorável. Estive presente na sessão de Torres Vedras e creio que o maior elogio que posso fazer à prestação dos ARTANE é que muitas vezes dei por mim tão absorvido no filme e som que me esqueci que tudo o que ouvia era feito em directo.

Os meus sinceros parabéns à Associação de Acção Cultural FADE IN pela criação do evento. Venham mais!

27.1.11

Concertos: Joanna Newsom @ CCB

(Foto roubada à Rita Carmo)


No passado dia 26, o centro Cultural de Belém foi a derradeira casa de uma fada mágica que deambulou pelo Porto e Aveiro antes de espalhar o seu pó mágico por Lisboa. Joanna Newsom, resistente daquilo que em tempos se convencionou chamar Freak-Folk, agora artista para gente erudita de bem, desde sempre um monstro de talento!

Foi a minha primeira vez no Grande Auditório do CCB. Gostei do espaço, uma construção robusta tal como o restante edifício, que há-de durar mais que Portugal e um dia servirá de recreio para os peixinhos quando os níveis do Tejo cobrirem a baixa de Lisboa num futuro que se quer longínquo. Lá dentro, muita gente que parecia ter ficado ali a dormir desde o discurso de vitória presidencial de Cavaco Silva (mas que tiveram tempo para manter a sua farpela imaculada), alguns friques semi-disfarçados, uma fatia simpática de senhoras de idade avançada que claramente não sabiam ao que vinham (o CCB tem uma tarifa sénior muito vantajosa para quem pode dela usufruir), e eu com o meu amigo das aventuras a solo, que por pouco não foi para o Centro Cultural de Belém de fato de treino. Atrás de mim, um mentecapto concerteiro (em todos os concertos há um, e está invariavelmente sentado perto de mim), que volta e meia fazia comentários "engraçados" para impressionar a sua acompanhante, recém-namorada ou prestes-a-sê-lo. O que me leva a crer que nesta vida só não se safa quem não quer.

A abrir o concerto esteve o baladeiro Escocês Alasdair Roberts, notoriamente desconhecido para a maioria do público. Sozinho, com a cortina do palco fechada atrás de si, e munido da sua guitarra acústica, Alasdair desfilou algumas das suas cantigas mais recentes, regressando ao passado apenas em 'Waxwing', um tema do seu disco mais reconhecido (pelo menos para mim), The Amber Gatherers. Simpático, fez o que pode para cativar o público, que se mostrou um pouco indiferente, excepção feita a 'The Whole House Was Singing', onde finalmente conseguiu arrancar da audiência um coro tímido, porém ternurento. Gostei do Alasdair, a sua voz traz-me à memória os hobbits do Shire, o bucolismo campestre, a ideia romântica da Escócia verde tradicional.

Meia hora de espera depois do final de Alasdair, heis-que entra Joanna Newson, correndo palco adentro. Delicada, acenando, toda ela sorrisos, agarra-se à harpa e inicia o concerto sozinha em palco, com '81'. E todo o público ganha repentinamente estrelinhas nos olhos, e muitas bocas ficam por fechar, e o concerto está ganho. Impressiona a destreza na harpa, instrumento imponente e maquiavélico de dominar. Impressiona também a voz de Joanna, menos estranha que nos tempos iniciais, igualmente forte. Esta rapariga claramente pode fazer o que quiser com as suas cordas vocais, e é ao vivo que se tem a real percepção disso. Segue-se 'Have One On Me', já com a banda de multi-instrumentistas multi-talentosos. Joanna, sempre simpática, saltita de nuvem em nuvem entre a harpa e o piano. Regressa-se ao passado com a complexa 'Cosmia', a divertida 'Inflamatory Wrist' e a épica 'Emily', mas o prato forte do concerto é o triplo Have One on Me, galardoado como melhor disco de 2010 para várias publicações da especialidade. 'Easy', 'Soft as Chalk', 'No Provenance' e 'Good Intentions Paving Company', esta última com um soberbo solo de trombone, coloriram a noite. Para o final, uma surpresa: a minha canção preferida de todas as minhas canções preferidas de Joanna Newsom, que tem ficado de fora do alinhamento dos concertos mais recentes, 'Clam, Crab, Cockle, Cowrie'. Esta foi mesmo só para mim!

O público foi extremamente respeitador durante todo o concerto, poucos se aventuraram com palminhas. Joanna não deve estar muito habituada a tanto respeito, e bem que, entre canções, foi tentando espicaçar a audiência, que reagiu por fim quando a artista se "enganou" (propositadamente, como mais tarde se viu) e soltou um "muy obrigado", levando a um coro de correcções. "Tuy obrigado? Puy obrigado?", brincava ela enquanto alguns berravam "MUITO"!


Ovação de pé, encore com Baby Birch, nova ovação de pé, satisfação geral. O meu primeiro concerto de 2011 não podia ter sido melhor escolhido.

6.1.11

A corrida para capa do ano já arrancou!

Numa entrevista de 3 páginas para a Flash, o marchand favorito dos Portugueses fala dos seus planos para o futuro. Quando questionado sobre a sua vida após o eventual falecimento da sua querida Betty, José respondeu, ao lado de sua esposa:

"Além de todo o sofrimento que vou ter, e em que nem quero pensar, a forma que tenho de tentar superar é entrar para um convento. Irei para um convento e irei, na realidade, castrar-me. Não me estou a ver num convento de frades. Penso criar uma nova congregação de pessoas convertidas. Vejo-me, numa nova ordem, com a aprovação do Papa, e terei de lutar por isso."



Estamos em Janeiro e eu por mim fechava já a competição para capa do ano! As outras revistas da especialidade vão ter de suar para suplantar esta capa. Quando à notícia, o Zézito se calhar vai ter de cortar o piupiu lá fora, já que o nosso Presidente vetou hoje um documento que simplificaria a mudança de sexo. Mas desejo toda a sorte do Mundo à freira José e seu convento de travecas.

"O meu filho vai ter de conviver com um pai, que foi pai, e depois virou freira."

Feliz dia de Reis, pessoal!

30.12.10

2010 em revista, parte terceira: tudo o que cabe entre 'música' e 'badalhocas'

Porque cabe muita coisa entre música e badalhocas, deixo-vos com aquilo que estive mesmo mesmo mesmo quase a colocar no blog mas que não coloquei porque tinha que jogar computador/ver as Tardes da Júlia/não fazer nada... Aproveito para desejar um feliz 2011 a todos os meus clientes e amigos, não me olvidando de mencionar que o bacalhau hoje está com 15% de desconto e se encontra no corredor 9.



Seriado viral de 2010: Na casa D'Este Senhor



Veículo promocional para a cerveja Tagus, a série Na casa D'Este Senhor é um produto que poderia estar perfeitamente num canal por cabo. Valores de produção cuidados, um argumento surreal e um humor muito peculiar, capaz de arrancar gargalhadas de incredulidade a qualquer um. Seguimos ao longo dos episódios a vida na casa d'Este Senhor, anteriormente conhecido como Bondage nos tempos das Noites Marcianas. Coabitando consigo temos Adolfo o jardineiro, Sam The Kid o produtor musical, Maniche o gato e Tuxa a musa.

"Eu acho que a palavra musa vem do Latim. E a palavra foi constituída 'MUSA', pronto, porque, 'eles' exigem muito um M. Porque pronto, 'eles' têm... Usava-se muito há uns anos, 1920, 1925, musa. O M vem de Maria, o U vem de Umbelina, o S de Simone e o A vem por exemplo de Antónia, ou de António, e foi por isso que 'eles' definiram em latim, 'MUSA'."

Os episódios podem ser seguidos aqui. E, para os fãs mais acérrimos, aconselho vivamente o blog do Maniche, onde podemos ver também pérolas extra como o karaoke da Tuxa ou a história da Victoria Bacon, vocalista das Super Géreles. É bom demais.


Filme de 2010: How to Train Your Dragon



Este ano não vi muitos filmes de 2010, ainda ando a ver os bons de 2008 e a consumir todos os do Woody Allen, pelo que ainda não me actualizei devidamente com o que foi saindo. How To Train Your Dragon ganha por ter sido o único filme que vi no cinema este ano, e o meu primeiro em 3D. A história não é nova, um jovem tem problemas de aceitação na sociedade em que se insere, mas através da persistência consegue salvar o dia e provar aos outros que temos direito a sermos diferentes. Só que com Vikings e Dragões. No entanto, as cenas de voo, em 3D, estão fabulosas. É mesmo como se fossemos nós a conduzir o dragão pelos ares, tal a sensação de imersão que o efeito nos dá. Brilhante.

E sim, ainda não vi o Machette nem o Scott Pilgrim (a BD anda a sair traduzida em Português, já agora). Talvez lá para 2012.


Esquema para sacar dinheiro de 2010: Pulseiras Power Balance



De vez em quando lá surge um esquema para roubar dinheiro a quem se deixa iludir por marketings e modas. Lembro-me das pulseiras para o reumático que o meu tio usava era eu um catraio, lembro-me de ver toda a gente a andar com Crocs, a peça de calçado mais horrível alguma vez criada "porque assim o pé respira", e dentro de uns anos irei certamente recordar com carinho dos 30 euros que muitas pessoas que conheço deram para comprar uma pulseira, porque subitamente todos passámos a precisar de algo que nos equilibre, sem auxílio a um bocado de plástico com um adesivo colado estávamos o tempo a cair no chão, lembram-se?

O marketing é uma ferramenta do demónio, realmente. Criam-se necessidades virtuais nas cabeças das pessoas, e quando o embuste é descoberto já estão os responsáveis bem longe, a acender charutos com notas de 100€, banhando-se em banheiras de hidromassagem, na companhia de senhoras que não se fazem baratas. Os Espanhóis, sendo Espanhóis, ainda os multaram em 15 000€, mas o ser humano gosta mesmo de ser enganado, e daqui por uns tempos surgirá mais um artista a inventar uma nova necessidade nas mentes da carneirada. O Mundo é dos espertos.


Banda Desenhada de 2010: Axe Cop




Axe Cop é a colaboração de Ethan, um autor de banda desenhada de 29 anos, e Malachai, o seu irmão de 6 anos. Ethan desenha, Malachai escreve. Todos nós já tivemos 6 anos e certamente teremos uma vaga ideia de como a nossa imaginação corria livremente antes de nos serem impostos conceitos e preconceitos. É essa a essência de Axe Cop, a pureza da imaginação sem qualquer filtro. Obviamente, Axe Cop é só estupidez atrás de estupidez, e é isso que torna a série tão deliciosa. Estamos perante um polícia que enverga um machado mágico que utiliza para decapitar todos os maus, e uma paleta de personagens secundárias alucinante, incluíndo o seu parceiro Flute Cop que evolui naturalmente primeiro para dinossáurio, depois para abacate e finalmente para fantasma, Sockarang com as suas meias boomerang, Baby Man e a sua baby family, e o meu favorito, Vampire Man Baby Kid, que é meio vampiro adulto, meio vampiro bebé e meio vampiro criança no meio. Uma delícia!

A morada desta loucura é axecop.com. Se se vão meter nisto, recomendo que comecem pelo primeiro episódio (aqui), ou que adquiram sem leitura prévia o livro editado muito recentemente pela Dark Horse, contendo uma aventura de proporções tão gigantescas que nem sequer coube no site.


Vieira, o eterno candidato



Mais uma vez, a corrida de Vieira ao poder ficou adiada. Desta vez eram as presidenciais. Das 7500 assinaturas necessárias, foram entregues 7700, mas dessas somente 3300 estavam válidas. Ou seja, só 3300 assinaturas passaram pelas respectivas Juntas de Freguesia a fim de serem autenticadas. Muito pouco, para o apoio e carinho que os seus fãs dispensam ou dizem dispensar às aventuras políticas de Manuel João. A bem da verdade, não foi sentido desta vez um grande empenho da parte do Candidato em motivar os seus discípulos. Lembro-me da grande campanha de 2000, onde Vieira passeou pelo seu Portugal Alcatifado, fazendo comícios, participando em programas televisivos, mobilizando as massas. Desta vez também tivemos comícios, mas a uma escala mais pequena. Culpamos também os Portugueses de 2010 que são diferentes de 2000, quando agora basta fazer um "like" no Facebook para se "aderir" a uma causa. As pessoas desejam mudança mas nada fazem para a obter, não se mexem para nada, não querem saber. As coisas aparecem feitas, sempre foi assim, e agora que o comodismo está no auge, ainda mais será.

Culpo-me a mim também, por não ter não só enviado a minha assinatura, como também não ter recolhido as de algumas dezenas de preguiçosos que, tendo um proponente que fizesse o trabalho todo por elas (ir à Junta, enviar as assinaturas pelo correio), teriam também contribuído. Vontade não me faltou, aliás como não tem faltado em tudo o que é Vieirista, mas faço parte da Política local e fui desaconselhado a envolver-me... Não é uma desculpa muito válida, mas neste caso, nenhuma é.


Pelo menos, no meio de tudo isto, ainda rendeu um livrinho parecido ao do Camarada Mao!



O Livro Rosé de Sua Santidade o Camarada Presidente Vieira, compilando frases, textos e teorias do Candidato, e que será certamente o equivalente à Bíblia para o Partido Muita Fixe que eventualmente será criado em torno de Vieira! Eu já tenho o meu para levar para os comícios!


Prémio Especial Zé Cabra para juventude promissora:



VAMES AGOURAAAAAA! É AGOURAAAAAAA!


Bill Murray fez 60 anos


Cinco filmes preferidos de Bill Murray:

1-Lost in Translation
2- The Life Aquatic With Steve Zissou
3- The Royal Tenenbaums
4- Ghostbusters
5- Groundhog Day

Parabéns Bill Murray e um feliz 2011 para ti também!

29.12.10

2010 em revista, parte segunda: badalhocas

Continuando o meu resumo do ano em dois ou três posts, hoje falo simplesmente de badalhocas.


Rita Pereira nos Emmy



Os Emmy arruinaram de vez toda a sua credibilidade ao premiar uma novela da TVI, ainda por cima uma particularmente má, segundo os entendidos. Valeu para se ver a Alexandra Lencastre a tentar desviar a atenção para si mesma, aos pulinhos "ganhámos o emmy, ganhámos o emmy", enquanto a câmara alegremente a ignorava, magneticamente puxada para o meio da Rita Pereira. Que meio! Tivesse eu um decote como o dela e também ficava vesgo, sempre a olhar para aquilo!


Palavra favorita de 2010: Undousuru




É 'exercitar' em Japonês!


O fim da Playboy Portugal



E a Playboy Portugal terminou, envolvida em falsa polémica. "Não vimos nem aprovamos a capa e as fotografias do número de Julho da 'Playboy' Portugal. Trata-se de uma violação chocante das nossas normas e não teria sido permitida a publicação, se tivéssemos conhecimento antecipado", declarou Theresa Hennessy, vice-presidente da Playboy. Para mim, o real fim da revista deu-se porque a Playboy não tinha pingo de interesse, e isso revelava-se nas vendas. As famosas Portuguesas mostravam maminha mas meio envergonhadas, a prometida nudez total era escassa e a revista em si enfadonha. Numa era em que até a pornografia mais hardcore está ao alcance de um clic, esperava-se mais da marca.


A estreia da Penthouse




Finda a Playboy, eis-que entra rapidamente em cena a Penthouse. Queriam artigos interessantes? A Penthouse tem. Queriam nudez? A Penthouse esfrega-vos com ela na cara! Queriam famosas nuas? A Penthouse não tem, mas em compensação tem um mostruário de berbigão e demais bivalves como nunca se vira em terras Lusas! Querem filmes de roça-roça? A Penthouse oferece. Querem hardcore? Paga por SMS e o roça-roça transforma-se por artes mágicas em mete-e-tira! A Penthouse entrou violentamente no mercado. Talvez um nadinha demasiado. Afinal é possível estar-se demasiado nú!


Sexy, A História de Ana Malhoa


Ena pá, vocês viram isto? Foi tão espectacular! A biografia completa da Ana Malhoa! Tudo aquilo que sempre quis saber sobre a Vacareré e nunca se atreveu a perguntar, com receio de levar com um pau pelas costas! A infância! As calças rasgadas no rabo aos 14 anos! O Boireré! As peixeiradas! Os insultos! O silicone! As fotos em pelota! As fotos semi-vestida que são ainda mais desastrosas! O pai e o Museu das Caldas da Rainha! Holy cow!!! A sério: ponham os olhos nisto! Está tudo aqui!


Momento Lucy de 2010




Oh Lucy... Nunca mudes!